segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A TUA MÃO DE PAI


A Tua mão de Pai tão poderoso
É mão que com amor tudo domina
É mão que nos corrige, vigorosa
A Tua mão de Pai terna e bondosa
É mão que nos ampara, carinhosa
É a mais branda mão que nos anima.
Quando vem envolver-me a noite escura
Em Tuas mãos de Pai me refugio
E em total abandono em Ti confio.
Em Tuas mãos de Pai tenho a ventura
De descobrir a Fonte que inebria
O Amor imensurável que sacia...

CREDO


Credo in Deum Patrem omnipoténtem, Creatórem cæli et terræ. Et in Iesum Christum, Fílium eius únicum, Dóminum nostrum, qui conceptus est de Spíritu Sancto, natus ex María Vírgine, passus sub Póntio Pilato, crucifíxus, mórtuus, et sepúltus, descéndit ad ínfernos, tértia die resurréxit a mortuis, ascéndit ad cælos, sedet ad déxteram Dei Patris omnipoténtis, inde ventúrus est iudicáre vivos et mórtuos. Credo in Spíritum Sanctum, sanctam Ecclésiam cathólicam, sanctórum communiónem, remissiónem peccatórum, carnis resurrectiónem, vitam ætérnam. Amen.

PURIFICAI -VOS DO VELHO FERMENTO,PARA QUE SEJAISMASSA NOVA


O fermento é um elemento pequeno, simples, humilde, mas que é capaz de fermentar para o bem ou para o mal toda a massa de farinha de trigo. Ele trabalha silenciosamente e imperceptível, mas o resultado é bem notável.

Jesus nos adverte sobre o “fermento dos fariseus”, que são a falsidade, a maldade, a cobiça, a inveja que existem no coração daqueles que dizem estar perto de Deus, mas vivem longe porque não estão nem aí para a Sua Palavra e os Seus ensinamentos. Somos também fariseus quando cultuamos a Deus apenas com os lábios, sem nenhuma intenção no coração; quando estamos envolvidos somente com os nossos propósitos e não enxergamos os propósitos do coração de Deus; quando não confiamos na sua providência e nos preocupamos mais com o ter do que com o ser e promovemos guerra com os nossos irmãos por conta de coisas que são passageiras na nossa vida, porém desejamos possui-las. Deus nos quer dar um alimento eterno e nós litigamos por uma comida perecível. Portanto, abramos os nossos olhos espirituais para que possamos enxergar tudo com a visão de Deus e não com a nossa mente limitada.

A ALEGRIA DE SERVIR A DEUS

Tudo o que você for realizar, no seu dia, faça-o com  dedicação e amor.
A nossa vida é uma oferta a Deus, por isso façamos tudo com alegria, seja qual for o lugar em que estivermos: no trabalho, em casa, na paróquia ou na comunidade da qual fazemos parte. Como nos diz a Palavra: “Servir ao Senhor com alegria” (Salmo 100 (99) 2a).
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

domingo, 23 de fevereiro de 2014

De onde S.Teresinha consegue suas rosas:aos pés da Cruz,do Sacrifício e do Sangue de Jesus,fonte de todas as graças!
...Na santa Missa,a gente faz a mesma coisa!!


O ATO DE FÉ PODE NÃO SIGNIFICAR NADA

Nesses dias, participando de um curso com os bispos, no Rio de Janeiro – aliás, foi uma belíssima experiência de reflexão e partilha –, fui tomado por um pensamento que me deixou preocupado. 

Foi meditando o texto do evangelista Marcos, quando narra o endemoninhado dizendo: “Vendo Jesus de longe, o endemoninhado correu, caiu de joelhos diante dele, e gritou bem alto: Que tens a ver comigo, Jesus, Filho do Deus altíssimo? Eu te conjuro por Deus, não me atormentes! Com efeito Jesus lhe dizia: Espírito impuro, sai deste homem”! (Mc 5,6-8).

Chamou-me à atenção, porque o demônio acredita, tem fé. Reconhece o Filho de Deus e conjura por Ele. Por que, então, ele faz isso e continua fazendo o mal, atormentando as pessoas? Por que faz um ato de fé e nada muda em sua vida? Nunca muda de caminho, está sempre na contramão da história?

Fiquei pensando e me veio um certo temor. O demônio reconhece Jesus, professa a fé n'Ele, mas não O segue e continua sempre pela própria estrada.

Jamais será diferente, porque sabe quem é Jesus: o Filho de Deus. Mas a sua convicção não interfere no seu modo de agir. É fácil professar a fé, o complicado é deixar essa fé transformar o modo de agir e pensar. Por isso o maligno continuará sempre maligno, porque a fé não tem nada a ver com a vida concreta. A diferença está na fé que me faz, verdadeiramente, ser discípulo de Jesus; caso contrário, eu fico parecendo o demônio, que acredita, faz um ato de fé, mas continua sendo o rei da maldade e do pecado. Vive fazendo de conta que não acredita em Deus. 

Confesso que essa reflexão me causou um certo temor e me fez repensar o meu seguimento, enquanto escolhido para a vinha do Senhor e chamado a colaborar com ela.

Entendi melhor a expressão de Jesus: “O único pecado que não tem perdão é o pecado contra o Espírito Santo”. Esse é o pecado, professar com os lábios e negar com as atitudes, ou seja, não deixar Deus agir em nós, porque é Ele que vem ao nosso encontro.

Não fomos nós que amamos Deus, foi Ele quem nos amou primeiro. Negar a iniciativa do Senhor, fechar-se em si mesmo, colocando-se no lugar de Deus, é negar toda e qualquer ação do Espírito Santo. Esse é o pecado que não tem perdão.

Não que Deus não perdoe, mas porque não acreditamos no perdão. Como o Papa Francisco repetiu várias vezes: “Deus não se cansa de perdoar, nós é que nos cansamos de pedir perdão”. O caminho de seguimento a Jesus é um caminho de perdas e ganhos. Perco o meu "jeitão" de ser e aceito o "jeitão" do Mestre e Senhor da minha vida. Serei discípulo se for capaz de assumir a disciplina do Mestre. Não basta dizer "eu creio", porque a fé sem obras é morta.

No caminho do seguimento do Senhor, ser astuto como a serpente e simples como a pomba são atitudes primordiais para não cairmos na tentação do demônio. É como nós rezamos sempre no Pai-Nosso: "não nos deixeis cair na tentação". A tentação é exatamente a incoerência do nosso falar e do nosso ser.

Somente quem está em Deus é uma criatura nova, ou seja, renovada, disposta ao seguimento de Jesus como verdadeiro discípulo. Não tenho dúvidas de que o demônio existe; também não duvido de que ele nunca para de trabalhar, principalmente, para nos fazer professar a fé e viver como se Deus não existisse. Orar sempre, professar sempre, viver sempre na luz da fé; assim, nada será inútil; a vida terá outro sentido.
Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá (PR)