segunda-feira, 17 de outubro de 2011

FORÇA PARA RESISTIR Á TENTAÇÃO

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A cada tentação há sempre uma proposta sedutora



Os fiéis pedem a Deus, em oração, na Liturgia das Horas: “Dai-nos força para resistir à tentação, paciência na tribulação e sentimentos de gratidão na prosperidade”. A prece exprime o estado de espírito de quem se vê diante de Deus com suas limitações, entre as quais está a tentação, que se manifesta de muitas maneiras.
Com a publicação do Catecismo da Igreja Católica (CIC), em 1992, os fiéis entendem melhor o pedido que fazem no Pai-Nosso em relação à tentação: “Este pedido implora o Espírito de discernimento e de fortaleza. (...) O Espírito Santo nos faz discernir entre a provação, necessária ao crescimento do homem interior em vista de uma ‘virtude comprovada’; e a tentação que leva ao pecado e à morte. Devemos também discernir entre ‘ser tentado e consentir’ na tentação. Por fim, o discernimento desmascara a mentira da tentação: aparentemente, seu objeto é ‘bom, sedutor para a vista, agradável’ (Gn 3,6), ao passo que, na realidade, seu fruto é a morte. (...)
Ao dizer ‘Não nos deixeis cair em tentação’, pedimos a Deus que não nos permita trilhar o caminho que conduz ao pecado. Este pedido implora o Espírito de discernimento e de fortaleza; solicita a graça da vigilância e a perseverança final. (...) A fortaleza é a virtude moral que dá segurança nas dificuldades, firmeza e constância na procura do bem. Ela firma a resolução de resistir às tentações e superar os obstáculos na vida moral.”
Por sua vez, o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, publicado em 28 de junho de 2005, resume em que consiste o pedido “Não nos deixeis cair em tentação”: “Nós pedimos a Deus Pai que não nos deixe sós ao sabor da tentação. Pedimos ao Espírito que saibamos discernir, de uma parte, entre a prova que faz crescer no bem e a tentação que leva ao pecado e à morte; e de outra, entre ser tentado e consentir na tentação. Esse pedido nos une a Jesus que venceu a tentação com a sua oração. Solicita a graça da vigilância e da perseverança final.”
O YOUCAT (Catecismo Jovem da Igreja Católica), publicado em 2011, antes da Jornada Mundial da Juventude, explica aos jovens a razão do “Não nos deixeis cair na tentação”: “Por que corremos a cada dia e a cada momento o risco de negarmos a Deus e de pecarmos, pedimos a Ele que não nos deixe indefesos na violência da tentação. (...) O próprio Jesus foi tentado, sabe que somos pessoas fracas, que não conseguem resistir ao mal pelas próprias forças. Ele nos apresenta, então, o pedido do Pai Nosso que nos ensina a confiar no auxílio de Deus na hora da provação.”
Bento XVI se reportou às tentações no seu discurso aos seminaristas em Madrid: “Sim, há muitos que, julgando-se deuses, pensam que não têm necessidade de outras raízes nem de outros alicerces para além de si mesmo. Desejariam decidir, por si só, o que é verdade ou não, o que é bom ou mau, justo ou injusto; decidir quem é digno de viver ou pode ser sacrificado; em cada momento dar um passo à sorte, sem rumo fixo, deixando-se levar pelo impulso de cada instante. Estas tentações estão sempre à espreita. É importante não sucumbir a elas, porque, na realidade, conduzem a algo tão fútil como uma existência sem horizontes, uma liberdade sem Deus.”
No bojo de cada tentação há sempre uma proposta sedutora e enganadora, porque é isso, precisamente, que a caracteriza. A literatura eclesial já se refere às “tentações modernas” que têm a linguagem do momento, com apelos à negação de valores fundamentais como vida, dignidade, fidelidade, honestidade e estímulos à prática de antivalores como relativismo, indiferentismo, materialismo e hedonismo. O ser humano sempre esteve submetido às tentações, como ensina o Catecismo da Igreja Católica: “As tentações que vos acometeram tiveram medida humana. Deus é fiel; não permitirá que sejais tentados acima de vossas forças. Mas, com a tentação, Ele vos dará os meios de sair dela e a força para a suportar” (1 Cor 10,13). Essa certeza também existe em relação às “tentações modernas”.
Dom Genival Saraiva

O SENHOR É MUITO BOM COM TODOS

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A vida precisa ser celebrada, vivida de uma maneira nova em Cristo Jesus. Não dá para vivermos o dia de hoje como o de ontem. A cada dia basta o seu cuidado e tem sua graça própria, portanto, acolhamos todas as graças que o Senhor tem para cada um de nós.
Não podemos ter medo de nos alegrar. Muitas pessoas, quando recebem uma graça, ficam desconfiadas e com medo, achando que na sequência algo de ruim vai acontecer. Deixemos para trás esta mentalidade velha, porque o “Senhor é muito bom com todos”.
Obrigada, Jesus, pela Sua bondade na nossa vida. Quero viver o dia de hoje de maneira nova.
Deus é fiel!
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago

AS BEM -AVENTURANÇAS

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Felizes são aqueles que se deixam transformar


No início do Evangelho (Mateus 5,1-12a), Jesus fala com as multidões. Que todos nós nos aproximemos hoje da Palavra de Jesus que nos revela Deus como fonte, razão de toda a felicidade. As bem-aventuranças são a beleza da presença Divina que alcança o homem e o quer feliz.
A primeira bem-aventurança se volta aos pobres em espírito. “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus”. Ela é para os humildes, para os pequenos. São felizes aqueles que se apresentam diante de Deus com as mãos vazias, porque renunciaram as atitudes orgulhosas.
Devemos olhar cada bem-aventurança e perceber que é um apelo a todo aquele que quer seguir Jesus. Não há lugar no Reino dos Céus para quem não for pobre em espírito.
A segunda bem-aventurança fala aos aflitos. “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”. É a bem-aventurança daqueles que vivem a aflição. O humilde que passa pela aflição em Deus confia. Somente o humilde passa pela aflição confiando e se deixa consolar pelo Senhor.
A terceira bem-aventurança fala da mansidão. “Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra”. O homem e a mulher, governados por essa mansidão, são aqueles que constroem as coisas desarmados, sem a autodefesa. É alguém que não tem o próprio ego como centro. Somente aquele que é manso, se deixa conduzir por Deus que vai conduzindo-o no Seu querer. A mansidão é segredo da santidade.
A quarta bem-aventurança: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”. Essa bem-aventurança é para aquele que está sempre com sede da santidade, porque quer ver Deus. Está engajado na vontade divina a todo momento e se angustia se fica longe da vontade do Pai. Somente o sedento da vontade de Deus será saciado no Reino dos Céus. Há essa fome, essa sede em você? O Reino dos Céus é para os sedentos e famintos da vontade do Senhor.
Quinta bem-aventurança: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”. As bem-aventuranças partem da humildade, porque chegam na misericórdia. São aqueles que concretamente liberam em seus corações o perdão que reconcilia; não vivem tomados de divisões interiores, porque, em seus corações, reina a misericórdia do Pai. O que reina em seu coração? Se não reinar a misericórdia, você não será feliz.
A sexta bem-aventurança fala aos puros de coração: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.” Os que trazem essa pureza são declarados bem-aventurados por Jesus. Com que você tem alimentado seu coração? Você tem buscado aquilo que é puro e verdadeiro? Caso contrário, seu coração se tornará impuro. No Reino de Deus há lugar somente para os corações puros.
Sétima bem-aventurança: “Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus”. Jesus se congratula com os que semeiam a paz, com os que promovem a reconciliação. O shalom do Pai se revela na face, na palavra e nos gestos dessas pessoas. Você faz bem para os outros? As pessoas têm alegria em conviver com você?
A oitava bem-aventurança é para os perseguidos: “Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus”. São felizes os que são perseguidos por causa da justiça. Não é uma perseguição por qualquer coisa, mas por causa da fidelidade ao querer de Deus. As demais bem-aventuranças precisam reinar em nosso coração para que, na perseguição, nós tenhamos força.
Na nona bem-aventurança, Jesus se dirige aos discípulos: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. Essa última bem-aventurança é do discípulo que, de fato, segue o seu Senhor; e não de quem segue a si mesmo. Jesus fala do discípulo que segue a Deus por aquilo que Ele é, não simplesmente por causa da recompensa. É a bem-aventurança do discípulo que sofre pela verdade. Aqui Jesus é a causa da perseguição e também a fonte da salvação. Se você sofre por ser cristão, não fique envergonhado.
Nós precisamos e desejamos a manifestação de Jesus. Essa é nossa esperança e ela está no fato de que somos cidadãos dos Céus. Somos vocacionados para a eternidade. A felicidade não está nesse mundo, mas ainda tem muita gente buscando a plenitude naquilo que é passageiro.
O homem é aquilo que ama e admira. Somente uma vivência de fé coerente suportará a tribulação. De outra forma, ninguém a suportará, pois é violenta demais para aqueles que não viveram seu batismo.
Cuidado com aquilo que você tem amado, porque, senão, você não será esse bem-aventurado do Evangelho.
Padre Eliano
Fraternindade Jesus Salvador

O QUE NOSSA PRESENÇA CAUSA NOS AMBIENTES?

 A nossa presença, nos ambientes em que convivemos, precisa fazer a diferença em todos os sentidos, mas, de maneira particular, precisamos ser promotores da paz, instrumentos de reconciliação entre as pessoas. Talvez, no ambiente onde trabalhamos ou moramos, há duas ou mais pessoas que não se conversam, não se suportam e vivem em pé de guerra. A nossa postura precisa ser de alguém que não põe mais lenha na fogueira, ao contrário, devemos proporcionar a amizade entre elas, falando sempre o bem de uma para a outra, mostrando as virtudes que talvez elas não consigam enxergar, sempre apontando o positivo. Insistir para que o amor de Deus vença na vida delas, pois, com certeza, isso muito alegrará o coração de Deus.
“Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos se não relaxarmos” (Gl 6,9).
Nós colhemos o que plantamos. Se plantarmos o bem, colheremos o bem, se plantarmos o mal, colheremos o mal.
Que o bom Deus nos abençoe e nos faça instrumentos da sua paz.
Obrigada, Jesus!