segunda-feira, 27 de outubro de 2014

EU PORÉM VOS DIGO : AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

O desejo que temos ao sofrer alguma agressão verbal, física, moral ou qualquer outra natureza, é de pagar sempre com a mesma moeda. Mas é assim que a bíblia nos ensina agir?

Não, ela nos mostra que devemos vencer o mal com a prática do bem em favor daqueles que nos agridem ou perseguem. Eu vos digo, esta é sem dúvida a única forma de vencermos o mal, como lemos em Romanos 12,17: Não pagueis a ninguém o mal com o mal. Aplicai-vos a fazer o bem diante de todos os homens.”

É sábio seguir este conselho. É a teoria da reciprocidade: se dermos amor vamos receber amor, se dermos perdão vamos ser perdoados. Se quisermos bom tratamento devemos tratar bem as pessoas.

Sábio é aquele que faz aos outros aquilo que ele quer que lhe façam.
Há pessoas que não se falam, não se cumprimentam, desejam o mal para o irmão, para o próximo, e ainda querem ser ouvidos em suas orações. Perda de tempo, preces assim não sobrem até Deus.

É preciso perdoar antes de orar. Guardar mágoas, ciúmes, ressentimentos, é candidatar-se a tudo que não é bom. Devemos desejar o bem até para nossos inimigos, agindo assim certamente o bem voltará para nós.

Senhor afasta de nós a tristeza.
Dá-nos um semblante alegre e um coração compassivo.
Que possamos estar cada dia mais,
alicerçados em tua graça e poder.
Derrama o teu Espírito Santo para que estejamos
atentos a Vossa vontade.
Amém!

Padre Alberto Gambarini

domingo, 26 de outubro de 2014


NÃO BASTA VENCER

É certo que ao cidadão não basta apenas votar, e aos escolhidos nas urnas, não basta vencer as eleições
Não basta vencer as eleições do domingo, pois a verdadeira conquista é muito mais difícil de alcançar. Trata-se da vitória que é o bem do povo, particularmente dos mais pobres e sofredores, enjaulados em condições indignas de vida, privados de direitos fundamentais.
Os analistas, com diferentes pontos de vista, indicam a complexidade do momento. Diante de todos está o desafio do crescimento econômico, de se atender demandas de infraestrutura e de libertação da máquina pública das garras ferozes dos que dela se apossam, nos diversos níveis, instâncias e lugares, pelo Brasil afora, incapacitando-a no atendimento de sua finalidade – o zelo e a garantia do bem comum.
Ao considerar esse horizonte de exigências e desafios, compreende-se ainda mais que a ida às urnas exige responsabilidade de cada cidadão eleitor. Uma constatação evidente, mas que merece sempre reflexões. Quando se observa a atual tendência do eleitorado na sua escolha, percebe-se o peso da interrogação no ar. Este momento eleitoral tem revelado a indecisão de muitos, a divisão equiparada das opiniões, ora para um lado, ora para outro. Talvez isso seja sinal de certo amadurecimento da democracia. Um gesto aparentemente simples, apertar teclas da urna eletrônica, revela um processo da mais alta complexidade.
A candidatura escolhida vai nortear rumos, ou desconsertá-los, no quadriênio subsequente.Discernir e fazer a escolha, algo que precede o gesto simples e rápido de teclar, é agora o grande desafio cidadão. Há uma avalanche de elementos a serem avaliados, um caminho a ser bem trilhado rumo à definição mais apropriada possível, que colabore com o desenvolvimento da sociedade brasileira. A velocidade das mudanças e o aumento das necessidades reais do povo não admitem senão inovações, busca de novas respostas e a garantia de avanços. Conquistas são possíveis, embora difíceis. Particularmente, o eleitor deve buscar quem é capaz de superar a famigerada desigualdade social que ainda rege violentamente a sociedade brasileira.
Buscar o caminho novo inclui a verificação de um check list com incontáveis tópicos. Cada cidadão tem o direito, e até o dever, de tomar conhecimento destes itens todos para viver seu discernimento e alcançar uma amadurecida escolha. Também é importante conhecê-los para exercer o direito de acompanhar a efetivação dos compromissos assumidos por quem se elegeu e, portanto, tornou-se servidor do povo. Dois aspectos, entre tantos, merecem alguma consideração neste momento decisivo. Um deles se refere à qualidade do processo de escolha. Eleitores não podem deixar-se influenciar apenas pelos resultados de pesquisas de intenção de voto, até porque elas têm revelado muitas fragilidades e limitações. Também é inadmissível aceitar que, a esta altura do terceiro milênio, ainda exista o antigo “voto de cabresto”, com os “currais eleitorais”, onde se define uma escolha pelos esquemas de dependência e se estimula a apatia em detrimento da participação popular.
Outro aspecto que agrava o cenário eleitoral é a carência de lideranças com perfis mais enriquecidos. Infelizmente, a poluição partidária, formada pelo excessivo número de legendas e, sobretudo, pela parcialidade e interesse cartorial, tem refletido na falta de pessoas qualificadas para o exercício do cargo público. Consequentemente, torna-se cada vez mais comum encontrar nas instituições públicas pessoas que não se comprometem com o bem da sociedade e com a superação do sofrimento dos mais pobres. O interesse cada vez mais hegemônico é a busca de ganhos para classes e grupos. No segundo plano, fica o gosto cidadão de representar o povo, servindo-o acima de tudo, trabalhando por suas necessidades.
A corrupção e os escândalos do uso inapropriado dos recursos do erário público emolduram a política brasileira. Essa grave crise na representatividade favorece mediocridades e, até mesmo, a escolha de quem não consegue inovar, ousar, de quem prefere a conservação que, por sua vez, alimenta o atual cenário. Diante de tantas necessidades de mudança, é certo que ao cidadão não basta apenas votar, e aos escolhidos nas urnas, não basta vencer as eleições. Há um íngreme caminho a ser percorrido

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

EVANGELIZEMOS COM A NOSSA VIDA

Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador. É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face.” (Sl 23,5-6).
Somos um povo abençoado por Deus. Ele nos escolheu e nos formou para sermos instrumentos para levarmos a Sua Palavra a muitas almas. Evangelizemos com nossa vida, para que todos possam ouvir e conhecer o Senhor, fazer a experiência do amor de Jesus que nos traz a verdadeira felicidade.
“Não posso resistir aos impulsos interiores que me chamam para salvar almas” (Santo Antônio Maria Claret).
Senhor, fazei-nos instrumentos do Vosso amor!
Luzia Santiago

O QUE A IGREJA DIZ SOBRE SEXO ORAL ?

Não se deve confundir “sexo oral” com “prelúdio sexual”
Antes de tudo, é preciso dizer que nunca encontrei, na Bíblia ou em algum documento oficial do magistério da Igreja, a expressão “sexo oral” ou algo que trate do assunto.


Penso, então, que se deva entender por “sexo oral” a realização do ato sexual do casal por meios orogenitais, chegando-se ao orgasmo desta forma. Mais explicitamente falando, é o emprego da boca e da língua que, em contato direto com o órgão sexual do parceiro, pretende levá-lo ao orgasmo. Realmente isso não tem sentido, pois não foi assim que Deus programou a vida sexual do casal. É antinatural.
A moral católica é baseada nisso: o que é natural é moral; o que não é natural, é imoral. O ato sexual é a “liturgia” conjugal, onde o casal celebra o amor e gera os seus filhos. Assim, há duas dimensões na vida sexual: unitiva e procriativa.
É evidente que pelo sexo oral, como descrito acima, além do mais, fecha as portas para a concepção e anula-se uma das dimensões do ato sexual. Isso mostra que esse tipo de atividade sexual deve ser descartada.
Por razões, muito mais graves ainda, o tal “sexo anal” não deve ser realizado por um casal cristão; é totalmente antinatural e imoral. Creio que se pode admitir como lícita alguma liberdade sexual para o casal, enquanto se está no “prelúdio” da relação, naqueles casos em que o parceiro precisa desse estímulo para chegar ao orgasmo junto com o outro. Mas não se pode realizar o ato sexual de maneira oral por ser contra a ordem da natureza. O casal não precisa dessas extravagâncias para ser feliz na vida sexual.
Não se deve confundir “sexo oral” com o “prelúdio sexual”, ambos completamente diversos um do outro. O prelúdio, ou preparação para o ato sexual, com razão, além de lícito, é muito importante. E é ele, através de todo o contexto de carinho, que diferencia a relação sexual humana e a animal. Sem as carícias, os toques e as manifestações de afeto que precedem a consumação do ato sexual, este se limitaria a uma relação puramente animal.
De modo geral, as esposas precisam de um bom prelúdio sexual, com carícias até mesmo orogenitais, antes da penetração, para que possam chegar ao orgasmo. O marido pode e deve intensificar ao máximo as carícias, os toques, os carinhos e as palavras, no prelúdio, para que a esposa chegue ao orgasmo na penetração. É o amor que deve levar o marido a essa atitude, e não apenas a busca de um prazer sem limites.
Não se pode realizar a atividade sexual por meios não próprios para ele. E é exatamente por isso que, tanto quanto o sexo anal, o sexo oral é ilícito; é algo totalmente antinatural.

Felipe Aquino

sábado, 25 de outubro de 2014


FREI GALVÃO UM SANTO BRASILEIRO

O Brasil até hoje não tinha um santo aqui nascido
Quando o frei Antonio de Sant’anna Galvão morreu, em 1822, toda a Capitania de São Paulo, onde ele viveu sessenta dos seus 83 anos de vida, o velou no Mosteiro da Luz; eram mais de 3.000 pessoas, num tempo em que a população da cidade não passava de 25.000 habitantes. Os fiéis recortaram-lhe pedaços da batina e retiraram pequenas pedras de seu túmulo para mergulhá-las na água que dariam aos doentes na esperança de que fossem curados.
Durante sua vida diversos milagres foram atribuídos ao Santo, que, com sua única batina, costumava percorrer a pé os vilarejos do interior de São Paulo, pregando para os pobres. Por onde ele passava, multidões acorriam. O papa Bento XVI no Campo de Marte, em São Paulo, canonizou o frade franciscano, que se tornou o primeiro santo genuinamente brasileiro.
O Brasil até hoje não tinha um santo aqui nascido. Madre Paulina, canonizada em 2002, embora tenha vivido a maior parte de sua vida nos estados brasileiros de Santa Catarina e São Paulo, nasceu na Itália. Frei Galvão nunca saiu do Brasil. Criado em uma família rica e poderosa – o pai foi capitão-mor de Guaratinguetá, no interior de São Paulo –, ele deixou a casa paterna aos 13 anos para estudar com os jesuítas na Bahia. Aos 21, ingressou na Ordem dos Franciscanos, no Rio de Janeiro. Ordenado sacerdote, veio para São Paulo.
Um dos milagres para a sua canonização foi o da paulista Sandra Grossi de Almeida, hoje com cerca de 40 anos. Havia muito tempo, Sandra sonhava em ser mãe, mas, por causa de uma má-formação do útero, já havia sofrido dois abortos espontâneos, um deles de gêmeos. Quando, em 1999, engravidou pela terceira vez, os médicos a avisaram de que o feto provavelmente não passaria do quinto mês. Desde o início da gestação, Sandra começou a ter sangramentos. Diante da perspectiva de mais uma perda, desesperou-se – até que uma amiga levou a ela três minúsculos pedacinhos de papel enrolados em forma de cânula. Eram as pílulas de frei Galvão. Hoje reputadas como milagrosas, elas surgiram entre 1785 e 1788.
O sangramento de Sandra cessou no dia seguinte à ingestão das pílulas – e Enzo, hoje com 10 anos, é um menino saudável. Depois de analisar uma bateria de exames de Sandra, a comissão médica da Congregação para as Causas dos Santos, composta de cinco profissionais, concluiu que um útero com as características do dela (chamado bicorne, por se dividir em duas cavidades, ambas muito pequenas) não ofereceria espaço suficiente para que um feto crescesse. Por unanimidade, atestou que a ciência não tinha explicação para o fato de Sandra ter concluído a gestação. Em 1998, o Vaticano já havia confirmado um primeiro milagre do frei: a cura da menina Daniela Cristina da Silva, que, em 1990, fora desenganada pelos médicos por causa de uma hepatite aguda.
Por volta de 1788, o frade franciscano foi procurado por dois homens que lhe pediram que intercedesse pela saúde de seus familiares: o marido de uma gestante com problemas no parto e o pai de um menino que sofria de uma doença renal. Como não podia ir até os doentes, o franciscano resolveu escrever uma oração em um pedaço de papel, que cortou em três pequenos pedaços e ofereceu aos homens, recomendando que fizessem os doentes tomá-los como remédio.
Tanto a gestante como o rapaz ficaram curados, de acordo com relatos do período. Desde então, a fama das pílulas se espalhou pelo Brasil. Até hoje, no Mosteiro da Luz, treze freiras trabalham na sua confecção: enrolam uma tira de papel de arroz em que está impressa dezessete vezes a oração escrita pelo religioso – uma prece em latim dirigida à Virgem Maria – e depois a cortam em catorze pedaços para deixar as pílulas em formato de microcânulas. Todos os dias, pela manhã, formam-se, diante do mosteiro, enormes filas de pessoas em busca do remédio supostamente milagroso. Diariamente, as irmãs produzem e distribuem mais de 5 000 pílulas aos fiéis