sábado, 6 de agosto de 2011

CUIDEMOS DE NOSSAS PALAVRAS E AÇÕES


demos de nossas açõ
A planta plantada pelo Pai é aquela que dá frutos de amor e misericórdia, na liberdade dos filhos de Deus que se empenham na construção de um mundo de justiça e paz.
Todo o nosso ser – como planta do Pai – se estiver voltado para Deus, não precisará “lavar as mãos” e também não haverá lugar para as trevas em nossos corações. Porque a Luz Divina unifica-nos, chama-nos a uma vida sempre mais verdadeira: as máscaras, que permanecem mesmo no casal, no relacionamento entre namorados, entre filhos e pais, entre parentes, colegas, vizinhos e amigos cairão progressivamente.
Assim como a ambiguidade dos nossos propósitos, dos nossos comportamentos, a distância entre o que dizemos ou fazemos desaparecem naturalmente. Se o desejo profundo que nos faz viver é primeiro que tudo o desejo do alto, o olhar que dirigimos ao nosso cônjuge e sobre todos aos que me referi acima está acima dos outros, vem de Deus, será purificado de qualquer ambição, despojado de vontade e mãos abertas, para se tornar um olhar respeitoso e maravilhado pelo mistério do outro.
Agora uma coisa que não pode acontecer comigo, nem com você, é a desconfiança, o olhar maliciosamente nas ações dos outros. Ver nelas algo para derrubar, para levar vantagens próprias e egoísticas, aí está o problema. Será que (me pergunto) fico reparando demasiadamente nas ações das outras pessoas? E me esqueço que nem tudo o que brilha é ouro? E que as coisas nem sempre são o que parecem ser?
Meu irmão, não adianta viver de aparências diante dos homens, pois Deus vê a intenção que trazemos no coração. Algumas vezes nos preocupamos com as práticas exteriores como os fariseus no Evangelho de hoje: “Por que é que os seus discípulos comem sem lavar as mãos, desobedecendo assim aos ensinamentos que recebemos dos antigos?” e nos esquecemos de olhar para o nosso interior, que precisa tanto de conversão.
Jesus nos deixa bem claro: “Não é o que entra pela boca que faz com que alguém fique impuro. Pelo contrário, o que sai da boca é que pode tornar a pessoa impura”. Portanto, é o mal que sai do coração. É isso sim que prejudica a vida do homem. Por isso é que Jesus nas bem-aventuranças diz: “Felizes os puros de coração”.
Devemos ter muito cuidado com as palavras que falamos e com as nossas ações. Peçamos sempre a Deus que faça de nós instrumentos de edificação na vida de nossos irmãos, pois fomos chamados para promover o bem que se fundamenta na rocha da fé.
Procuro guiar os que estão ao meu redor para qual caminho? A felicidade nunca está onde a pomos, e, nunca a pomos onde estamos. Que tipo de felicidade procura o nosso mundo? Será que a encontra? Onde? Em quê? Onde estará o caminho da felicidade? Onde o podemos encontrar? Não está nem pode estar fora de nós. Ela está dentro de nós mesmos.
Santo Agostinho diz que não podemos procurar Deus longe de nós. Deus está dentro de nós, em nosso coração, na voz íntima de nossa consciência. E se o nosso coração estiver limpo, se a nossa consciência for límpida, nela tudo será puro e sendo puro seremos obedientes à voz da consciência que é a do próprio Senhor. É dela que o profeta Isaías faz o anúncio como sendo aquele que nos trará a felicidade, que nos indicará o caminho para que possamos ser felizes. Vamos, portanto, escutar com os ouvidos e com o coração e não com as “mãos lavadas” como os fariseus induziam o povo.
Padre Bantu Mendonça

DIVINO AMIGO, AJUDAI-ME !

mensagem_290409 Rezemos sempre e em todas as situações: “Jesus manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso”.
Na nossa vida sempre há dias nos quais estamos cheios de entusiasmo e há dias em que estamos menos entusiasmados, mas de forma alguma podemos pautar o nosso agir simplesmente pelos nossos sentimentos, porque estes mudam constantemente ao longo do dia. Temos uma graça única: “O Espírito vem auxílio à nossa fraqueza” (Rm 8,26a).
Permitamos que o Espírito Santo de Deus nos conduza e nos oriente em todos os momentos, desde as coisas mais simples até as situações mais complexas.
Tenhamos a humildade de pedir ajuda sempre ao Divino Amigo, clamando:
Vinde, Espírito Santo!
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

UM SOCORRO EFICAZ

Há momentos na vida que somente as graças habituais recebidas de Deus nos parecem insuficientes para o que estamos vivendo. Com certeza, o Senhor sempre nos dá a medida certa, mas, por vezes, parece que vamos sucumbir, que não vamos aguentar, porque o mar está revolto. Nessas horas precisamos ter a humildade de suplicar ao Senhor que nos conceda graças especiais; que venha em nosso auxílio, como fizeram os apóstolos em meio à tempestade: “Senhor, salva-nos, nós perecemos” (Mt 8,25b).
Não podemos nos deixar surpreender pelas tempestades da vida, precisamos estar sempre vigilantes, com o coração unido ao Senhor, por meio da oração.
Vinde, Espírito Santo, em socorro das nossas fraquezas.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

É ESFORÇO, ESPERTEZA OU DOM ?

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O melhor a fazer não é apenas 'dialogar', mas rezar
Com grande sabedoria o Concílio encorajou a Igreja a estabelecer diálogo com o mundo moderno e com as grandes religiões. Houve enormes tentativas. Mas até parece que, quanto maiores os esforços, menores os resultados. Vejamos só o gigantesco esforço desse homem aberto, que foi João Paulo II. Diante de erros históricos, cometidos por homens da Igreja, como o processo de Galileu, a inquisição espanhola, certas guerras de religião, o saudoso Papa pediu desculpas diante do mundo. Alguém perdoou? Parece que não. Doze anos depois os ataques continuam, quase do mesmo jeito. É tão vantajoso bater em alguém que não tem a mínima condição de retribuir... Se todos seguissem o maravilhoso exemplo do Pontífice polonês, como o mundo seria diferente! Não ficariam, travadas na garganta, as vozes de vingança, prestes a explodir. “Perdoai os vossos inimigos”,  dizia Jesus. Isso daria condições de zerar os nossos conflitos e recomeçar.
No campo ecumênico as tristezas são maiores do que as alegrias. Cinquenta anos depois do Concílio, continuamos marcando passo. Houve uns pequenos consolos, algumas aproximações positivas. Mas além disso, somos parecidos com os corredores da Fórmula Um, cujo veículo, uma vez caído na caixa de brita, não sai mais do lugar. Os anglicanos, algum dia, vão acertar os passos com os católicos? Humanamente falando, jamais. Os ortodoxos e os católicos vão abandonar as suas agruras históricas e procurar se acertar? Esqueçam. É inútil lembrar os uniatas, que reconhecem o Papa. Parece que não passarão da situação atual. Desnecessário lembrar os albigenses. É da natureza humana adorar uma boa briga e dar o troco por desaforos sofridos. Se depender do esforço de pessoas boas, ou até das espertezas e diplomacias humanas, estaremos desunidos para sempre (e com chance de aumentar a desunião). Mas o Eterno guarda uma carta na manga. Um dia mais, ou um dia menos, o Pai das Misericórdias nos concederá a unidade como um dom gratuito. O melhor que podemos fazer não é “dialogar”, mas rezar. Pela humilde oração podemos antecipar os tempos. O que Jesus previu vai se cumprir: "Haverá um só rebanho e um só Pastor" (Jo 10, 16).
Dom Aloísio Roque Oppermann scj