segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

A importância da espiritualidade no equilíbrio familiar
O Papa Francisco, durante entrevista, sublinhou a importância e necessidade de se buscar novos modos de participação da mulher na vida da Igreja. Uma sinalização esperançosa que pode fazer grande diferença no contexto eclesial, mas também uma indicação que deve desencadear um processo mais abrangente de mudança, com incidências em toda a sociedade. É preciso superar, sobretudo, um grave problema social, que infelizmente ocorre com muita frequência no contexto das famílias: a violência contra a mulher. É triste saber que a Lei Maria da Penha, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), não reduziu os índices de morte de mulheres agredidas. Diante de todos, está essa chaga terrível, que aflige pessoas e atormenta ambientes familiares, com impactos incalculáveis, tanto na vida das vítimas quanto no contexto social mais amplo.

Os crimes contra mulheres são praticados quase sempre por parceiros e ex-parceiros. O estudo sobre “Violência contra a mulher, feminicídios no Brasil”, publicação do Ipea, serve de grande alerta e estímulo a ações corretivas mais incidentes para transformar essa abominável realidade. Feminicídio é o homicídio da mulher por questão de gênero, simplesmente porque é mulher. São geralmente abusos familiares, com consequentes prejuízos na consistência do tecido social. Ora, incontestável, hoje, é a convicção de que a família é célula vital da sociedade, e a agressão contra a mulher é também violência contra esta instituição. 
Comprometidos os vínculos naturais de afeto, todos sofrem com prejuízos sem proporção. As consequências são muitas e de variados tipos, atingindo todos os membros de uma família. Instala-se um clima de irresponsabilidade geral, abrindo espaço para vícios como o alcoolismo, outras dependências químicas e o consequente comprometimento do sentido de cidadania. Aqueles que agridem as mulheres são, pois, perigosos no contexto familiar, mas também oferecem riscos para toda a sociedade.

Assim, o equilíbrio familiar deve se tornar meta a ser alcançada permanentemente. Reconhecendo a centralidade da família, é preciso encontrar caminhos para reverter esse quadro abominável de violência. Mostra a pesquisa publicada que a Lei Maria da Penha não tem sido eficaz no propósito de alcançar metas de superação da violência doméstica. Vale refletir que é preciso conquistar algo além de uma legislação ou mais peso a normas e sanções. Estas têm sua importância pedagógica e corretiva. Há, contudo, uma perspectiva talvez não muito valorizada, em razão da mentalidade vigente na sociedade contemporânea. Trata-se daquela que indica ser a espiritualidade um caminho eficaz para mudar ambientes familiares, pela transformação mais profunda dos homens.
Recentemente, surgiu um movimento espiritual chamado Terço dos Homens. É o cultivo da devoção a Nossa Senhora pela oração reverente, partilhada e meditada do Terço, uma vez por semana. Igrejas recebem um grande número de homens, acompanhados de jovens e de crianças, filhos ou netos. Os testemunhos têm sublinhado caminhos de grandes mudanças, como o abandono da bebida, a retomada da competência do homem exercida no lar pelo afeto e carinho, mais presença junto aos filhos, resgate da fidelidade ao matrimônio e a conquista de sensibilidades indispensáveis para se viver de modo adequado.

Vale conhecer e indicar o Terço dos Homens. Não são poucos os relatos de mulheres sobre as mudanças em suas casas. Um santo e eficaz remédio, a espiritualidade gerada e cultivada pela experiência simples da reza do Terço produz grandes mudanças. É um valioso caminho para acabar com a triste realidade da violência contra a mulher.
 Dom Walmor Oliveira de Azevedo


CREIA POIS NADA É IMPOSIVEL A DEUS !

E fez um voto, dizendo: Senhor dos exércitos, se vos dignardes olhar para a aflição de vossa serva, e vos lembrardes de mim; se não vos esquecerdes de vossa escrava e lhe derdes um filho varão, eu o consagrarei ao Senhor durante todos os dias de sua vida, e a navalha não passará pela sua cabeça. Prolongando ela sua oração diante do Senhor, Heli observava o movimento dos seus lábios. Ana, porém, falava no seu coração, e apenas se moviam os seus lábios, sem se lhe ouvir a voz”(I Samuel 1, 11-13). 

Precisamos clamar pelo milagre. O maior milagre é a nossa conversão pessoal. O mais Ele tudo fará! Lance seu coração na presença d'Ele. Não podemos ter um olhar de julgamento, quando nos deparamos com o sofrimento dos outros. Não tenhamos medo de derramar o nosso coração na presença do Senhor. 

O Senhor pode realizar em nós o que para nós é impossível. Para Ele nada é impossível! Ele vê e conhece as nossas dores. 

O Senhor sabe quando agirá! Pode ser que seja agora, neste momento, mas também pode ser que seja mais pra frente. A ordem de Deus é "Espere!". O tempo de Deus é diferente do nosso. 
Nós não temos um controle remoto para "controlar" a Deus. Isso é mágica! Nós, católicos, não cremos em magia. 

Precisamos exercer mais a nossa confiança em Deus. Desistimos muito rápido das coisas, porque ainda colocamos a nossa confiança nos homens e não em Deus. 

Queridos, se derramem na presença do Senhor. Tenha paciência, seu milagre vai chegar! Não precisa ir atrás de benzedeiras. Espera no Senhor, bendito! 

Se você quer casar, amado, não pare somente na união legítima no civil, sacramente seu casamento! O sacramento é a bênção de Deus! Case na Igreja também. Você colhe o que se planta. Cuidado com as opções que você faz! 

O que deve nortear-nos é a esperança, a confiança em Deus. Por isso, eu não me canso de dizer: "Tenha a ousadia de se derramar no Senhor, para que seja feito como o Senhor quer e não como você deseja". 

Nós precisamos treinar em aceitar a vontade de Deus para nossas vidas. A maior graça deste fim de semana é a sua conversão sincera. A partir disso, você vai experimentar a felicidade eternaSe a sua vida está errada, coloque-a novamente no eixo! Por favor, volta de novo para o Senhor. Precisamos andar na bênção. 

Às vezes, queremos os favores de Deus, mas não queremos Deus. Não podemos ser assim, minha gente! Se esforce para ser de Deus. 

Olhemos para nós mesmos e vejamos se a nossa vida está ajustada ao nosso molde ou ao molde de Deus.
Padre Edimilson Lopes 
Padre da Comunidade Canção Nova

O VENTO NÃO QUEBRA UMA ÁRVORE QUE SE DOBRA

O vento não quebra uma árvore que se dobra" (Provérbio africano)

Nesta semana que se inicia, peçamos a Deus a graça da docilidade. Sejamos homens e mulheres que se dobram perante a vontade divina. Que caiam por terra toda soberba, autossuficiência e vaidade em nosso interior! De que vale proclamarmos aos "quatro cantos" que somos de Deus, se murmuramos ante a primeira contrariedade? A mania que temos de nos queixar por causa de tudo e de todos, é um terrível contratestemunho que em nada edifica a nossa alma. É nas adversidades da vida que o Senhor quer nos formar na escola do louvor e da gratidão. Por isso, assumamos o propósito de combater o orgulho e a tendência de reclamar que existem dentro de nós e permitamos que Deus seja realmente DEUS em nossas vidas. Que no trono do nosso coração não se assente o dinheiro, a luxúria e muito menos o nosso "eu" orgulhoso e pecador. Que esse trono interior seja destinado Àquele que O merece por direito: Jesus Cristo, o Senhor! Dobrar-se diante da vontade de Deus é também um grandioso gesto de fé, pois o homem que se dobra sabe que este Pai amoroso e cuidadoso sempre quer o melhor para cada um de nós, Seus filhos. Pense nisso!
Alexandre Oliveira

EXISTEM PESSOAS QUE SEMPRE ESTÃO QUESTIONANDO AS DECISÕES DIANTE DA VIDA

Existem pessoas que sempre estão questionando as suas decisões diante da vida: casamento, fé, trabalho, dinheiro... E assim estão sempre insatisfeitas com tudo e com todos. Tornam-se assim, pessoas amargas e até contaminam o ambiente a sua volta. 

É claro que as decisões diante da vida tem que ser pensadas e amadurecidas, mas há somente uma maneira para crescer e ser feliz: pedir a Deus a graça para reconhecer a sua vontade para a nossa vida. Lemos no Salmo 27,14: “Espera no Senhor e sê forte! Fortifique-se o teu coração e espera no Senhor!”

É preciso viver motivado, entusiasmado com a família, com o emprego, com os estudos, com a comunidade, e acima de tudo isso, devemos esperar em Deus. Sempre vencem aqueles que não desanimam diante das dificuldades e para os quais os obstáculos servem como degraus para a subida e para alcançar o objetivo.

Para que a nossa esperança tenha substância, temos que fortificar o nosso coração, tornando-o cheio de valores que não passam, se priorizarmos as coisas espirituais, certamente vamos perceber que as coisas materiais virão para nós, como que por acréscimo. Tenha consciência disto e viva melhor.

Senhor Deus, nós esperamos em ti e sabemos que somente Tu tens palavras de vida eterna. Ensina-nos a aceitar a Vossa vontade para a nossa vida. Amém!

Padre Alberto Gambarini

HÁ MAIS FELICIDADE EM DAR DO QUE RECEBER


Nós fomos entregues a Deus e à Sua Palavra misericordiosa, que sempre cumpre o que disse que faria. A promessa do Senhor para nós é sempre de misericórdia, ajuda, amizade e salvação. A Palavra de hoje, em especial, tem o poder de nos edificar e de construir nossa vida.

A Palavra do Senhor edifica e confere, como herança, a Sua graça a todos que foram santificados pelo nome de Jesus, pela fé em Nosso Senhor Jesus Cristo.

A nossa santidade não vem de uma vida perfeita, mas de uma fé perfeita. Os próprios santos não eram pessoas perfeitas e impecáveis, mas pessoas que acreditaram em Jesus e dedicaram suas vidas por Ele. E é essa dedicação que precisamos ter.

Santo é aquele que, mesmo escorregando na vida, se apega a Deus na sua fé, para ser edificado e receber d’Ele a sua herança, que é o próprio Espírito Santo. Isso é algo grandioso e nenhum dinheiro pode comprar.

Aquilo que não pode ser comprado pelo dinheiro, Deus dá gratuitamente àqueles que têm fé e confiam no nome d’Ele. E quem passa por essa experiência tem uma felicidade sem limites.

Nós buscamos Jesus, porque Ele é Deus e o único que pode nos salvar. E, por buscá-Lo, a felicidade se torna uma consequência na nossa vida. Quem busca o Senhor tem uma felicidade sem limites. A pessoa pode padecer e sofrer em muitos momentos, mas a infelicidade não faz parte da sua vida.

A felicidade que temos, em Deus, é um crescimento diário. Ela vai sendo edificada dia a dia por buscarmos o Senhor. E São Paulo, por meio da Palavra, nos mostra o caminho: “Ademais, não cobicei prata, nem ouro, nem vestes de ninguém. Vocês mesmos sabem que estas minhas mãos providenciaram o que era necessário para mim e para os que estavam comigo”.

O apóstolo dos gentios nunca deixava de trabalhar, mas seu trabalho não era suficiente para todas as missões. Ele se sustentava para viver, mas precisava de ajuda para levar o nome do Senhor. Ele disse: “Em tudo mostrei a vocês que é trabalhando assim que devemos ajudar os fracos, recordando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: 'Há mais felicidade em dar do que em receber'”.

A evangelização não é obra de uma única pessoa, mas uma missão dada por Jesus à Igreja, e todos nós somos Igreja e precisamos evangelizar. A evangelização existe para dar evangelização e não para tirar dinheiro das pessoas, mas ela precisa de ajuda.

Nós vivemos para evangelizar, o que vem dessa evangelização é consequência. Da mesma forma, a felicidade vem por sermos de Deus e ela vai se edificando dia a dia. Isso é muito importante, porque o ser humano tem necessidade de ser feliz. Mas, não basta ser feliz de rosto [aparência], a felicidade precisa vir do coração, porque só assim a pessoa terá vida.

Quer ser alegre? São Paulo diz: “Há mais felicidade em dar do que em receber.” Saia de si mesmo para ser feliz, não fique parado esperando que alguém venha fazê-lo feliz. Faça alguém feliz e seja feliz. O segredo da felicidade é você não correr atrás dela.

Cuide das pessoas que Deus lhe deu, faça-as felizes e leve-as a um encontro com Deus, assim você será feliz.

Nesta manhã, entregue-se a Deus e à Sua Palavra misericordiosa. A verdadeira alegria vem de dentro, de um coração que não se entregou ao mal, à tristeza e ao desespero, mas sim a Deus.

Mas, para isso, é preciso sair de si e se colocar a trabalhar. Faça tudo o que estiver ao seu alcance, como se tudo dependesse de você, sabendo que o Senhor está à sua frente. Quando você coloca essa ideia na cabeça e se dedica a fazer isso, sua força e alegria só aumentam.

Alegre-se em Deus saindo de si, para encontrar a alegria de que você precisa. Essa alegria será a sua força para viver. Com essa força, você fará mais o bem e este bem o encherá de mais alegria e, assim, se vai até o céu.

Você quer viver essa experiência? A Palavra de Deus nos pede que sejamos generosos. Não é preciso ter uma vida perfeita, mas uma vida de fé, fazendo o bem para receber o bem, pois: “Há mais alegria em dar do que em receber”.


Márcio Mendes
Membro da Comunidade Canção Nova

AUMENTA A NOSSA FÉ

Reconhecer os passos de Maria compromete todos os cristãos
Acorre a Belém do Pará uma verdadeira torrente de pessoas, vindas de tantas partes de nosso Estado. Ajuntam-se a ela os paraenses residentes em outras regiões do país, um povo imenso, conduzido pelas mãos de Nossa Senhora de Nazaré, coberto pelo seu manto de amor. Nos andores e nos passos percorridos, nos pés calejados e feridos, em mãos que se unem ou mãos que se agarram à corda da Berlinda, existe um mistério a ser desvendado. De onde vem a força e o ardor de tanta gente? Como explicar estes rios mais caudalosos do que nossas muitas águas? Trata-se apenas de hábitos adquiridos, cultura entranhada em nossos corações e que se esparrama em nossos gestos? Seria fruto da propaganda feita pela Igreja ou outras forças da sociedade?

Os Bispos da América Latina e do Caribe reconheceram, na Grande Conferência de Aparecida, que as maiores riquezas de nossos povos são a fé no Deus de amor e a tradição católica na vida e na cultura. Manifesta-se na fé madura de muitos batizados e na piedade popular que expressa o amor a Cristo sofredor, o Deus da compaixão, do perdão e da reconciliação, o amor ao Senhor presente na Eucaristia, - o Deus próximo dos pobres e dos que sofrem, - a profunda devoção à Santíssima Virgem nos diversos nomes nacionais e locais. Expressa-se também na caridade que em todas as partes anima gestos, obras e caminhos de solidariedade para com os mais necessitados e desamparados. Está presente também na consciência da dignidade da pessoa, na sabedoria diante da vida, na paixão pela justiça, na esperança contra toda esperança e na alegria de viver que move o coração de nosso povo, ainda que em condições muito difíceis. As raízes católicas permanecem na arte, linguagem, tradições e estilo de vida do povo, ao mesmo tempo dramático e festivo e no enfrentamento da realidade. A Igreja tem a grande tarefa de proteger e alimentar a fé do povo de Deus. (Cf. Documento de Aparecida 7).

Bento XVI, falando aos Bispos, destacou a rica e profunda religiosidade popular, na qual aparece a alma dos povos latino-americanos, o precioso tesouro da Igreja católica na América Latina. Convidou a promovê-la e a protegê-la. Esta maneira de expressar a fé está presente de diversas formas em todos os setores sociais, numa multidão que merece nosso respeito e carinho, porque sua piedade reflete uma sede de Deus que somente os pobres e simples podem conhecer, expressão da fé católica, catolicismo popular, profundamente inculturado, que contém a dimensão mais valiosa da cultura latino-americana (Cf. Documento de Aparecida 258). 
Não podemos reclamar! Deus nos concedeu o que existe de mais precioso, dando-nos a graça de viver a fé cristã católica e oferecê-la como sinal ao Brasil e ao Mundo. Mas o que fazer com os dons com que o Senhor nos prodigalizou? Cabe a nós que vimos outubro chegar novamente, acolher os presentes de Deus, cultivá-los e oferecê-los às novas gerações.

O tesouro aberto revela uma figura feminina. Maria de Nazaré, Mãe de Deus e nossa Mãe. Encontrá-la é descobri-la como modelo de fé. Nós desejamos acreditar em Jesus Cristo, seu Filho, com a mesma intensidade de sua resposta a Deus. A fé, em Nossa Senhora, é compromisso imediato, sem desculpas, no ato de liberdade mais digno que uma pessoa humana pode realizar: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 37). Esta fé foi provada e comprovada, no anúncio da dor, espada que transpassa a alma (Lc 2, 35), no esforço ingente para salvar o que pertence a Deus a qualquer custo, fugindo para o Egito (Mt 2, 13-15), e ainda buscando um filho adolescente que devia cuidar das coisas “do Pai” (Lc 2, 48-50). A Mãe se tornou discípula do Filho (Cf. Jo 2, 1-12) e chegou à plena maturidade aos pés da Cruz: “Junto à cruz de Jesus, estavam de pé sua mãe e a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: ‘Mulher, eis o teu filho!’ Depois disse ao discípulo: ‘Eis a tua mãe!’ A partir daquela hora, o discípulo a acolheu no que era seu” (Jo 19, 25-27). Após a Ressurreição, a Virgem Maria é o amparo da fé para os discípulos em oração, na expectativa do derramamento do Espírito Santo, para depois permanecer com a Igreja, Mãe, Modelo, Intercessora, acompanhando-a até a volta do Senhor, no fim dos tempos. Todo discípulo verdadeiro traz Maria consigo, como parte essencial de seu seguimento de Jesus Cristo. Este é o quilate daquela que acompanhamos pelas nossas ruas, através dos ícones que apontam para sua presença.

Esta fé é para ser vivida e testemunhada. Olhar para Nossa Senhora e reconhecer os passos dados por ela compromete todos os cristãos. Ninguém venha para o Círio como espectador. Turista não se sente bem! Só desfruta o Círio quem tem coração simples, quem aposta no que vê e descobre o que não vê. Aproveita melhor quem fez a peregrinação preparatória, ou quem acompanha as celebrações e pregações da quinzena do Círio. Melhor ainda será o resultado espiritual naquela pessoa que souber aproveitá-lo como tempo de conversão, especialmente através do Sacramento da Penitência e na participação na Eucaristia.

Quando os pais apontam para a “Santinha”, tão pequena e tão grande, encanta-me o olhar das crianças que aprendem o que é ser paraense, acolhendo Nossa Senhora de Nazaré. Quero ver muitos braços que ensinam crianças de colo a fazerem o sinal da Cruz. Desejo ouvir a Ave-Maria de lábios inocentes, para que a inocência se espalhe de novo entre os mais crescidos! Ressoe o “Lírio Mimoso”, na ingenuidade eloquente de seus versos, para que nossa ciência se transforme em sabedoria! Cantem “Dai-nos a bênção, ó Mãe de fé, Nossa Senhora de Nazaré” os jovens e adultos. Amarrem-se os corações e a vida nas cordas de amor com que Deus quer envolver-nos, todos os paraenses de nascimento, de adoção ou, melhor ainda, os que aqui descobriram a riqueza maior de nosso povo, a fé católica.

O Círio de Nazaré de 2013 seja o maior, o melhor, o mais perfeito, o mais frutuoso de todos. No próximo ano, vamos fazer mais ainda! Sim, porque haverá “mais gente no rio de gente” que queremos formar! Sim, teremos novas gerações de crianças sobre os ombros dos pais, olhando para Nossa Senhora de Nazaré. Sim, porque nossa Amazônia, cuja Rainha é Nossa Senhora de Nazaré, encontrou seu modo de ser missionária. Amazônia missionária é Amazônia de Nossa Senhora, Amazônia que sussurra “rogai por nós”, Amazônia que espalha a Boa Nova do Evangelho, Amazônia de fé calejada pela história e esperançosa no futuro que pertence a Deus e é dado de presente, porque é Círio outra vez
Dom Alberto Taveira Corrêa

QUEM QUISER SER O MAIOR SEJA O MENOR

Todos nós, de alguma forma, temos o desejo de aparecer e de sermos reconhecidos, valorizados. Muitas vezes nos sentimos melhores que os nossos irmãos, consciente ou inconscientemente.
A palavra do Senhor nos diz: “Aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior” (Lc 9,48c), portanto, rezemos muitas vezes, ao longo deste dia, para que o nosso coração seja como o de Jesus: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago