sábado, 2 de junho de 2012

VOCE NECESSITA DE ARMAS ESPIRITUAIS


Para ver sua família liberta, você precisa de armas espirituais poderosas. A arma espiritual que Deus está lhe dando é o Espírito Santo, com todos os Seus dons.

A cada um é dada a manifestação do Espírito, em vista do bem de todos. A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de conhecimento segundo o mesmo Espírito. A outro é dada a fé, pelo mesmo Espírito. A outro são dados dons de cura, pelo mesmo Espírito. A outro, o poder de fazer milagres. A outro, a profecia. A outro, o discernimento dos espíritos. A outro, a diversidade de línguas. A outro, o dom de as interpretar. Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num só Espírito, para formarmos um só corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito (I Cor 12,7-10.12-13).

Quando nasce uma criança, a primeira coisa que se quer saber é se ela é perfeita. Os pais da criança a querem perfeita: que não lhe falte nenhum de seus órgãos. É doloroso quando a criança nasce sem algum órgão.

Deus não quer o corpo, que é a Sua Igreja, com deficiências: ao contrário, Ele quer que ele tenha todos os membros perfeitos. Não basta ter orelhas, é preciso ouvir. Não basta ter olhos, é preciso ver. Não basta ter boca, é preciso falar. Não basta ter pés, é preciso andar. Não basta ter mãos, é preciso movê-las.

O Altíssimo não quer uma Igreja atrofiada. Se padecemos tanto é porque o inimigo de Deus nos tem amarrado, cegado, ensurdecido, amordaçado e segurado nossos pés e nossas mãos para não andarmos nem agirmos: ele tem nos impedido de usar os dons. Já fomos impedidos demais! Deus não quer mais isso, Ele quer que os dons do Espírito Santo estejam em Seu corpo, que é a Igreja.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

HOJE NOSSA SENHORA QUER NOS VISITAR

Há momentos em nossa vida, a depender do que estamos vivendo, que precisamos de graças especiais para seguirmos em frente.
Hoje é um dia especial porque celebramos a festa da visitação da Virgem Maria à sua prima Isabel; por essa razão é propício para suplicarmos ao Senhor que nos visite por meio de Nossa Senhora e nos socorra em todas as nossas necessidades. Quando Isabel recebeu a visita da Santíssima Virgem, teve a vida completamente transformada e tudo se fez novo.
“Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo” (Lc 1,40-41).
O que hoje na sua vida precisa ser renovado? Rezemos com o coração cheio de confiança na materna intercessão da Virgem Maria: Cuide de mim, Mãezinha do céu.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

ADORAÇÃO, CAMINHO PARA CURA



A cura física e espiritual de que necessitamos está na adoração Eucarística. Está em nos aproximarmos do trono da graça com o propósito de sermos atingidos pela divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Precisamos adorar em espírito e em verdade. Mesmo na fraqueza, usar nossa boca, nossa mente, nossos sentimentos, nossos joelhos para adorar a Jesus. A cura virá sobre nós. Essa é a maneira de o Senhor agir.

Jesus apontou o caminho para a cura: a adoração. O Pai está procurando adoradores em espírito e em verdade. Adorar em espírito quer dizer colocar o nosso espírito em adoração. Temos a graça do batismo no Espírito Santo, somos cheios dos Seus dons, Ele ora em nós. Mesmo que nossa carne esteja doente, podemos orar em espírito.

Talvez estejamos com a alma cheia de dor em decorrência de problemas e situações que parecem ser difíceis de resolver. Por isso não temos palavras para adorar o Senhor. Mas, na Carta de São Paulo aos Romanos, lemos: “O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis” (Rm 8,26).

Não temos palavras para nos expressar diante de Jesus Eucarístico, mas o Espírito vem em nosso auxílio. Se você se entrega nesse tipo de oração, mesmo em meio à muita dor e lágrimas, estará adorando em espírito e em verdade

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 1 de junho de 2012

TRISTEZA NÃO É DEPRESSÃO’

Temos uma boa notícia: aquela tristeza que bate de vez em quando, vontade de sumir e de chorar, não é depressão. Segundo o psicólogo Alexandre Rivero, a tristeza é comum, vivenciada por todo ser humano ao longo da vida. A depressão, por outro lado, é um processo de adoecimento que paralisa a vida da pessoa.
“Na depressão não queremos contato com ninguém, a pessoa se sente culpada, vive chorando, fica irritada e o seu humor oscila muito. É como se a energia para a vida fosse embora”, explica Rivero. Além disso, há uma série de sintomas físicos que acompanham a doença, como manchas roxas pelo corpo, dor no estômago, dor no coração, falta de ar, perda de apetite e falta de sono
De acordo com o psicólogo, pesquisas modernas sobre a depressão apontam ainda que o estereótipo de perfeição, vendido pela mídia e pela sociedade, influencia o quadro depressivo. “A mídia arquiteta um corpo perfeito, sucesso o tempo todo… No imaginário do jovem criam-se parâmetros absurdos e inatingíveis que o fazem se depreciar”.
Para Rivero, quando o jovem tem com quem dialogar suporta mais a ansiedade de ‘ser perfeito’ e filtra melhor o que recebe. “Quando o jovem vive sob muita pressão se sente na obrigação de ter uma identidade rapidinho, daí ele se torna presa desses grupos que oferecem ‘modelos prontos’. Essa identidade pré-montada o leva a experiências com sequelas muito preocupantes; o papel da família é fundamental nesse processo”

DEUS NÃO IMPROVISA

Bondade gera bondade

Há quem diga que nossa vida é como o tear e todos os acontecimentos são como fios entrelaçados entre si e revestidos de significados. Nada acontece por acaso e, à medida que o tempo vai passando, vamos, cada vez mais, tomando conhecimento do “bordado”,  resultado da nossa história.
Contemplar a obra terminada é tarefa que foge das nossas mãos, mas colaborar para que ela seja apreciável é missão que se dá na generosidade partilhada por nós a cada dia.
Nossa vida é repleta de acontecimentos, às vezes passam-se anos sem sabermos notícias de quem um dia fomos cúmplices e, de repente, o reencontro acontece. Em outros casos fomos ajudados por alguém e nunca o encontramos para, ao menos, lhe agradecer. Há também situações em que não conseguimos ser tão gentis com alguém como deveríamos, mas não houve tempo para, nem sequer, pedir-lhe perdão... E por aí seguem os acontecimentos que se entrelaçam como fios, dando cor e forma ao "bordado" da nosso história.
Ouvi uma história que me fez pensar muito sobre isso. Partilho com você:
Conta-se que, há muitos anos, um aristocrata inglês dirigia-se da Escócia para Londres a fim de participar de uma sessão urgente do Parlamento. A sua carruagem ficou atolada na lama e ele estava à beira do desespero quando um jovem camponês apareceu com a sua junta de bois e a puxou para a estrada seca. O homem nobre ficou tão grato que perguntou ao rapaz como lhe poderia agradecer. O rapaz respondeu que não era preciso nada, pois ficava feliz por ter sido útil. Mas o aristocrata insistiu, perguntando-lhe: “Com certeza tens um sonho, ou alguma coisa de que gostarias de realizar na vida?” Então o jovem respondeu: “Sempre sonhei em me tornar médico, mas isso nunca será possível para mim”
Quando o lorde chegou a Londres tomou providências para que o jovem camponês recebesse uma bolsa de estudos e estudasse nas melhores escolas. Anos mais tarde, num momento decisivo da Segunda Guerra Mundial, Sir Winston Churchill estava morrendo vitima da gripe pneumônica. Nessa ocasião foi-lhe administrado um novo remédio que lhe salvou a vida. Era a penicilina. O remédio tinha sido descoberto pelo Dr. Alexander Fleming, ninguém mais nem menos do que aquele jovem camponês. E o lorde inglês que lhe tinha dado a bolsa de estudo, era justamente o pai do próprio Winston Churchill.
É interessante observar, ainda mais com a ajuda da história, o quanto estamos interligados uns aos outros e como nossos atos gratuitos de bondade tocam as pessoas que estão à nossa volta. Fica bem claro que a lei da natureza funciona também neste sentido: O que plantamos é isso que vamos colher.
Tudo começou com um simples gesto de bondade da parte de um rapaz do campo. A resposta foi outro ato de bondade, que se tornou benéfico para toda a humanidade. Milhões de pessoas, até hoje, são curadas de doenças terríveis graças à descoberta da penicilina. Ou seja: graças à generosidade partilhada pelo pobre e pelo rico. Este é um exemplo apenas, entre tantos que conhecemos.
É bom saber que não estamos isolados neste mundo! Independentemente da nossa condição, nossos atos têm consequências e podem podem mudar muitas coisas. Eu, particularmente, já vi realidades difíceis serem mudadas pelos pequenos e constantes gestos de bondade. Poderia citar aqui o caso de um esposo agressivo, sem fé e preso aos vicíos voltar para sua família e tornar-se um homem bom devido ao amor persistente e corajoso de sua esposa, que nunca deixou de o tratar bem e rezar pela  conversão dele durante anos.
E a história não para, Deus, que é o Autor da bondade, constantemente bate à nossa porta à espera de que possamos dar um "sim" à generosidade, como fez a Virgem Maria.  
O Cardeal Inglês, Seán O'malley, certa vez em visita ao Santuário de Fátima, explicou que foi Nossa Senhora quem, generosamente, abriu as portas da humanidade para Deus entrar pelo "sim" dela. Segundo ele, Deus escolheu colocar o destino de todos os homens nas mãos de uma jovem e contar com a bondade dela para enviar Seu Filho ao mundo e, depois por intermédio d'Ele, nos salvar. 
E Maria, completamente livre diante de Deus, poderia ter se apegado aos seus projetos pessoais ou alegado estar ocupada, inclusive com “as coisas do Senhor”, a ponto de não O poder servir e Lhe dizer "não". No entanto, ela foi generosa, aceitou despojar-se de si mesma e, com seu “sim”, permitiu a Deus entrar na nossa história e na nossa família humana. Desta forma, a Santíssima Virgem tornou-se o modelo a ser seguido por cada um que, ao passar por este mundo fazendo o bem, deseja um dia ser reconhecido pelo Senhor como “Benditos do meu Pai [...]” (Mt 25,34).
Hoje, inspirados pelo exemplo da Mãe de Deus e de tantos outros que conhecemos, tenhamos a coragem de optar pelo bem. Isso, sim, vale a pena! O tear da nossa vida precisa de fios coloridos e fortes para dar continuidade à obra começada desde o nosso nascimento. Estejamos atentos e não deixemos passar as oportunidades que temos de praticar o bem, principalmente para com os mais necessitados, sabendo que Deus não improvisa. A bondade ou a maldade que semeamos hoje havemos de colher amanhã.
Dijanira Silva