quarta-feira, 11 de junho de 2014

TENHA JESUS CRISTO EM SEU CORAÇÃO


Tenha Jesus Cristo em seu coração e todas as cruzes do mundo parecerão rosas.” Pe. Pio

SÃO BARNABÉ

Barnabé, que significa "filho da consolação", não fez parte dos primeiros doze Apóstolos escolhidos por Jesus, mas acompanhou os Apóstolos naqueles primeiros dias. Vendeu um campo de plantações que possuía para doar seu dinheiro aos Apóstolos. Era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Ele era da tribo de Levi. Estudou com mestre Gamaliel, de quem aprendeu a firmeza de caráter, as ciências e as virtudes. Tinha o seu maravilhoso dom de acalmar e de consolar os aflitos. Foi pelas mãos de Barnabé que Paulo de Tarso ingressou nos círculos judaico-cristãos. Barnabé também o acompanhou em sua primeira viagem apostólica e foram parceiros na grande obra de conversão realizada em Antioquia, onde estabeleceram e firmaram a primeira comunidade denominada de cristã. Barnabé estava em Chipre quando foi apedrejado no ano 61. Outra tradição diz que Barnabé teria sido consagrado o primeiro Bispo de Milão, cidade que o tem como seu padroeiro até hoje.

Reflexão: Barnabé apresenta-se como Apóstolo cheio de fé e do Espírito Santo, sempre disposto à luta contra as dificuldades que se lhe opunham. A vida foi-lhe continuado martírio, razão por que os Apóstolos afirmavam que ele sacrificara a vida por amor do nome de Jesus Cristo. Que nós possamos assumir com fidelidade e paciência os desafios que a vida de fé nos coloca a cada dia.

Oração: Santo Apóstolo, Barnabé, volvei o vosso olhar a nós e a todos os apóstolos da Igreja, para que servindo ao Evangelho, possam encontrar a fortaleza necessária para nunca se desanimar. Olhai para as pedras que se encontram em nosso caminho: que ela nos levem à santidade, aceitando-as nos sofrimentos, com brandura e paciência. Por Cristo Nosso Senhor. Amém

COMO FAZER UMA BOA CONFISSÃO ?


Na luta contra o pecado, uma das grandes armas de auxílio do cristão é o sacramento da Penitência. Quando, por infelicidade, o homem cai no abismo do pecado, é por meio da Confissão que ele se reconcilia com a Igreja; é através da acusação aos sacerdotes, "embaixadores em nome de Cristo", que ele recupera a graça de Deus.
Para colher os frutos deste sacramento, além do simples perdão dos pecados, é necessária a colaboração do homem. Os sacramentos, enquanto instrumentos de Deus para aplicar os méritos de Cristo, aumentam a graça de forma infalível (ex opere operato), mas, na prática, o seu efeito santificador é proporcional às disposições interiores da alma (ex opere operantis). Se uma pessoa que se confessa quotidianamente não consegue notar nenhum progresso na vida espiritual ou nenhum sinal de que está trilhando a senda da santificação, isto pode acontecer não por causa da ajuda divina, mas pela imperfeição de suas próprias disposições.
Assim como o sol é um só, mas atua diferentemente quando seus raios caem no metal ou no barro, a graça de Deus também atua sobre todos aqueles que a pedem, mas alguns, abrindo-se mais à Sua ação, se santificam mais que outros. O calor que o sol provoca é diferente não por um defeito seu, mas justamente porque age sobre materiais diferentes. Na eficácia do sacramento o homem não influi como causa, mas como recipiente.
Quanto às disposições interiores do penitente, elas dividem-se em habituais e atuais.
As primeiras resumem-se, de modo prático, às três virtudes teologais. Quem quer que se achegue ao tribunal da Confissão deve aproximar-se dele com espírito de fé, afinal, embora vá acusar seus pecados a um homem, pecador como ele, quem age na absolvição dos pecados e aconselha o penitente é o próprio Cristo. "Só Deus perdoa os pecados", indica o Catecismo da Igreja Católica. No entanto, "em virtude de sua autoridade divina, [Ele] transmite esse poder aos homens para que o exerçam em seu nome". Ao entrar no confessionário para ouvir os fiéis, também os sacerdotes deveriam tomar consciência da dignidade deste "ministério da reconciliação" exercido por ele in persona Christi.
O penitente deve ainda se aproximar deste sacramento com a máxima confiança (esperança) de ser perdoado – contanto que esteja verdadeiramente arrependido de suas faltas – e com amor de Deus, sem o qual ele não pode se desapegar de seus pecados, por leves que sejam.
As disposições atuais para receber este sacramento são aquelas necessárias ao penitente à hora da acusação. O que é necessário para se confessar – e se confessar bem? O padre Antonio Royo Marín escreve:
"Em primeiro lugar, acercar-nos-emos do tribunal da penitência em cada ocasião como se aquela fosse a última confissão de nossa vida, como preparação imediata para o viático e o juízo de Deus. Deve-se combater com energia o espírito de rotina, não se confessando por mero costume de fazê-lo a cada tantos dias, mas empregando o máximo empenho em conseguir, com a graça de Deus, uma verdadeira conversão e renovação de nossa alma."
A primeira das disposições atuais tratadas pelo padre Royo Marín em sua obra é o exame de consciência. Quem está habituado a realizar esta prática todos os dias, não sentirá muitas dificuldades em examinar-se antes da confissão, já que terá sempre diante de si as faltas cometidas, prontas a serem contadas ao sacerdote. À hora do exame, é importante não desculpar os próprios defeitos, tentando atribuir a causa dos pecados a fatores externos, nem inventar pecados que sequer foram cometidos – prática comum de almas escrupulosas. Ao mesmo tempo, quanto às faltas veniais, não se deve perder tempo com detalhes, mas, sim, procurar a raiz dos problemas, a fim de que o confessor não apenas perdoe os pecados, mas indique os remédios para a cura da doença espiritual que a pessoa apresente.
Sem a contrição de coração o sacramento da Confissão sequer é válido. Santo Tomás escreve que "a matéria próxima deste sacramento são os atos do penitente, que têm, por sua vez, como matéria os pecados arrependidos e confessados e pelos quais cumpre uma satisfação. Daí se segue que a matéria remota da penitência são os pecados, não enquanto desejados na intenção, mas enquanto devem ser detestados e destruídos". Ora, sem "detestar" os pecados cometidos, não há matéria para este sacramento. Quem se aproxima do tribunal da Penitência sem arrependimento, por mais que receba a absolvição, não é perdoado.
O motivo pelo qual o pecador se arrepende também é importante: não pode ser por qualquer coisa natural – por uma doença física ou pela vergonha diante dos homens, por exemplo –, mas por uma aflição de origem sobrenatural: o indivíduo arrepende-se ou porque perdeu o Céu e mereceu as penas eternas do inferno (atrição) ou porque, tomando consciência do grande amor com que foi amado, foi ingrato e perdeu Deus, o sumo Bem (contrição perfeita).
Tanto a atrição quanto a contrição perfeita são válidas como arrependimento, mas quem quer que deseje trilhar o caminho da santidade não deve se contentar com a senda do temor.
"Nada, pois, há de procurar com tanto empenho a alma que queira santificar-se como esta intensidade de contrição nascida do amor de Deus, da consideração de sua infinita bondade e misericórdia, do amor e dos sofrimentos de Cristo, da monstruosa ingratidão do pecador para com um Pai tão bom, que nos tem enchido de incompreensíveis benefícios etc. Mas, bem persuadida de que esta graça da perfeita e intensa contrição é um dom de Deus que só se pode impetrar por meio da oração, humilhar-se-á profundamente diante da divina Majestade, implorando-a com insistência, por intercessão de Maria, mediadora de todas as graças."
As pessoas tendem a confundir esta contrição perfeita com um sentimento, com uma expressão física de comoção ou de dor, mas isto é um aspecto meramente acidental do arrependimento. "Não é necessário manifestar exteriormente a contrição interna por meio de suspiros, lágrimas, etc.: tudo isto pode ser sinal de contrição, não é, porém, sua essência. A essência da contrição está na alma, na vontade, em afastar-se deveras do pecado e converter-se para Deus". Assim, só Deus, que perscruta o coração dos homens, é capaz de ver a verdadeira contrição.
Tal é a importância dessa disposição interior que o Doutor Angélico adverte ser tanto maior a graça que se alcança após a absolvição quanto mais intensa for a contrição forjada pelo penitente. "A intensidade do arrependimento do penitente é, às vezes, proporcionado a uma maior graça que aquela da qual caiu pelo pecado; às vezes, a igual; e, às vezes, a menor. E pela mesma razão o penitente se levanta às vezes com maior graça do que tinha antes; às vezes, com igual; e, às vezes, com menor", escreve. Por isso, diz o Pe. Royo Marín, "é (...) de grande importância procurar a máxima intensidade possível no arrependimento e na contrição para lograr recuperar o mesmo grau de graça ou quiçá um maior do que o que se possuía antes do pecado".
Também não é possível obter o perdão dos pecados sem o propósito firme. Mais do que tornar ineficaz a recepção do sacramento, a sua falta acaba por invalidar a absolvição. Afinal, se a pessoa se acusa ao sacerdote mas não está disposta a renunciar ao pecado, deixando de cometê-lo, qual o sentido de seu arrependimento? O padre Royo Marín alerta ainda que, além de um "propósito geral de não voltar a pecar", é preciso que o penitente tome "uma resolução clara, concreta, enérgica, de empregar os meios para evitar tal ou qual falta ou se adiantar na prática de uma determinada virtude".
Considera-se, enfim, a confissão vocal. Santo Tomás resume, em alguns versos, quais devem ser as qualidades da boa acusação: Sit simplex, humilis confessio, pura, fidelis, atque vera, frequens, nuda, discreta, libens, verecunda, integra, secreta, lacrimabilis, accelerata, fortis et accusans, et sit parere parata. – Seja simples, humilde a confissão, pura, fiel, frequente, clara, discreta, voluntária, verecunda, íntegra, secreta, lacrimosa, pronta, forte, acusadora e disposta a obedecer. Destas dezesseis qualidades, destaque-se os termos "humilde" – pois o penitente deve colocar-se diante de Deus como quem não está merecendo nada –, "íntegra" – pois os pecados mortais devem ser confessados integralmente e na maior precisão numérica possível – e "frequente" – pois, sendo um meio eficacíssimo de santificação, deve ser procurado continuamente, assim como o procuraram os grandes santos.
Por fim, chega-se à satisfação sacramental. Embora as faltas do penitente sejam plenamente perdoadas já na acusação contrita, restam a pena temporal devida pelo pecado e a enfermidade que deve ser remediada pelo confessor. É neste departamento que cabem as exortações à terapia das doenças espirituais. É importante que o fiel cumpra atentamente e o mais depressa possível a penitência imposta pelo sacerdote, já que, diz o Doutor Angélico, "nela opera o poder das chaves, de sorte que tem mais valor para expiar o pecado que se o homem realizasse a mesma obra por seu próprio arbítrio".
Pe. Paulo Ricardo

MARIA MÃE ANIMADA PELO ESPÍRITO SANTO

“O Espírito que já habitava em Maria, tendo realizado nela maravilhas de graça, agora desce de novo ao seu coração, comunicando dons e carismas necessários para o exercício da sua maternidade espiritual. Maria continua a exercer na Igreja a maternidade que lhe foi confiada por Cristo. Nesta missão materna, a humilde escrava do Senhor não se põe em concorrência com o papel do Espírito Santo; ao contrário, ela é chamada pelo mesmo Espírito a cooperar com Ele de modo materno. Ele desperta continuamente na memória da Igreja as palavras de Jesus ao discípulo predileto: «Eis aí a tua mãe», e convida os crentes a amarem Maria como Cristo a amou. Todo o aprofundamento do vínculo com Maria permite ao Espírito uma ação mais fecunda para a vida da Igreja”, São João Paulo II

O SILÊNCIO DE MARIA DEPOIS DE PENTECOSTES

O intrigante silêncio da Virgem Maria depois do Pentecostes e a missão da Mãe de Jesus na Igreja
Depois do Pentecostes, o silêncio da Santíssima Virgem Maria é, a princípio, quase incompreensível, pois a Mãe de Jesus esteve presente, nos atestam a Palavra de Deus e a Tradição, nos três momentos constitutivos do mistério de Cristo e da Igreja: a Encarnação no Verbo, o Mistério Pascal e o Pentecostes. No Cenáculo, Nossa Senhora está presente juntamente com algumas mulheres, mas, num plano superior, não somente em relação a elas, mas também aos apóstolos. A Virgem Maria está presente como “Mãe de Jesus”! Isso significa que “o Espírito Santo, que está por vir, é ‘o Espírito do seu Filho’! Entre ela e o Paráclito há uma ligação objetiva e indestrutível, que é o próprio Jesus que juntos geraram”. No Calvário, Maria está aos pés da cruz de Jesus como Mãe da Igreja; no Cenáculo, ela se mostra como madrinha: “uma batizada pelo Espírito que, agora, apresenta a Igreja para o batismo do Espírito. Se os batizados são adultos, a madrinha assiste-os na preparação; é o que Maria fez com os apóstolos e faz conosco”. Mas, depois do Pentecostes, quando os apóstolos e os discípulos de Jesus foram batizados pelo Espírito Santo, a Mãe de Cristo desaparece, no mais profundo silêncio.Como entender esse silêncio de Maria na Palavra de Deus depois do Pentecostes?
Para entender o silêncio de Nossa Senhora não podemos partir da Palavra de Deus, pois não há nenhuma fonte escrita que nos dê informações a respeito dela. Porém, por indução, a partir dos frutos e das realizações que a Palavra produziu na Igreja, podemos extrair da experiência dos santos algo que diz respeito à vida interior da Mãe da Igreja, pois há leis e elementos constantes no campo da vida espiritual e da santidade dela. Por isso, a partir da experiência dos santos e das santas, que deixaram suas famílias, seus trabalhos e seus bens para se dedicarem inteiramente a Deus, numa vida silenciosa e escondida, podemos compreender melhor o silêncio de Maria depois do Pentecostes, que marca o início da missão da Igreja.
Para entender o silêncio de Nossa Senhora não podemos partir da Palavra de Deus, pois não há nenhuma fonte escrita que nos dê informações a respeito dela. Porém, por indução, a partir dos frutos e das realizações que a Palavra produziu na Igreja, podemos extrair da experiência dos santos algo que diz respeito à vida interior da Mãe da Igreja, pois há leis e elementos constantes no campo da vida espiritual e da santidade dela. Por isso, a partir da experiência dos santos e das santas, que deixaram suas famílias, seus trabalhos e seus bens para se dedicarem inteiramente a Deus, numa vida silenciosa e escondida, podemos compreender melhor o silêncio de Maria depois do Pentecostes, que marca o início da missão da Igreja.
A Virgem Maria “foi a primeira monja da Igreja. Depois de Pentecostes, é como se ela tivesse entrado para uma clausura”. A vida de Nossa Senhora, agora, “está escondida com Cristo em Deus”. Da mesma forma que na vida dos santos, o silêncio de Maria é o argumento mais seguro e eloquente de todos. “Maria inaugurou, na Igreja, aquela segunda alma ou vocação, que é a alma escondida e orante, ao lado da alma apostólica e ativa”. Os apóstolos, depois de receber o Espírito Santo, vão logo às praças para pregar, fundam e dirigem igrejas, enfrentam processos1 e convocam um Concílio. Mas a respeito de Maria nada se fala, pois ela permanece unida em oração com as mulheres no Cenáculo. Dessa forma, o silêncio dela nos mostra que, na Igreja, o serviço na construção do Reino dos Céus não é tudo, são indispensáveis as almas orantes que o sustentam.
Nossa Senhora é o “protótipo e o modelo acabado” da Igreja. A Mãe de Deus é imagem da Igreja “enquanto arquétipo, isto é, enquanto ‘ideia’ realizada de forma perfeita e inigualável”1. Para compreender esse carisma de Maria, voltemo-nos à experiência de Santa Teresinha do Menino Jesus, na descoberta de sua vocação na Igreja. Depois de ler a descrição dos carismas feita por São Paulo, Teresinha “teria desejado ser apóstolo, sacerdote, mártir… […] Esses desejos tinham-se tornado para ela um verdadeiro martírio, até que, um dia, eis a descoberta: o Corpo de Cristo tem um coração que move todos os membros e sem o qual tudo pararia. E no auge da alegria, exclamou: ‘No coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o amor e assim serei tudo!’” Naque dia, Santa Teresinha descobriu a vocação de Maria: ser, na Igreja, o coração que ama, o coração que ninguém vê, mas que tudo move; sem ele, todo o seu corpo pararia.
Assim, a presença da Virgem Maria na Igreja foi, e continua sendo, presença orante e silenciosa, escondida aos olhos dos homens. Essa é a vocação dos religiosos e religiosas, que também diz respeito à vocação dos leigos e leigas na Igreja. Essa vocação ao silêncio, ao escondimento e à oração foi revelada a Santa Faustina, em um momento de oração, pela própria Mãe de Jesus:“Vossa vida deve ser semelhante a minha: silenciosa e oculta, continuamente unida a Deus, em súplica pela humanidade e a preparar o mundo para a segunda vinda de Deus”. Acolhamos essas palavras de Nossa Senhora e procuremos vivê-la com uma vida silenciosa e oculta, continuamente unida a Deus, em oração suplicante pela salvação da humanidade, preparando o mundo para a segunda vinda de Jesus Cristo. Essa é a vocação de Maria e a nossa vocação, a vocação da Igreja: no silêncio, no escondimento e na oração, ser o coração que ama e que tudo move, para preparar um povo bem disposto para a vinda de Cristo e para o Reino dos Céus. Nossa Senhora, Mãe da Igreja, rogai por nós!

Natalino Ueda