E o que fazer quando a pessoa deseja perdoar e receber o perdão, mas tem dificuldades nesse sentido? Eis um passo a passo:
– Aceitação da raiva e da vergonha sofridas com a injustiça;
– Comprometer-se a querer resolver a questão pelo perdão, ou considerar que o perdão pode ser uma saída para o conflito;
– Adotar a perspectiva do outro e, com isso, verificar se surge a empatia com essa condição;
– Ver o evento da injustiça pela perspectiva do outro e, assim, começar a trabalhar a possibilidade de perdoar ou de receber o perdão;
– Comprometer-se a esperar que a vítima tem o direito de perdoar no seu próprio tempo.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
EPIFANIA DO SENHOR
Epifania significa "manifestação". Jesus se dá a conhecer. Embora Jesus tenha aparecido em diferentes momentos a diferentes pessoas, a Igreja celebra como Epifanias três eventos:
- Epifania aos Reis Magos (Mt 2, 1-12)
- Epifania a São João Batista no Jordão
- Epifania a seus discípulos e começo de Sua vida pública com o milagre em Caná.
- A Epifania que mais celebramos no Natal é a primeira.
A festa da Epifania tem sua origem na Igreja do Oriente. Diferentemente da Europa, no dia 6 de janeiro tanto no Egito como na Arábia se celebra o solstício, festejando o sol vitorioso com evocações míticas muito antigas. Epifanio explica que os pagãos celebravam o solstício invernal e o aumento da luz aos treze dias desta mudança; nos diz também que os pagãos faziam uma festa significativa e suntuosa no templo de Coré. Cosme de Jerusalém conta que os pagãos celebravam uma festa muito antes dos cristãos com ritos noturnos nos quais gritavam: "a virgem deu à luz, a luz cresce".
Entre os anos 120 e 140 dC os gnósticos trataram de cristianizar estes festejos celebrando o batismo de Jesus. Seguindo a crença gnóstica, os cristãos de Basílides celebravam a Encarnação do Verbo na humanidade de Jesus quando foi batizado. Epifanio trata de dar-lhes um sentido cristão ao dizer que Cristo demonstra assim ser a verdadeira luz e os cristãos celebram seu nascimento.
Até o século IV a Igreja começou a celebrar neste dia a Epifania do Senhor.
Assim como a festa de Natal no ocidente, a Epifania nasce contemporaneamente no Oriente como resposta da Igreja à celebração solar pagã que tentam substituir. Assim se explica que a Epifania no oriente se chama: Hagia phota, quer dizer, a santa luz.
Esta festa nascida no Oriente já era celebrada na Gália a meados do séc. IV onde se encontram vestígios de ter sido uma grande festa para o ano 361 dC. A celebração desta festa é um pouco posterior à do Natal.
Os Reis Magos
Enquanto no Oriente a Epifania é a festa da Encarnação, no Ocidente se celebra com esta festa a revelação de Jesus ao mundo pagão, a verdadeira Epifania. A celebração gira em torno à adoração à qual foi sujeito o Menino Jesus por parte dos três Reis Magos (Mt 2 1-12) como símbolo do reconhecimento do mundo pagão de que Cristo é o salvador de toda a humanidade.
De acordo com a tradição da Igreja do século I, estes magos são como homens poderosos e sábios, possivelmente reis de nações ao leste do Mediterrâneo, homens que por sua cultura e espiritualidade cultivavam seu conhecimento do homem e da natureza esforçando-se especialmente para manter um contato com Deus. Da passagem bíblica sabemos que são magos, que vieram do Oriente e que como presente trouxeram incenso, ouro e mirra; da tradição dos primeiros séculos nos diz que foram três reis sábios: Belchior, Gaspar e Baltazar. Até o ano de 474 d.C seus restos estiveram na Constantinopla, a capital cristã mais importante no Oriente; em seguida foram trasladados para a catedral de Milão (Itália) e em 1164 foram trasladados para a cidade de Colônia (Alemanha), onde permanecem até nossos dias.
Trazer presentes às crianças no dia 6 de janeiro corresponde à comemoração da generosidade que estes magos tiveram ao adorar o Menino Jesus e trazer-lhe presentes levando em conta que "o que fizerdes a cada um destes pequenos, a mim o fazeis" (Mt. 25, 40); às crianças fazendo-lhes viver formosa e delicadamente a fantasia do acontecimento e aos adultos como mostra de amor e fé a Cristo recém nascido.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
CULTIVANDO A ESPERANÇA !
No coração, renasce a esperança, e no pensamento vem a frase: "Este ano vai dar certo!" Paramos nem que seja por um minuto para relembrar tudo o que vivemos no passado: derrotas, vitórias, perdas, surpresas, sorrisos, saudades, às vezes, até enxugamos as lágrimas e sorrimos de novo, pois se abre diante de nós uma nova porta e um novo horizonte se mostra.
É emocionante ver o relógio mostrando o fim de um ano, contagem regressiva, e tudo novo de novo.
É preciso deixar nascer a esperança em nós.
Mas esperança em quê? No dinheiro, no trabalho, nas diversas “mandingas”, na terra, folhas, ondas? Somente em Deus podemos ter esperança!
Tudo passa, somente Deus é eterno!
Cansar da luta é deixar de viver. Viver sem esperança é deixar o tempo passar e viver como se já tivesse morrido. Muitas vezes, é bom lembrar e deixar crescer em nós a pureza daquela criança, hoje escondida pelo corpo de homem ou de mulher. Nutramos em nós essa alegria e esperança que temos de renovar a cada fim de ano e início de outro até o fim de nossa vida.
Ao ler isso talvez você diga: "Mas você não sabe como é minha vida...o quanto sofro!". Eu imagino, porque também sofro, mas desde criança tem sido assim e até morrer será assim. Agora é escolha nossa multiplicar o sofrimento ou alimentar a alegria, a fé, a esperança. Se até hoje você escolheu errado, então está na hora de escolher certo.
2012 talvez seja um ano difícil; talvez seja um ano maravilhoso. Quem sabe? Mas por que começá-lo como derrotados se podemos começá-lo como vitoriosos?
Lembre-se: o relógio segue somente seu curso, mas nós não. Nós podemos viver na esperança e na alegria, podemos mudar o rumo de nossa vida!
Vai dar certo, neste ano vai dar certo!
O que vai dar certo, não sei, mas é certo que, com esperança em Deus, tudo vai dar certo. A Palavra ensina: “Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (Rom 8, 29). Então tenhamos confiança, pois Deus nos quer muito, mas muito felizes!
Ainda mais perto da volta de Jesus. Maranathá!
André W. Florêncio
CONVERSÃO É MUDAR DE VIDA !
"Naqueles dias, apresenta-se João, o Batista, proclamando no deserto da Judeia: 'Convertei-vos: o Reinado dos céus aproximou-se!'" (Mt 3,1-2).
"Fazei penitência". Penitência não é só mortificação, deixar de comer alguma coisa, dormir no chão. Penitência em grego é "metanóia": uma reviravolta na vida da pessoa. É mudar a mentalidade, o sentimento; é mudar de vida.
Penitência é um virar-se pelo avesso. Melhor falando: é um deixar-se virar pelo avesso. Foi isso que João Batista veio anunciar: "Fazei penitência, virai-vos pelo avesso. Porque está próximo o Reino do céu". Se João Batista dizia isso naquele tempo, preparando a primeira vinda de Jesus, imagine agora! Estamos na iminência da Sua segunda vinda.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
"Fazei penitência". Penitência não é só mortificação, deixar de comer alguma coisa, dormir no chão. Penitência em grego é "metanóia": uma reviravolta na vida da pessoa. É mudar a mentalidade, o sentimento; é mudar de vida.
Penitência é um virar-se pelo avesso. Melhor falando: é um deixar-se virar pelo avesso. Foi isso que João Batista veio anunciar: "Fazei penitência, virai-vos pelo avesso. Porque está próximo o Reino do céu". Se João Batista dizia isso naquele tempo, preparando a primeira vinda de Jesus, imagine agora! Estamos na iminência da Sua segunda vinda.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
NOSSAS ESCOLHAS E SUA CONSEQUÊNCIAS
É interessante perceber como, atualmente, a maioria das pessoas tem uma grande dificuldade para lidar com as conseqüências de suas escolhas. Sim, vivemos uma concreta crise no senso de responsabilidade, onde muito se escolhe e pouco se quer arcar com as conseqüências do que se escolhe.
É notória a necessidade manifestada por muitos de, consciente ou inconscientemente, sempre procurar culpados para justificar os próprios sofrimentos assim não aceitando que os mesmos, muitas vezes, são diretas conseqüências das más escolhas que nós fizemos em nossa trajetória pela vida.
É muito mais fácil culpar a alguém por nossos infortúnios – principalmente a Deus –, contudo, ancorado em tal prática o coração nunca poderá verdadeiramente crescer, pois ficará encarcerado em um imaturo – e infantil – sistema de auto-defesa e justificação, que retirará do ser toda a responsabilidade pelas escolhas realizadas, fazendo-o descarregar sobre os outros as suas conseqüências.
Precisamos, mais do que nunca, aprender a arcar com as conseqüências de nossas escolhas, sabendo que somos os reais protagonistas de nossa existência e que a mesma (existência) só poderá acontecer com qualidade, se por isso (qualidade) decidirmos em cada fragmento que compõe o nosso todo.
Faz-se real em nosso tempo a necessidade de fortalecer a própria vontade. Sim, de resgatar a capacidade de escolher com clareza, tendo diante de si a consciência concreta das conseqüências do que se escolhe. Nossa vontade precisa ser forte, pois só assim ela poderá acontecer com liberdade e segurança, sem ser condicionada por vícios e más paixões que a deixem opaca e fragmentada.
A maturidade só poderá fazer-se presença na história de quem tiver honestidade o bastante para lidar com as reais conseqüências do que escolheu, pois, ao contrário, a infantilidade será uma contínua companheira que fará o olhar – sempre e em tudo – contemplar a vida sob uma ótica imprecisa e auto-piedosa.
Diante disso, acredito que os pais precisam permitir aos filhos enfrentarem todos os sofrimentos causados por suas más escolhas, pois, se os ausentarem disso, eles nunca conseguirão crescer e acabarão aprisionados à uma intensa imaturidade: mimados e sem uma reta consciência das conseqüências daquilo que na vida eles realizaram o ofício de escolher.
Sentir o peso das próprias escolhas é profundamente pedagógico e formativo para toda e qualquer pessoa, é experiência que nos faz mais autônomos e livres, para assim podermos nos construir com responsabilidade e consciência, como autênticos seres humanos.
É extremamente necessária esta compreensão: Muito em nossa história dependerá de Deus e dos outros, contudo, muito também, depende somente de nós e das escolhas que fizermos e, culpar os outros pelo que em nossa vida não é tão bom, não eliminará definitivamente as dores e problemas que configuram nossos dias.
Enfrentemos nossa história e suas conseqüências sem medo, e, aprendamos com os erros passados a verdadeiramente construir as vitórias e realizações que o futuro reserva para cada um de nós.
Adriano Zandoná
A CONFISSÃO TEM PODER DE CURA
A confissão é importante o ano todo porque ela é justamente o sacramento que nos reconcilia. E ela tem o poder curativo em nós, quando descobrimos que a cada confissão a gente se propõe a uma mudança. Por isso ela é curativa e faz crescer.
Sempre que você se restaura de um erro, de uma fragilidade também se projeta para crescer, a partir daquilo. De forma muito especial, na Quaresma, porque é um tempo especifico de conversão - e na verdade a confissão é uma mola propulsora da conversão.
Se a gente se confessa com mais regularidade na Quaresma e leva a mais a sério as conseqüências da confissão, que é justamente a reconciliação e conseqüentemente o passo que a gente dá para superar o erro, vamos viver uma Quaresma muito mais santa, porque a vamos trazer o benefício do Sacramento neste tempo tão específico de conversão.
Padre Fábio de Melo
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