sexta-feira, 1 de junho de 2012

TRISTEZA NÃO É DEPRESSÃO’

Temos uma boa notícia: aquela tristeza que bate de vez em quando, vontade de sumir e de chorar, não é depressão. Segundo o psicólogo Alexandre Rivero, a tristeza é comum, vivenciada por todo ser humano ao longo da vida. A depressão, por outro lado, é um processo de adoecimento que paralisa a vida da pessoa.
“Na depressão não queremos contato com ninguém, a pessoa se sente culpada, vive chorando, fica irritada e o seu humor oscila muito. É como se a energia para a vida fosse embora”, explica Rivero. Além disso, há uma série de sintomas físicos que acompanham a doença, como manchas roxas pelo corpo, dor no estômago, dor no coração, falta de ar, perda de apetite e falta de sono
De acordo com o psicólogo, pesquisas modernas sobre a depressão apontam ainda que o estereótipo de perfeição, vendido pela mídia e pela sociedade, influencia o quadro depressivo. “A mídia arquiteta um corpo perfeito, sucesso o tempo todo… No imaginário do jovem criam-se parâmetros absurdos e inatingíveis que o fazem se depreciar”.
Para Rivero, quando o jovem tem com quem dialogar suporta mais a ansiedade de ‘ser perfeito’ e filtra melhor o que recebe. “Quando o jovem vive sob muita pressão se sente na obrigação de ter uma identidade rapidinho, daí ele se torna presa desses grupos que oferecem ‘modelos prontos’. Essa identidade pré-montada o leva a experiências com sequelas muito preocupantes; o papel da família é fundamental nesse processo”

DEUS NÃO IMPROVISA

Bondade gera bondade

Há quem diga que nossa vida é como o tear e todos os acontecimentos são como fios entrelaçados entre si e revestidos de significados. Nada acontece por acaso e, à medida que o tempo vai passando, vamos, cada vez mais, tomando conhecimento do “bordado”,  resultado da nossa história.
Contemplar a obra terminada é tarefa que foge das nossas mãos, mas colaborar para que ela seja apreciável é missão que se dá na generosidade partilhada por nós a cada dia.
Nossa vida é repleta de acontecimentos, às vezes passam-se anos sem sabermos notícias de quem um dia fomos cúmplices e, de repente, o reencontro acontece. Em outros casos fomos ajudados por alguém e nunca o encontramos para, ao menos, lhe agradecer. Há também situações em que não conseguimos ser tão gentis com alguém como deveríamos, mas não houve tempo para, nem sequer, pedir-lhe perdão... E por aí seguem os acontecimentos que se entrelaçam como fios, dando cor e forma ao "bordado" da nosso história.
Ouvi uma história que me fez pensar muito sobre isso. Partilho com você:
Conta-se que, há muitos anos, um aristocrata inglês dirigia-se da Escócia para Londres a fim de participar de uma sessão urgente do Parlamento. A sua carruagem ficou atolada na lama e ele estava à beira do desespero quando um jovem camponês apareceu com a sua junta de bois e a puxou para a estrada seca. O homem nobre ficou tão grato que perguntou ao rapaz como lhe poderia agradecer. O rapaz respondeu que não era preciso nada, pois ficava feliz por ter sido útil. Mas o aristocrata insistiu, perguntando-lhe: “Com certeza tens um sonho, ou alguma coisa de que gostarias de realizar na vida?” Então o jovem respondeu: “Sempre sonhei em me tornar médico, mas isso nunca será possível para mim”
Quando o lorde chegou a Londres tomou providências para que o jovem camponês recebesse uma bolsa de estudos e estudasse nas melhores escolas. Anos mais tarde, num momento decisivo da Segunda Guerra Mundial, Sir Winston Churchill estava morrendo vitima da gripe pneumônica. Nessa ocasião foi-lhe administrado um novo remédio que lhe salvou a vida. Era a penicilina. O remédio tinha sido descoberto pelo Dr. Alexander Fleming, ninguém mais nem menos do que aquele jovem camponês. E o lorde inglês que lhe tinha dado a bolsa de estudo, era justamente o pai do próprio Winston Churchill.
É interessante observar, ainda mais com a ajuda da história, o quanto estamos interligados uns aos outros e como nossos atos gratuitos de bondade tocam as pessoas que estão à nossa volta. Fica bem claro que a lei da natureza funciona também neste sentido: O que plantamos é isso que vamos colher.
Tudo começou com um simples gesto de bondade da parte de um rapaz do campo. A resposta foi outro ato de bondade, que se tornou benéfico para toda a humanidade. Milhões de pessoas, até hoje, são curadas de doenças terríveis graças à descoberta da penicilina. Ou seja: graças à generosidade partilhada pelo pobre e pelo rico. Este é um exemplo apenas, entre tantos que conhecemos.
É bom saber que não estamos isolados neste mundo! Independentemente da nossa condição, nossos atos têm consequências e podem podem mudar muitas coisas. Eu, particularmente, já vi realidades difíceis serem mudadas pelos pequenos e constantes gestos de bondade. Poderia citar aqui o caso de um esposo agressivo, sem fé e preso aos vicíos voltar para sua família e tornar-se um homem bom devido ao amor persistente e corajoso de sua esposa, que nunca deixou de o tratar bem e rezar pela  conversão dele durante anos.
E a história não para, Deus, que é o Autor da bondade, constantemente bate à nossa porta à espera de que possamos dar um "sim" à generosidade, como fez a Virgem Maria.  
O Cardeal Inglês, Seán O'malley, certa vez em visita ao Santuário de Fátima, explicou que foi Nossa Senhora quem, generosamente, abriu as portas da humanidade para Deus entrar pelo "sim" dela. Segundo ele, Deus escolheu colocar o destino de todos os homens nas mãos de uma jovem e contar com a bondade dela para enviar Seu Filho ao mundo e, depois por intermédio d'Ele, nos salvar. 
E Maria, completamente livre diante de Deus, poderia ter se apegado aos seus projetos pessoais ou alegado estar ocupada, inclusive com “as coisas do Senhor”, a ponto de não O poder servir e Lhe dizer "não". No entanto, ela foi generosa, aceitou despojar-se de si mesma e, com seu “sim”, permitiu a Deus entrar na nossa história e na nossa família humana. Desta forma, a Santíssima Virgem tornou-se o modelo a ser seguido por cada um que, ao passar por este mundo fazendo o bem, deseja um dia ser reconhecido pelo Senhor como “Benditos do meu Pai [...]” (Mt 25,34).
Hoje, inspirados pelo exemplo da Mãe de Deus e de tantos outros que conhecemos, tenhamos a coragem de optar pelo bem. Isso, sim, vale a pena! O tear da nossa vida precisa de fios coloridos e fortes para dar continuidade à obra começada desde o nosso nascimento. Estejamos atentos e não deixemos passar as oportunidades que temos de praticar o bem, principalmente para com os mais necessitados, sabendo que Deus não improvisa. A bondade ou a maldade que semeamos hoje havemos de colher amanhã.
Dijanira Silva

SEMEIE O ESPÍRITO SANTO EM SUA CASA



“Um profeta só é desprezado em sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa” (Mc 6,4).

Em todos os lugares o profeta é bem recebido, mas não na sua casa, como nos ensina o Evangelho. Mas isso não é motivo para ficarmos com os braços cruzados ou envergonhados. Esse é o tipo de reação que o inimigo de Deus espera! Muitas vezes temos a impressão de que quanto mais nos entregamos ao serviço do Senhor, quanto mais trabalhamos para Ele, tanto mais as coisas pioram em casa!

Quantos pais e quantas mães são do Senhor e acabaram vendo seus filhos entrarem nas drogas ou partirem para a revolta. Quantos pais acabaram vendo suas filhas se tornarem verdadeiras garotas de programa.

É isso que o inimigo de Deus quer: desmoralizar-nos! E, desanimados, acabamos entrando no quarto, nos escondendo e nos desiludindo: “Se na minha casa é desse jeito o que vou fazer lá fora? Não tenho mais moral!”

Não se entregue! Semeie o Espírito Santo! Leve a “efusão do Espírito” aos membros de outras famílias. E tenha certeza: Deus terá alguém para semear em sua casa o Seu Espírito Santo, para que cada um dos membros da sua família se converta.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 31 de maio de 2012

SUA LUZ NOS DÁ A VIDA .SEU AMOR NOS DÁ O CÉU

Amparados na fé, que transforma aflição em conforto e nos faz acreditar em dias melhores, somos iluminados pelo carinho de Nossa Senhora e abençoados por sua presença. Aprendemos com seus gestos o valor de pensar no próximo, o poder de ceder pela harmonia da família, o olhar carinhoso nos momentos em que as palavras fogem e o incondicional amor dedicado a seus filhos.

É com a graça de todos que participam desta obra de evangelização que deixamos nosso carinho a todas as mães que vivem para levar luz e amor ao próximo. Que Nossa Senhora, a Mãe da Divina Providência, interceda por nosso futuro, iluminando e protegendo nossos passos. Mãe de amor e de bondade

VISITAÇÃO DE MARIA SUA PRIMA ISABEL

Uma reflexão sobre o significado da visita de Maria a sua prima Isabel.
reflexão sobre a visita de Maria a Isabel
A Visitação da Virgem Maria a sua prima Santa Isabel, cuja festa comemoramos dia 31 de Maio, é um acontecimento no mínimo enigmático, que não compreendemos facilmente. Maria estava grávida e partiu para uma longa viagem, pois na época não havia as estradas e os meios de transporte de hoje. De Nazaré, na Galileia, até Ain Karin, na Judéia, onde morava Isabel são 150 quilômetros de distância. Para ir até a casa de sua prima eram necessários vários dias de viagem. Certamente não foi uma viagem fácil, principalmente por causa da gravidez de Maria. Por isso, não é fácil compreender o que levou Nossa Senhora a empreender essa caminhada.
Maria, contra todas as expectativas, depois de receber do anjo Gabriel o anúncio: “Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus” (Lc 1, 31), ela parte para a casa de Isabel. Lembre-se que Isabel estava grávida de seis meses (cf. Lc 1, 36). Quando Nossa Senhora saudou Isabel, “a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo” (Lc, 1, 41). Era João Batista, primo de Jesus, que estava no ventre de Isabel e certamente teve sua vida marcada pelo seu encontro com o Verbo Encarnado.
Isabel, depois de saudar Maria, diz: “Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar? (Lc 1, 43). Ela diz isso por que Nossa Senhora, sua prima, estava grávida do Verbo Encarnado e, por isso, estranha a sua visita. Isabel também não compreendeu o motivo daquela visita inesperada de Maria, principalmente por que ela seria mão do seu Senhor.