sábado, 25 de junho de 2011

A VERDADE O LIBERTA

Quem você realmente é? Você conhece suas raízes?
Acredito que um dos maiores desafios que travamos diariamente é assumir ou negar a verdade. Estamos no século da modernidade e a tecnologia, cada vez mais desenvolvida, lança sobre nós as redes que nos penduram entre o social e o virtual, o real ou imaginário. Ter a coragem de optar pela verdade é um exercício que parte das pequenas escolhas e nos seguem até nos momentos mais importantes de nossa vida. Já sabemos que a verdadeira felicidade tem seu alicerce na verdade, portanto, só consegue ser feliz quem assume com coerência sua história, seja ela qual for.
Nos atendimentos de oração e aconselhamentos que realizamos na Canção Nova, tenho percebido que, cada vez mais, as pessoas têm dificuldades de assumir a sua verdade. Com isso, tornam-se infelizes, sentem-se presas às situações passadas e, em alguns casos, até ficam deprimidas ou pior: entram no mundo das drogas e dos vicíos, tentando mascarar a dor.
Outro dia, enquanto atendia uma senhora, percebi que ela falava de maneira superficial e não conseguia se expressar, o tempo passava e a partilha não fluía. Então, olhei bem nos olhos dela e lhe perguntei: "Afinal, qual é a sua verdade? O que se passa em seu interior?" Ela ficou surpresa diante da pergunta, desapontada talvez; mas tomou uma linda decisão. Abriu seu coração! E em meio às lágrimas, aos poucos, foi revelando suas dores e medos ligados a situações vividas havia mais de 20 anos. As lágrimas lavaram seu rosto e, certamente, o Espírito Santo, também lavou seu coração lhe concedendo uma nova vida a partir daquela experiência. Não é uma tafera fácil encarar a verdade, aliás, muitas vezes, isso é muito difícil, principalmente quando a história é marcada por grandes traumas e dores, mas não há outra saída, para sermos curados, precisamos assumir nossa história com tudo que ela traz, dores e alegrias.
Jesus disse aos Seus discípulos: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (João 8,32), ou seja, a condição para sermos livres é conhecermos a verdade. Eu diria conhecermos e nos abrirmos ao processo de cura a partir do conhecimento. Não é o caso de parar na dor, nem de ir levando a vida de qualquer jeito, Deus nos quer vivendo plenamente e é por isso que Ele nos propõe a coerência como meio para a cura e a felicidade plena. Da nossa parte, precisamos querer ir além. Por exemplo, você já parou alguma vez para perguntar quem você realmente é? Você conhece suas raízes? Qual é a sua verdade? São Francisco de Assis dizia que o homem vale o que é diante de Deus e mais nada, ou seja: vale a sua história.
O valor que temos não está no carro que possuímos e na profissão que exercemos, tampouco na imagem que "tentamos" passar para as pessoas. Nosso valor está no fato de sermos o que somos diante de Deus e mais nada.
Já temos uma identidade própria, somos filhos de Deus e não precisamos criar um personagem irreal para alimentar uma ideia a nosso respeito longe da realidade. Aliás, essa tem sido mais uma maneira de "fugir das dores da vida", mas, como pode ser livre quem age assim? E se não é livre, como pode ser feliz?
Como cristãos, temos uma responsabilidade dobrada com relação à verdade e isso começa por assumirmos a nossa realidade e, a partir dela, testemunharmos a Misericórdia de Deus. Não tenha vergonha da obra que o Senhor já realizou na sua história! Ela, por mais difícil que tenha sido, é muito
Dijanira Silva

sexta-feira, 24 de junho de 2011

SOLENIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA

João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou o seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho.
Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração. Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: "João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre".
O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”). Como nos ensinam as Sagradas Escirturas: "Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo" (Mateus 3,11).
Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa.
São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse. Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes, acabando decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do irmão deste [Herodes], com a qual este vivia pecaminosamente.
O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: "Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João , o Batista" (Mateus 11,11).
São João Batista, rogai por nós!

ENFRENTE TODAS DIFICULDADES AO LADO DE DEUS

A Palavra de Deus tem poder de cura e libertação, por isso, devemos tomá-la como norma e regra regente em nossa vida, pois assim seremos capazes de fortalecer nossos alicerces.
Reaviva dentro de você a força do Espírito Santo, o carisma que o céu concedeu para sua vida.
Você não deve se acovardar e ter muito claro que o Espírito Santo é um Espírito de luta. O poder d'Ele vem dos dons de Deus e, por seu intermédio, poderá agir na sua vida e de todos à sua volta.
O pecado deformou a imagem e semelhança de Deus em nós. O que deveria ser algo comum de realizarmos nos parece uma tarefa quase impossível.
A pior coisa que pode acontecer na sua vida é descobrir que parou de crescer, que já não é mais possível evoluir e conquistar algo melhor. Seja na vida pessoal ou profissional. Saber que estamos estagnados é algo desmotivador.
Portanto, não permita que sua batalha chegue ao fim antes que suas forças se esvaiam. Enquanto tiver forças, lute! Enquanto tiver forças, ore. Isso é tudo que Deus quer de nós, que lutemos pela nossa fé.
Independentemente do caminho que escolhemos trilhar, enfrentaremos sofrimentos. Qualquer escolha terá seus desafios, mas cabe a nós escolher a forma de enfrentá-los. Enfrente tudo com a graça de Deus.
A força que quiser usar, use-a para firmar-se na fé. Não perca tempo usando-a contra o próximo ou guardando rancor, esse é o caminho fácil e, sem dúvida, o mais solitário.
Deus jamais dará uma missão maior do que você pode suportar. Por isso, quando a cruz pesar, não peça a Ele que reduza seu trabalho, mas sim que lhe dê força para realizá-lo.
Uma vida fácil não nos faz crescer. Se você está experimentando sofrimentos, se Deus está permitindo que alguns obstáculos entrem em sua vida, Ele com certeza, está tentando tirar o melhor de você, fazendo com que cresça. Nessas horas, podemos descobrir vários dons. Um talento escondido que não podíamos ver por causa da nossa acomodação.
A renúncia, o autocontrole e o sacrifício são as únicas formas de crescer. O caminho pode ser mais tortuoso e longo, no entanto, sustentados pela força de Deus, não há dificuldade capaz de nos impedir de chegar ao nosso destino. Permita que a força do Espírito Santo seja sua luz e guie sua jornada.
Márcio Mendes
Missionário da Comunidade Canção Nova

PORQUE SE EXPÕE JESUS EUCARISTIA ?

Esta semana nos convida a viver com mais intensidade o Mistério da Eucaristia, que é fonte e cume de nossa vida, de nossa espiritualidade. Esta pedagogia da liturgia da Igreja nos ensina a abraçar o mistério de nossa fé, depois de vivermos a tempos atrás o Mistério de Jesus na sua paixão, morte e ressurreição, celebramos a semana retrasada a Festa de Pentecostes o Espírito Santo meu Divino Amigo. Domingo passado A Santíssima Trindade e na próxima quinta-feira 23 de Junho O Mistério de Cristo presente na Eucaristia.
Nós católicos somos até acusados de idolatria por irmãos que não compreendem a nossa fé. Porque se expõe Jesus na Hóstia Santa? Em primeiro lugar cremos fielmente em suas Palavras quando disse: “Tomai, comei, isto é o meu corpo”. Em seguida, pegou um cálice, deu graças e passou-o a eles, dizendo: “Bebei dele todos, pois este é o meu sangue da nova aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados (Mt 26,26-30). A partir daí essa é a vida da Igreja de Jesus até os dias de hoje veja o que diz São Paulo: De fato, eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: Na noite em que ia ser entregue o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo entregue por vós. Fazei isto em minha memória”. Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em minha memória” (cf. 1Cor 11, 23-25). O relato da instituição da Eucaristia esta também nos evangelhos de Lc 22,15-20; Mc 14,22-24; Jo 13,1-17.
A adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Dono de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. “Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a Ele prestarás culto” (Lc 4,8), diz Jesus, citando o Deuteronômio 6,13 (Catecismo da Igreja Católica 2096).
A adoração é a primeira atitude do homem que se reconhece criatura diante de seu Criador. Exalta a grandeza do Senhor que nos fez e a onipotência do Salvador que nos liberta do mal. É prosternação do Espírito diante do “Rei da glória” e o silêncio respeitoso diante do Deus “sempre maior”. A adoração do Deus três vezes santo e sumamente amável nos enche de humildade e dá garantia a nossas súplicas (CIC 2628).
Uma vez que Cristo em pessoa está presente no Sacramento do Altar; devemos honrá-Lo com culto de adoração. «A visita ao Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão, um sinal de amor e um dever de adoração para com Cristo nosso Senhor» (CIC 1418). Eis porque adoramos Jesus na Santíssima Eucaristia.  É vital se fazer próximo dAquele que por muito tempo ficou escondido, buscai enquanto se deixa encontrar. Qual é a sua fé?  Veja o que diz também um grande santo adorador:
O culto da Exposição ousamos afirmar, é a necessidade de nossa época; impõe-se esse testemunho publico e solene da fé dos povos na divindade de Jesus Cristo e na veracidade de sua presença sacramental. É a melhor refutação que se pode fazer aos renegados, aos apostatas, aos ímpios e aos indiferentes, refutação que caíra sobre eles qual montanha de fogo do amor e da bondade.
O culto da Exposição é necessário para salvar a sociedade, que morre por não ter mais um centro de verdade nem de caridade, nem vida de família. Cada membro se isola, se concentra, procura-se bastar a si mesmo; a dissolução é eminente.
A sociedade renascerá, entretanto, cheia de vigor, quando todos os seus membros vierem se reunir em torno de nosso Emanuel (Mt 1,23). As idéias se reformarão, mui naturalmente, à luz da mesma verdadeira e sólida renovar-se-ão sob a influência de um mesmo amor. É mister refluir à fonte da vida, a Jesus na Eucaristia, faze-lO sair de sua reclusão, a fim de que se coloque novamente à frente das sociedades cristãs, para dirigi-las e salvá-las; é mister reconstruir-Lhe um palácio, um trono real, uma coorte de servos fiéis, uma família de amigos, uma multidão de adoradores.
O culto da Exposição é necessário para despertar a fé adormecida em tantos homens de caráter que não conhecem mais Jesus Cristo, porque se esqueceram de que Ele mora em vizinhança, de que é seu amigo e seu Deus. Este culto é necessário para estimular a verdadeira piedade, retida desde muito na porta do santuário onde Jesus está sempre disposto a nos abençoar e nos abrir seu Coração.
O grande mal de nossa época é não dirigirem a alma a Jesus Cristo como a seu Deus e salvador. Despreza-se o único fundamento, a lei única, a graça única de salvação. O mal da piedade estéril é que ela não parte de Jesus Cristo e não converge para Ele. A alma se detém no caminho, distrai-se com uma flor… O amor divino não tem sua vida, seu centro, no Sacramento da Eucaristia, e, portanto não está em suas verdadeiras condições de expansão.
Somente em Jesus Cristo presente entre nós pode haver salvação. O mal é tão grande que somente Ele é capaz de nos salvar. É a batalha decisiva. Um santo, um anjo, um taumaturgo, um gênio, um grande orador, tudo isso é ineficaz. É necessário Jesus Cristo em pessoa: eis o Santíssimo Sacramento, seu combate e seu triunfo.
São Pedro Julião Eymard
Adoro-te com devoção, ó Deus que te escondes,
Que sob estas figuras de verdade te ocultas:
A ti meu coração se submete inteiramente
Porque, ao contemplar-te, desfalece por completo.
Visão, tato e paladar em ti falham,
Apenas ouvindo se crê com segurança:
Creio em tudo o que disse o Filho de Deus:
Nada mais verdadeiro que esta palavra da Verdade.
Graças e louvores se deem a todo o momento ao Santíssimo e Divinissimo Sacramento!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

TAPETES CORPUS CHRISTI

1181420145 isabel 024 Feriado Corpus Christi 2009   Significado, Tapetes

Todos já devem ter vistos em algum local os bonitos e coloridos tapetes de Corpus Christi
Eles são confeccionados com diversos tipos de materiais, como: serragem colorida, casca de ovo, borra de café, farinha, areia e alguns pequenos acessórios, como tampinhas de garrafas, flores e folhas.
Usando a criatividade as pessoas montam um enorme tapete pelas ruas com frases relativas a data. Por este tapete passa a procissão, seguida pelas pessoas que participam com fervor.

Significado do Corpus Christi

A celebração de Corpus Christi (Corpo de Cristo) surgiu na Idade Média e é composta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. Quarenta dias depois do Domingo de Páscoa acontece a quinta-feira da Ascensão do Senhor. Dez dias depois temos o Domingo de Pentecostes. O domingo seguinte é o da Santíssima Trindade, e na quinta-feira é a celebração do Corpus Christi.
É uma das mais tradicionais festas do Brasil e é comemorado no país desde a chegada dos portugueses

A PROCISSÃO DE CORPO DE DEUS

O nosso Deus decidiu ficar no sacrário para nos alimentar 
"Meditamos juntos a profundidade do Amor do Senhor, que o levou a ficar oculto sob das espécies sacramentais, e é como se ouvíssemos, fisicamente, aqueles seus ensinamentos à multidão.
Agradar-me-ia que, ao considerar tudo isso, tomássemos consciência da nossa missão de cristãos, voltássemos os olhos para a Sagrada Eucaristia, para Jesus que, presente entre nós, nos constituiu seus membros: vos estis corpus Christi et membra de membro (I Cor 12, 27), vós sois o corpo de Cristo e membros unidos a outros membros.
O nosso Deus decidiu ficar no sacrário para nos alimentar, para nos fortalecer, para nos divinizar, para dar eficácia ao nosso trabalho e ao nosso esforço. Jesus é simultaneamente o semeador, a semente e o fruto da sementeira: o Pão da vida eterna.
Este milagre, continuamente renovado, da Sagrada Eucaristia, encerra todas as características do modo de agir de Jesus. Perfeito Deus e perfeito homem, Senhor dos céus e da terra, oferece-Se-nos como sustento, da maneira mais natural e corrente.
Assim espera o nosso amor, desde há mais de dois mil anos. É muito tempo e não é muito tempo; porque, quando há amor, os dias voam.
A procissão do Corpo de Deus torna Cristo presente nas aldeias e cidades do mundo. Mas essa presença, repito, não deve ser coisa de um dia, ruído que se ouve e se esquece. Essa passagem de Jesus lembra-nos que temos também de descobri-Lo nos nossos afazeres cotidianos.
A par da procissão solene desta quinta-feira deve ir a procissão silenciosa e simples da vida corrente de cada cristão, homem entre os homens, mas com a felicidade de ter recebido a fé e a missão divina de se comportar de tal modo que renove a mensagem do Senhor sobre a terra.
Não nos faltam erros, misérias, pecados. Mas Deus está com os homens, e temos de nos dispor a que se sirva de nós e se torne contínua a Sua passagem entre as criaturas.


São Jose Maria Escrivá

A ORIGEM DA FESTA DE CORPUS CHRISTI

                                                                                                                                                                                                                         História: A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula "Transiturus" de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, as quais exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.
Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter 'visões', exigindo da Igreja uma festa anual para agradecer o sacramento da Eucaristia. Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège, que 31 anos depois, por três anos, se tornaria o Papa Urbano IV (1261-1264), tornando mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.
A "Fête Dieu" começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão Eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a primeira Procissão Eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica. A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos.
Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII.
Celebração: O decreto do Papa Urbano IV teve pouca repercussão, porque ele morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada antes de 1270. O ofício divino, seus hinos, a sequência 'Lauda Sion Salvatorem' são de Santo Tomás de Aquino (1223-1274), que estudou em Colônia com Santo Alberto Magno. Essa festa [Corpus Christi] tomou seu caráter universal definitivo, 50 anos depois de Urbano IV, a partir do século XIV, quando o Papa Clemente V, em 1313, confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.
Em 1317, o Papa João XXII publicou esse Corpus Júris com o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. O Concílio de Trento (1545-1563), por causa dos protestantes, da Reforma de Lutero, dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia.
Em 1983, o novo Código de Direito Canônico – cânon 944 – mantém a obrigação de se manifestar "o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia" e "onde for possível, haja procissão pelas vias públicas", mas os bispos escolham a melhor maneira de fazer isso, garantindo a participação do povo e a dignidade da manifestação.
Sacramento: A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: "Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim". Porque a Eucaristia foi celebrada pela primeira vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.
Na véspera da Sexta-Feira Santa, a morte na cruz impede uma festa solene e digna de gratidão e doutrinação. Porque a Última Ceia está no Novo Testamento, os evangélicos lhe têm grande consideração, mas com interpretação diferente.
Para os luteranos e metodistas, a Eucaristia é sacramento, mas Cristo está presente no pão e no vinho apenas durante a celebração, como permanência e não transubstanciação. Outras igrejas cristãs celebram a Ceia como lembrança, memorial, rememoração, sinal, mas não reconhecem a presença real de Cristo nela. Mas alguma coisa existe em comum que, por intermédio da Eucaristia, une algumas Igrejas cristãs na Eucaristia, ensina o Concílio Vaticano II, no decreto "Unitatis Redintegratio".
A Eucaristia é também celebração do amor e união, da comum-união com Cristo e com os irmãos.
Ela [Eucaristia], que é a renovação do sacrifício de Cristo na cruz, significa também reunião em torno da mesa, da vida e da unidade para repartir o pão e o amor. E é o centro da vida dos cristãos: "Eu sou o Pão da Vida, que desceu do céu para a vida do mundo, por meio da vida de comum-união dos cristãos".
Ornamentação: A decoração das ruas para a Procissão de Corpus Christi é uma herança de Portugal e tradição brasileira. Muitas cidades enfeitam suas ruas centrais com quilômetros de tapetes, feitos de serragem colorida, areia, tampinhas de garrafa, cascas de ovos, pó de café, farinha, flores, roupas e outros ingredientes.
 Monsenhor Arnaldo Beltrami