terça-feira, 12 de novembro de 2013



SÃO JOSAFÁ

Hoje celebramos a memória do santo Bispo que derramou o seu sangue por amor do Supremo e Único Pastor das ovelhas, tornando-se precursor do ecumenismo. João Kuncevicz nasceu em Wladimir (Ucrânia), no ano de 1580, numa família de ortodoxos, ou seja, ligados à Igreja Bizantina e não à Igreja Romana.
Com a mudança de vida mudou também o nome para Josafá, pois era comerciante até que, tocado pelo Espírito do Senhor, abraçou a fé católica e entrou para a Ordem de São Basílio, na qual, como monge desde os 24 anos, tornou-se apóstolo da unidade e sacerdote do Senhor. Dotado de muitas virtudes e dons, foi superior de vários conventos, até tornar-se Arcebispo de Polotsk em 1618 e lutar pela formação do Clero, pela catequese do povo e pela evangelização de todos.
São Josafá, além de promover com o seu testemunho a caridade para com os pobres, desgastou-se por inteiro na promoção da unidade da Igreja Bizantina com a Romana; por isso conseguiu levar muitos a viverem unidos na Igreja de Cristo. Os que entravam em comunhão com a Igreja Romana, como Josafá, passaram a ser chamados de “uniatas”, ou seja, excluídos e acusados de maus patriotas e apóstolos, segundo os ortodoxos. Aconteceu que numa viagem pastoral, Josafá, com 43 anos na época, foi atacado, maltratado e martirizado. Após ser assassinado, São Josafá foi preso a um cão morto e lançado num rio. Dessa forma, entrou no Céu, donde continua intercedendo pela unidade dos cristãos, tanto assim que os próprios assassinos mais tarde converteram-se à unidade desejada por Nosso Senhor Jesus Cristo.
São Josafá, rogai por nós!

QUE JESUS HABITE NOSSO CORAÇÃO E NOS TRAGA A CERTEZA DE QUE JÁ DEU TUDO CERTO



ENTREGA-TE A DEUS

“Entrega teu caminho ao Senhor, confia Nele e o mais Ele fará”. (Sl 36,5)
destraveEscolhi esta passagem bíblica para partilhar algumas reflexões, pois a considero profunda. Instigante esta passagem, não acham? Quando pensamos neste verbo ‘entregar’, nos vêm logo à mente alguns questionamentos: “Como assim, entregar o meu caminho, a minha vida?
Deus Pai, misericordioso e amoroso, nos deixou livres para escolhermos o caminho a seguir. Desta forma, em nossa caminhada escolhemos, decidimos se queremos andar sozinhos ou entregar a Ele o comando da nossa vida. Entregar o caminho a Deus é confiar nEle do mesmo modo que um bebê confia e se entrega no colo de sua mãe. Entregar-se verdadeiramente é isso, abandonar-se nos braços do Pai. Por vezes, até queremos entregar nossas preocupações a Ele, mas nosso lado frágil nos faz inseguros, não nos permitindo descansar no Senhor.
Não estou querendo dizer que seja fácil vencer algumas fragilidades próprias de todos nós seres humanos. Mas convido você que está lendo agora, a fazer esta experiência de entregar-se nas mãos do Pai do Céu.
Há algumas semanas, em meu local de trabalho, tive a oportunidade de participar de uma palestra muito interessante. Um ponto importante que a palestrante falou foi no que diz respeito às nossas escolhas, classificando o mundo como dual. Realmente, se aplicarmos esta ideia ao que propõe nossa reflexão, veremos que há semelhança.
Voltando ao início do texto, falamos que Deus nos deixa livres para decidirmos se queremos ou não trilhar o caminho da vida com Ele. Já podemos observar aí a tal dualidade. Temos somente duas opções, deixar Deus agir em nossa vida ou seguir sozinhos aos trancos e barrancos.
Assim, percebemos que não podemos ser um meio termo para o Senhor da vida. Ele nos quer por inteiro, não segurando num fiozinho as nossas inseguranças. Se decidirmos nos entregar verdadeiramente a Ele, experimentaremos a verdadeira paz em nosso ser. É só entregar, confiar e esperar que o Senhor tudo pode realizar em nossa vida.
Roberta Almeida


TUDO DEPENDE DA FORMA COMO EXERGAMOS A VIDA ?

Você já ouviu a frase: tudo depende da forma como enxergamos a vida? Podemos olhar para os problemas, para as nossas limitações, chegando à conclusão de que somos os seres mais sofredores da face da terra, mas se mudarmos o direção do nosso olhar e deixarmos o pessimismo e a falta de esperança de lado, notaremos as graças de Deus sobre nossas vidas e descobriremos como temos muitos motivos para nos alegrar e agradecer.

Podemos nos considerar o mais feliz ou o mais infeliz de todos os seres se os nossos olhos não estiverem iluminados como lemos no evangelho de São Mateus 6, 22: “O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado.”

Mas, você pode esta se perguntando: Como vou olhar com bons olhos para minha dor? Por mais dificuldades que tenhamos, sempre teremos fatores positivos ao redor e é exatamente nestas coisas que devemos focalizar o nosso olhar.

Olhar com bons olhos as dificuldades é confiar em Deus e saber que todas as coisas cooperam para o bem, mesmo quando humanamente não entendamos o porquê. É preciso olhar para os acontecimentos da vida e para as pessoas com bons olhos, não podemos deixar a hora da graça passar, a ocasião é esta, a hora é agora.

Senhor, nós cremos em ti,
mas aumentai a nossa fé.
Manda-nos o teu Espírito Santo para que ele nos ilumine,
nos aqueça e nos dê sabedoria para a pratica do bem.
Amém!

Padre Alberto Gambarini

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A IMPORTANCIA DA CURA INTERIOR

Uma chave para a cura total da pessoa
Em resposta àquilo que Jesus e a Igreja fazem por nós, duas ações devem ser realizadas. Jesus, primeiro, foi a todas as cidades e aldeias da Galileia, e a todos os lugares para pregar a Boa Nova a todas as pessoas. Jesus também disse para os seus irem a todos para lhes conceder cura e libertação e, se precisassem, também cura espiritual e cura física.

A cura interior profunda é muito importante e necessária para que sejam descobertas e sanadas as fontes mais significativas de todos os males que nos afligem. Muitas vezes, a pessoa não consegue cura espiritual, sem antes passar por uma cura interior; caso contrário, permanece naquilo que chamamos de hábitos compulsivos de pecar. Com frequência, por exemplo, um viciado em drogas não receberá cura a menos que seja curado interiormente das causas que o levaram ao vício da droga. 
Satanás condena; Jesus cura. A cura interior é uma espécie de chave para a cura total da pessoa. Da mesma forma, sem a cura interior, não é possível ser curado de doenças físicas, tampouco experimentar a libertação. Deus quer que sejamos totalmente curados. São Paulo diz, na Carta aos Tessalonicenses, que Deus não nos quer curados parcialmente, mas por completo; não superficialmente, mas em profundidade. Ele nos quer perfeitos em corpo, mente e alma. "Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso" (Mt 11,28).

No entanto, vale ressaltar que a cura física é a menos importante. Já ouviu falar sobre Helen Keller? Ela era cega, surda e muda, mas foi uma das grandes filósofas do século passado. Qunado damos muita ênfase à cura física, isso não vem de Deus. Jesus disse: "É melhor entrares na vida tendo só uma das mãos do que, tendo as duas, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga" (Mc 9,43). Você já ouviu isso? Eis o motivo pelo qual Jesus não afirmou: "Vinde a mim você que quer cura física". Isso não é o mais importante, mas sim a cura espiritual, a experiência de perdoar todos os pecados, como o que acontece no sacramento da confissão, para que possamos experimentar o "poder perdoador" de Deus, o abraço do Pai.

A importância da cura interior se deve também às limitações da medicina e da psiquiatria. Acreditamos que a cura aconteça por meio da medicina e da oração, mas quando nos deparamos com os limites de ambas, então é Deus que vem e ultrapassa esse conhecimento. Todos os dias, encontro pessoas que me relatam a incapacidade dos médicos de fornecer um diagnóstico preciso.

No processo de cura interior, nada pode ser desvalorizado, tudo deve ser levado muito a sério, pois disso depende uma vida de plena liberdade.
Padre Rufus Pereira