terça-feira, 21 de outubro de 2014


ENCONTRAMOS JESUS NA ORAÇÃO DA AVE -MARIA

O Rosário é um método simples para contemplar o rosto de Jesus com Maria
Contemplar o rosto de Jesus Cristo com a Virgem Maria é, antes de mais nada, recordar os mistérios do Filho, o Verbo de Deus humanado. Essa recordação deve ser entendida no sentido bíblico de memória, do hebraico zikaron, que atualiza as obras realizadas por Deus na história da salvação.
Fazer memória das obras do Senhor era comum na religião do povo de Israel, ao qual Nossa Senhora pertencia. Por isso, os mistérios de Cristo que lhe eram apresentados em termos quase incompreensíveis, “Maria os conservava, meditando-os no seu coração”1. Dessa forma, a Santíssima Virgem foi a primeira a fazer memória, a meditar profundamente os mistérios do Filho de Deus feito Homem, tornando-se para nós Mestra por excelência na contemplação do rosto de Cristo e de Seus santos e divinos mistérios.
A Bíblia, toda ela intimamente ligada à religião judaica, é a narração dos acontecimentos salvíficos, que culminam no memorial da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Esses mistérios não constituem somente um “ontem”, não são apenas recordações de fatos do passado, mas se atualizam no “hoje” da salvação. Essa atualização se realiza de modo privilegiado na Liturgia da Santa Missa. O que Deus realizou, há quase dois mil anos, alcançou não somente as testemunhas diretas dos mistérios de Cristo, mas também, pelo dom da graça, os homens e mulheres de todos os tempos. Todavia, essa atualização não se limita à liturgia, mas acontece nas devoções que têm ligação com esses mistérios. “Fazer memória deles, em atitude de fé e de amor, significa abrir-se à graça que Cristo nos obteve com os seus mistérios de vida, morte e ressurreição”2.
A atualização, o memorial dos mistérios de Jesus Cristo têm, no terço mariano, sua expressão popular mais profunda. Desde tempos imemoriais, rezou-se e tornou-se cada vez mais conhecida e valorizada essa oração tão querida pelo povo de Deus. Sua grande popularidade se deve, principalmente, ao fato de o Rosário ser um método simples para contemplar o rosto de Jesus com Maria. Como método de oração, ele deve ser utilizado para seu verdadeiro fim, ou seja, a contemplação de Cristo, e não como fim em si mesmo. Considerando que o Rosário é fruto da experiência de devoção dos cristãos, há séculos, esse método não deve ser subestimado, pois estão a seu favor a experiência de inumeráveis santos, como São Domingos de Gusmão, São Luís Maria Grignion de Montfort, São Pio de Pietrelcina e São João Paulo II, que praticaram e ensinaram essa piedosa devoção com abundantes frutos espirituais.
A Ave-Maria é o elemento mais encorpado do Rosário, que faz dele uma oração mariana por excelência. Entretanto, o carácter mariano da Ave-Maria não se opõe ao cristológico, mas até o sublinha e exalta. A primeira parte da Ave-Maria, tirada das palavras dirigidas a Maria pelo Anjo Gabriel e por Isabel3, é a contemplação adoradora do mistério de Cristo, que se realiza na Virgem de Nazaré. Essas palavras exprimem a admiração do Céu e da Terra, e transparecem o encanto do próprio Deus ao contemplar a Sua obra-prima – a encarnação do Filho no ventre virginal de Maria –, que nos remete ao olhar contemplativo do Criador4, daquele primordial “pathos com que Deus, na aurora da criação, contemplou a obra das suas mãos”5. “A repetição da Ave-Maria no Rosário sintoniza-nos com esse encanto de Deus: é júbilo, admiração, reconhecimento do maior milagre da história”6. A recitação dessa oração é também o cumprimento da profecia de Maria: “ Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada”7.
O “centro de gravidade” da Ave-Maria, uma espécie de “dobradiça” entre a primeira e a segunda parte dessa oração, é o nome de Jesus. Numa recitação precipitada e desatenta, perdemos esse centro e também a ligação com o mistério de Cristo que contemplamos. Dessa forma, deixamos de colher preciosos frutos, pois “é pela acentuação dada ao nome de Jesus e ao Seu mistério que se caracteriza a recitação expressiva e frutuosa do Rosário”8. Nesse sentido, em algumas regiões costuma-se realçar o nome de Cristo, acrescentando, logo depois, uma passagem bíblica que recorda o mistério meditado9. Esse costume é muito louvável, especialmente na recitação pública do Rosário, e exprime, de forma intensa, a fé em Jesus Cristo, aplicada aos diversos momentos da Sua vida. Repetir o nome de Jesus, o único nome do qual se pode esperar a salvação10, juntamente com o nome de Maria, deixando que seja a Mãe a nos levar para o Filho, é um caminho de assimilação que nos faz penetrar cada vez mais profundamente na vida de Cristo. “Dessa relação muito especial de Maria com Cristo, que faz d’Ela a Mãe de Deus, a Theotókos, deriva a força da súplica com que nos dirigimos a Ela depois na segunda parte da oração, confiando à sua materna intercessão a nossa vida e a hora da nossa morte”11.
Assim, a contemplação do rosto de Jesus Cristo com a Virgem Maria é o memorial, a atualização dos mistérios da salvação no hoje da nossa vida. A atualização desses mistérios acontece de modo privilegiado na liturgia, na celebração da Eucaristia, memorial do mistério pascal de Cristo, da Sua Paixão, Morte e Ressurreição. A atualização se dá também naquelas devoções em que são contemplados os mistérios de Cristo. Entre essas devoções, brilha de modo inigualável o Rosário, no qual meditamos com a Virgem Maria os mistérios da nossa salvação. Nele, contemplamos com Maria o rosto humano de Deus. Por meio do Rosário, a Mãe de Deus nos leva ao seu Filho, para contemplarmos Sua face e fazer a Sua vontade: “Fazei o que ele vos disser”12. Por fim, pela oração do Rosário nos confiamos à materna intercessão da Virgem Mãe de Deus junto ao seu amado Filho Jesus Cristo.
Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Natalino Ueda

A TUA LEI ESTÁ DENTRO DO MEU CORAÇÃO

Aprenda a louvar ao Senhor cada dia por tantos benefícios que tem feito em sua vida. Quer exemplos? Sua família, ter um teto, alimento na mesa, a saúde que lhe proporciona, os amigos, o seu trabalho, seus membros perfeitos, sua fé, sua capacidade de poder agradecer, é pouco? 

Se prestar atenção são tantas e tantas coisas que, enumeradas uma a uma, ainda nos sentiríamos devedores a Deus por sua bondade divina.

Tome uma atitude sábia, não reclame mais! No Salmo 148, 2 lemos: Louvai-o, todos os seus anjos. Louvai-o, todos os seus exércitos. Se até os anjos do céu louvam e bendizem ao Senhor, quanto mais nós, que somos filhos amados e amadas deste Pai de bondade.

É verdade que nosso coração tem a tendência de se dobrar e redobrar sobre os problemas, sobre as necessidades, dando uma importância tão grande que o menor espinho na carne se torna uma tsunami.

Tome uma nova atitude: coloque-se acima de tudo em atitude de contemplação diante das maravilhas que recebe a cada dia, você perceberá que recebe muito mais do que é pedido.

Senhor misericordioso, muito obrigado pela tua doutrina maravilhosa. Queremos te conhecer e te amar cada vez mais. Precisamos de sua ajuda, de sua orientação, pois sozinhos nada podemos, fica conosco e nos dê entusiasmo pela vida. Amém!

Padre Alberto Gambarini

ACOLHER A MISEICÓRDIA DE DEUS

Ninguém pode vir a mim se o pai, que me enviou, não o atrair” (João 6,43-44a)
Com essa Palavra, Jesus queria dizer que todos os que o Pai atrai chegam a Ele.
A primeira coisa que Deus quer fazer é ressuscitá-lo no último dia, mas, já agora, Jesus não quer que pereça nenhum dos que Lhe foram dados. Essa obra que o Senhor está fazendo é também para os dias de hoje.
A união da miséria humana, somada ao coração de Deus, cheio de amor, resulta na misericórdia. Ela supera todo o nosso entendimento. Não é possível entendê-la, basta que a acolhamos e aceitemos Sua misericórdia.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 20 de outubro de 2014


A UNÇÃO DOS ENFERMOS PERDOA OS PECADOS ?

O sacramento da unção dos enfermos é uma graça que o Senhor nos concede por meio da Igreja
“Alguém dentre vós está sofrendo? Recorra à oração. Alguém está alegre? Entoe hinos. Alguém dentre vós está doente? Mande chamar os presbíteros da igreja, para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo no nome do Senhor. 15 A oração feita da fé salvará” (Tg 5,13-15)


O sacramento da unção dos enfermos é uma graça que o Senhor nos concede por meio da Igreja. Para nós católicos, a oração de cura e a unção têm muito valor. Como lemos na carta de São Tiago, quando alguém está doente deve recorrer à oração, ao céu e, claro, aos médicos e tratamentos, como nos recomenda a Igreja, pois também estes são dons do Senhor para a cura.
O sacramento da reconciliação é o primeiro sacramento de cura; depois dele, há a unção dos enfermos, que, antigamente, era chamada de “extrema unção”. O nome mudou. Ainda bem! Ficou mais suave. O nome antigo ainda espanta, porque parece um sacramento que “sela” a pessoa para a morte.
Na verdade, esse é um sacramento de vida, pois, como todos os outros sacramentos, tem a finalidade de sarar, de animar e perdoar os pecados. Sim, a unção dos enfermos perdoa os pecados, e isso foi mencionado na Escritura e confirmado pela Igreja. Segundo as normas de cada diocese, essa graça pode ser propagada nas celebrações individuais ou coletivas.
A unção pode ser ministrada para todos os doentes em perigo de morte e também para aqueles que farão uma cirurgia delicada. O óleo deve ser de oliveira ou extraído de plantas onde há dificuldades para encontrar essa matéria. Normalmente, o sacerdote leva consigo um recipiente com o óleo, para que, caso haja necessidade, faça uso dele. A unção é feita na fronte, nas mãos ou numa outra parte do corpo se nestas não forem possíveis.
A fórmula desse sacramento diz: “Por essa santa unção e pela Sua infinita misericórdia, o Senhor venha em seu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos seus pecados, Ele o salve e, na Sua bondade, alivie os seus sofrimentos”. Que maravilha de sacramento, porque alivia os sofrimentos! E que grande sofrimento é o pecado! Que grande sofrimento passam tantos irmãos nossos no corpo e na alma! Recorramos ao Senhor para que Ele sare e salve os nossos irmãos doentes no corpo e na alma.
Nesse pouco tempo de sacerdócio, já vi Deus curar, restaurar a saúde de muitos, e também já O vi fortalecer pessoas na hora de morte, dando-lhes uma morte tranquila e em paz, porque foi perdoada, foi ungida.
Conhece alguém doente no corpo e na alma? Indique-lhe um sacerdote, verifique se na comunidade há celebração para os enfermos e avise esse doente ou um parente próximo. Não deixe essa graça passar.
Padre Marcio

VIVER O AMOR

O sonho de Deus sempre foi um mundo belo, reflexo da sua glória. Mas nós fizemos dele um mundo feio, cheio de violência, contra a irmã terra, a irmã água, a irmã planta; contra os irmãos homens, as irmãs mulheres; contra o onipotente grande Senhor” (São Francisco de Assis).
Jesus demonstra o Seu amor por nós nos fatos e nós, como filhos amados de Deus, precisamos viver o amor e produzir frutos do Reino de Deus com nossos gestos, palavras e pensamentos. Devemos sempre nos perguntar se estamos produzindo frutos de conversão ou se estamos decepcionando a Deus com nossas ações.
“Irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor” (Fl 4,8).
Com muita simplicidade de coração e humildade, rezemos ao longo de todo este dia: “Vinde, Espírito Santo!” para que Ele nos revele em que necessitamos de conversão para vivermos verdadeiramente o amor e o perdão.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago