quarta-feira, 13 de julho de 2011

FAÇA SUA ESCOLHA POR JESUS

Jesus quer dar a conhecer aos Seus discípulos a opção que devem fazer. Ele veio para estabelecer a possibilidade de escolhermos a Ele ou a outro.
De uma forma sentenciada, o Senhor forja a personalidade dos verdadeiros discípulos capazes de romper com os laços de sangue a fim de formar a verdadeira comunidade com Ele. Os laços familiares são importantes porque representam os vínculos mais fortes do amor entre pais, filhos e parentes. Todavia, o amor a Jesus é muito mais do que isso. Ele vai além e, por isso, deve ser prioritário em relação àqueles. Nele se contempla, de modo pleno, o amor de Deus por nós e em nós. Fazendo uma escolha por Jesus, fazemos nossos os Seus projetos. Assim sendo, nos tornamos dignos do Seu seguimento, pois Ele nos diz: “Quem ama o seu pai ou a sua mãe mais do que a mim não merece ser meu seguidor. Quem ama o seu filho ou a sua filha mais do que a mim não merece ser meu seguidor”. Portanto, é renunciando a tudo o que nos prende ao passado, ao corpo e à matéria – representados no pai, na mãe e nos filhos – que nos tornamos verdadeiramente seguidores do Mestre.
Os discípulos, firmes em seu testemunho de amor e libertação, não se intimidarão nem deverão ter medo, mesmo diante das ameaças de morte por parte de seus opressores. Muitas vezes, os que os intimidarão serão os próprios parentes: “os piores inimigos de uma pessoa serão os seus próprios parentes”. Mas será necessário que eles permaneçam fiéis e sejam capazes da doar a própria vida por amor a Cristo: “Não serve para ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar”.
A opção pelo seguimento de Jesus é o de “perder a vida” neste mundo. É partilhar mesmo na nossa pobreza e pequenez – representado no copo de água: “quem, apenas por ser meu seguidor, der ainda que seja um copo de água fria ao menor dos meus seguidores, certamente receberá a sua recompensa”. São estes os gestos que nos proporcionam o seguimento do Mestre e são para nós o caminho o qual nos leva para a eternidade.
O caminho contrário é o daquele que encontra sua vida correndo atrás da boa fama, do sucesso, do prazer mundano e da segurança do dinheiro. Ajudar um pobre, apoiar e ajudar institutos e estabelecimentos que se dedicam ao processo da evangelização é uma forma direta de anunciar e receber o próprio Jesus em sua casa.
Portanto, receba e evangelize ajudando no que pode neste processo da evangelização. Converta-se e tome partido por Jesus, renunciando ao apego às coisas materiais. Seja um homem livre dos bens que hoje existem e amanhã acabarão.
Padre Bantu Mendonça

terça-feira, 12 de julho de 2011

JESUS QUER NOS LIBERTAR DE NOSSOS TEMORES

Os medos agudos são determinados por uma situação de perigo extraordinário. Como surgem de improviso e sem aviso, dessa forma desaparecem com o cessar do perigo, deixando somente uma má recordação. Não dependem de nós e são naturais.
Mais perigosos são os medos crônicos, os que vivem conosco, que levamos desde o nascimento ou da infância, que se convertem em parte de nosso ser e aos quais acabamos, muitas vezes, até os “acariciando”.
O medo não é um mal em si mesmo. Frequentemente, é a ocasião para revelar um valor e uma força inesperados. Só quem conhece o temor sabe o que é o valor. Transforma-se verdadeiramente em um mal que consome e não deixa viver quando, em vez de estímulo de reação e impulso para a ação, passa a ser uma desculpa para a inação, algo que paralisa. Quando este medo se transforma numa ânsia. Jesus deu um nome às ansiedades mais comuns do homem: “Que vamos comer? Que vamos beber? Com que vamos nos vestir?” (Mt 6,31).
A ansiedade converteu-se na enfermidade do século e é uma das causas principais da multiplicação dos infartos. Vivemos na ansiedade e, assim, é como se não vivêssemos! Esse mal [ansiedade] é o medo irracional de um objeto desconhecido. Temer sempre e esperar de tudo sistematicamente o pior e viver numa constante numa palpitação. Se o perigo não existe, a ansiedade o inventa; se existe, agiganta-o!
A pessoa ansiosa sofre sempre os males duas vezes: primeiro na previsão e depois na realidade. O que Jesus – no Evangelho de hoje – condena não é tanto o simples temor ou a justa solicitude pelo amanhã, mas precisamente esta ansiedade e esta inquietude. “Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado”.
Deixemos de descrever nossos medos de diferentes tipos e tentemos, ao contrário disso, ver qual é o remédio que o Evangelho nos oferece para vencê-los. O remédio se resume em uma palavra: confiança em Deus, crer na Providência e no amor do Pai celeste. “Quanto a vós até os vossos cabelos da cabeça estão contados … Vós valeis mais que muitos pardais”. A verdadeira raiz de todos os temores é o de encontrar-se só. Esse contínuo medo da criança em ser abandonada.
E Jesus nos assegura justamente isto: que não seremos abandonados. “Se minha mãe e meu pai me abandonam, o Senhor me acolherá” (Salmo 27,10). Ainda que todos nos abandonem, Ele não nos abandona. Jamais. Seu amor é mais forte que tudo.
Não podemos, contudo, deixar o tema do medo neste ponto. Resultaria pouco próximo à realidade. Jesus quer libertar-nos dos temores e nos liberta sempre, mas Ele não tem um só modo para fazê-lo: tem dois. Ou nos tira o medo do coração ou nos ajuda a vivê-lo de maneira nova, mais livre, fazendo disso uma ocasião de graça para nós e para os demais.O próprio Cristo quis fazer essa experiência. No Horto das Oliveiras está escrito que “começou a experimentar tristeza e angústia”. O texto original sugere até a ideia de um terror solitário, como de quem se sente isolado do consórcio humano, em uma solidão imensa. E a quis experimentar precisamente para redimir também este aspecto da condição humana. Desde aquele dia, vivido em união com Ele, o medo – especialmente o da morte – tem o poder de levantar-nos em vez de deprimir-nos, de fazer-nos mais atentos aos demais, mais compreensivos. Em uma palavra: mais humanos.
Jesus Cristo está comigo. A quem temerei? Assaltem-me as vagas e a cólera dos grandes: tudo isso não vale, sequer, o peso de uma teia de aranha. Porque Ele está comigo e o Seu báculo me enche de confiança.
Padre Bantu Mendonça

NINGUÉM PODE SER FELIZ SE NÃO FOR AMADO

Amar é construir alguém querido,    amor gera a vida o egoísmo produz a morte. A psicologia mostra hoje, com toda clareza, que as graves perversões morais têm quase sempre como causa principal uma "frustração amorosa"Os jovens se encaminham para as drogas, para o sexo vazio, para o alcoolismo e para tantas violências, porque são carentes de amor, 'desnutridos' de amor. A pior anemia é a do amor. Leva à morte do espírito. Ninguém pode ser feliz se não for amado, se não fizer uma experiência de amor. Se isso é importante na infância e na adolescência, também na vida conjugal isso é verdade. E esse "amor conjugal" começa a ser aprendido e treinado no namoro. Na longa viagem da vida conjugal, que começa no namoro, você precisa levar a bagagem do amor. Você amará de verdade o seu namorado não só porque ele é simpático, bonito ou porque é um atleta, mas porque você quer o bem dele e quer ajudá-lo a ser ainda melhor, com a sua ajuda.Muitas vezes, você quis e procurou uma namorada perfeita, ou um rapaz ideal, mas saiba que isso não existe. A primeira exigência do amor é aceitar o outro como ele é, com todas as suas qualidades e defeitos. Só assim você poderá ajudá-lo a crescer, amando-o como ele é. Alguém já disse que o amor é mais forte do que a morte e capaz de remover montanhas.O amor tem uma força misteriosa; quando você ama o outro gratuitamente, sem cobrar nada em troca, você desperta-o para si mesmo, revela-o a si mesmo, dá-lhe ânimo e vida, "ressuscita-o". É com a chama de uma vela que você acende outra. Da mesma forma é com a doação da sua vida que você faz a vida do outro reviver. Desde o namoro você precisa saber que "amar não é querer alguém construído, mas construir alguém querido". É claro que um casal se aproxima pelo coração, mas cresce pelo amor, que transcende os sentimentos e se enraíza na razão.Todo relacionamento humano só terá sentido se implicar no crescimento dos envolvidos. De modo especial no namoro e no casamento isso é fundamental. A ordem de Deus ao casal é esta: "crescei". Deus não nos dá uma "ajuda adequada" (cf. Gên 2, 18) para "curtirmos a vida" a dois; mas para crescermos a dois. Isso vale desde o namoro. E o que faz crescer é o "fermento" do amor.São Paulo expressou as exigências do verdadeiro amor melhor do que ninguém: "O amor é paciente, O amor é bondoso. Não tem inveja. O amor não é orgulhoso. Não é arrogante. Nem escandaloso. Não busca os seus próprios interesses, Não se irrita, Não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, Mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa. Tudo crê, Tudo espera, Tudo suporta. O amor jamais acabará" (I Cor 13, 4-7).Medite um pouco sobre cada linha deste hino do amor e pergunte a si mesmo se você está vivendo isso no seu namoro.Desde o namoro é preciso ter em mente que a beleza do amor está exatamente na construção da pessoa amada. É uma missão para gente madura, com grandeza de alma. Construir uma pessoa é educá-la em todos os aspectos, e isso é uma obra do coração.O amor tudo suporta, tudo crê, tudo espera; o amor não passa jamais.
Felipe Aquino

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A MEDALHA E O PEQUENO EXORCISMO DE SÃO BENTO

A vida de São Bento foi profundamente marcada pela radicalidade num rompimento definitivo com os prazeres do mundo, profundíssima espiritualidade, prodígios extraordinários e destemida batalha espiritual. Fundador da grande ordem religiosa dos Beneditinos, monges e monjas que se consagram a Deus vivendo os princípios das regras Beneditinas:  “Ora et Labora”, traduzindo Oração e trabalho, santificam o homem. Com o demônio, Bento teve que lutar muitas vezes o descreve como “figura de fogo, horrendíssima, a chispar lume pelos olhos contra ele”. Em seus ensinamentos sobre esta batalha contra o demônio, Bento enfatiza que o mais importante e urgente é que o homem reaja contra as tentações.
Para se ter idéia da grandiosidade da obra Beneditina basta saber que este berço gerou para a Igreja vinte e três papas, cinco mil bispos e cerca de três mil santos canonizados.
Precisamos conhecer os símbolos da Medalha, pois muitas vezes usamos sem conhecer o verdadeiro significado.
Rezemos, pedindo a Deus a libertação de todos os males:
Explicação do verso:
Nas antigas medalhas aparece, rodeando a figura do santo, este texto latino em frase inteira: Eius in obitu nostro presentia muniamur. “Que a hora de nossa morte, nos proteja tua presença”. Nas medalhas atuais, freqüentemente desaparece a frase que é substituída por esta: Crux Sancti Patris Benedicti, ou, todavia, mais simplesmente, pela inscrição: Sanctus Benedictus.
Explicação do reverso:
*Em cada um dos quatro lados da cruz: C. S. P. B. Crux Sancti Patris Benedicti. Cruz do Santo Pai Bento. *Na vertical da cruz: C. S. S. M. L. Crux Sacra Sit Mihi Lux. Que a Cruz Sagrada seja minha luz.
*Na horizontal da cruz: N. D. S. M. D. Non Draco Sit Mihi Dux. Que o demônio não seja o meu guia. *Começando pela parte superior, no sentido do relógio: V. R. S. Vade Retro Satana. Afasta-te Satanás – N. S. M. V. Non Suade Mihi Vana. Não me aconselhes coisas vãs – S. M. Q. L. Sunt Mala Quae Libas. É mau o que me ofereces – I. V. B. Ipse Venena Bibas. Bebe tu mesmo teu veneno.
Na parte superior, em cima da cruz aparece a palavra PAX e nas mais antigas IE

Pequeno exorcismo da medalha de São Bento:
A Cruz Sagrada seja minha luz,Não seja o dragão meu guia.Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs.É mau o que ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos. Amém.
Oração da Igreja: Ó Deus, que fizestes o abade São Bento preclaro mestre na escola do vosso serviço, concedei que, nada preferindo ao vosso amor, corramos de coração dilatado no caminho dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém
Padre Luizinho, Com Canção Nova.

VIOLENTOS CONTRA PECADOS

O Reino dos céus é arrebatado pelos fortes, destemidos, violentos. São Mateus nos diz: “A partir dos dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e violentos procuram arrebatá-lo” (Mt 11,12).
É preciso ser violento contra o pecado, o mundo e o demônio. Na luta contra o mal, não podemos deixar de conhecer a revelação de Deus que está na Bíblia. Precisamos nos aprofundar no estudo da Palavra e pregá-la.
Sabemos que os vitoriosos serão Jesus e a Sua Igreja. Graças a Deus, temos a proteção de Nossa Senhora, e ela sabe que o vendaval será terrível, que o inimigo de Deus espalhará poeira por todos os lados para nos amedrontar.
Numa das aparições de Fátima, a Santíssima Virgem se mostrou com o coração exposto. Para quê? Para entrarmos no refúgio do seu coração e, até a vinda de Jesus, termos sua proteção. É ali que devemos permanecer. A fúria do inimigo será grande, mas a proteção de Maria é maior.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

SOMOS REFLEXOS DE NOSSAS DECISÕES

A abundância não escolhe em nosso lugar, a decisão é nossa em cada momento da nossa vida, independentemente de nossos atos.
Todos os dias, pela manhã, devemos nos perguntar: "O que eu devo fazer hoje?" Não importa o que você vá fazer, o seu caminho já está marcado. O caminho do justo é afastar-se do mal.
Não importa o que faça ou por onde eu vá, se não houver bondade naquele lugar, então aquele não é seu caminho. Algo, com certeza, saiu errado durante seu trajeto.
Nossas intenções podem ser as melhores, porém, os fins não justificam os meios. De nada adianta buscar algo bom se todo o trajeto foi marcado pela maldade e tristeza. Lembre-se daquele ditado: "O inferno está cheio de boas intenções".
A arrogância é um dos principais sinais de que você se desviou do caminho. Ao olhar ou julgar quem caiu, talvez você esteja antecipando sua queda, pois para cair basta estar de pé.
O desejo de sanar as próprias necessidades não é a vontade de Deus, pois se Filho de Deus se doou para humanidade e morreu por todos nós para nos salvar do mal, por que devemos viver em função de nós mesmos?
Por vezes, podemos encarar nossas quedas como a ira de Deus sobre nós, no entanto, pode ser uma forma de o Senhor nos chamar atenção e nos dizer que estamos nos desviando do caminho. Como todo Pai bom e misericordioso, Ele só quer o melhor para Seus filhos.
Devemos ter em mente que o dom de salvação pode vir de nós mesmos. Podemos ser instrumentos de Deus para a salvação de nossos irmãos. Muitas vezes, com um simples gesto ou palavra podemos transformar a vida de alguém.
Aquele que domina a si mesmo é melhor que alguém que acumula vitórias, pois, por muitas vezes, essas vitórias vêm à custa das derrotas de inúmeros outros. Já quem domina a si mesmo, encontra o equilíbrio perfeito para estar em harmonia consigo e com os demais.
Deus nos mostra muitas desvantagens da vida, vale muito mais quem é paciente do que quem é valente. A coragem é uma faca de dois gumes, pois o verdadeiro corajoso é aquele que age com o coração, movido por ideais maiores, vindos de Deus.

Márcio Mendes
Missionário da Comunidade Canção Nova