sábado, 16 de junho de 2012
AS MUDAS DO REINO
É dever dos cristãos espalhar boas sementes pelo mundo
Há pessoas com tamanho gosto pelas plantas que se dedicam a recolher, por onde passam,
mudas e sementes, para que a vida dada por Deus, na magnífica e variada flora de nossa região, se multiplique por toda parte. Há gente que passa por nossas ruas com carrinhos repletos de madeira, papelão ou ferro velho, para transformar em trocados ou em salário. Os lixões da vida estão repletos de catadores, diante dos quais muitos podem até virar o rosto, mas se esconde ali uma dignidade desconcertante.
E quantos são os homens e mulheres, artistas e poetas, quais trovadores do dia ou da noite, que andam catando versos e compondo melodias feitas de rimas incríveis, carregadas do humor ou da angústia do cotidiano. E não são poucas as pessoas que recolhem imagens, para que dos pincéis dos pintores ou das máquinas fotográficas ou filmadoras passem aos corações a moldura da vida, com rostos e mais rostos.
A crônica da cidade poderia se enriquecer com tantas outras figuras provocantes ou curiosas, todas participantes do agitado malabarismo do viver, que recolhem pedaços de histórias e de coisas, para compor o grande concerto de nossa aventura humana.
Visto do alto, onde se encontra o Senhor, Aquele que está também bem perto de nós, dentro de nós e no meio de nós, o mundo fica até bonito. É que se trata de limpar os olhos para enxergar melhor, para superar o derrotismo dos pessimistas ou a ingenuidade dos que só enxergam a superfície. Há vida pulsando nas veias da humanidade e da terra.
Há um plano de amor com que tudo foi feito pelo Deus, que é amor. De fato, “assim diz o Senhor Deus: Eu mesmo pegarei da copa do cedro, do mais alto de seus ramos arrancarei um rebento e o plantarei sobre um alto e escarpado monte. Eu o plantarei no alto monte de Israel. Ele produzirá folhagem, dará frutos e se tornará um majestoso cedro. Debaixo dele pousarão todos os pássaros, à sombra de seus galhos as aves farão ninhos. E todas as árvores do campo saberão que eu sou o Senhor, que abato a árvore alta e exalto a árvore baixa, faço secar a árvore verde e brotar a árvore seca. Eu, o Senhor, falei e farei” (Ez 17,22-24). Deus é "incorrigível" em Sua mania de fazer jardins e pomares! (cf. Gn 1 – 3).
A força criadora do amor de Deus faz com que o bem se espalhe e se multiplique. É como “alguém que espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece” (Mc 4,26-34). Faz parte da vida cristã identificar os sinais da presença de Deus na história humana, olhar ao redor e perceber o bem que se faz, para entender as parábolas da vida que o Senhor continua contando. Em tais novas parábolas, os personagens somos nós mesmos, pois Deus nos chama a sermos sinais de Seu Reino.
Entretanto, com muita propriedade, vem à tona o problema do mal. Desde os primórdios, os seres humanos inventaram mil formas para estragar o jardim plantado por Deus. Até a isso se responde com a belíssima parábola do joio e do trigo (cf. Mt 13,24-43). “Como o joio é retirado e queimado no fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará seus anjos e eles retirarão do seu Reino toda causa de pecado e os que praticam o mal” (Mt 13,40-41) Enquanto o mundo for mundo, haverá a misteriosa presença do mal. Identificá-lo dentro e fora de nós e oferecer soluções é tarefa permanente.
Até para denunciar o mal existente, o melhor remédio é espalhar o bem. Vale a máxima de São Francisco de Sales: "Com uma colherinha de mel se atraem mais moscas do que com um tonel de vinagre". E temos à disposição remédios preciosos: a pregação da conversão, a oração, os sacramentos e o cultivo do “amor mútuo, com todo o ardor, porque o amor cobre uma multidão de pecados” (1 Pd 4,8).
Como cristãos, auguramos que as sementes do bem se espalhem, cresçam e frutifiquem, para que a árvore do Reino de Deus abrigue, como aves do céu, gente de todas as raças e nações. Como nada podemos em nossa fraqueza, suplicamos o socorro da graça de Deus para que possamos querer e agir conforme Sua vontade, seguindo os Dez Mandamentos. Não faz mal sonhar alto com um mundo novo!
Dom Alberto Taveira Corrêa
VIDA NO ESPÍRITO É VIDA DE ORAÇÃO
Nunca estamos satisfeitos com nosso caminho de santidade. Graças a Deus, pois quanto mais santos, mais santos queremos ser. Estar impaciente consigo mesmo é bom, mas não compre mais o subproduto do diabo, que atormenta sua cabeça e seu coração com acusações e cobranças. Pelo contrário, confie no Senhor!
Semente alguma frutifica se não tiver terra, água e calor. Há alguns anos tive a oportunidade de estar na Holanda. Era mês de fevereiro, estava terminando o mais inclemente inverno. Vi aquelas terras sendo aradas. Algumas pessoas me explicaram todo o processo de tratamento do solo: a terra passara vários meses enregelada, por isso era preciso que ela fosse revolvida, oxigenada. Disseram-me também que se aquela terra não fosse revolvida, se não esquentasse, não adiantaria plantar.Terra fria não faz germinar semente nenhuma.
É preciso terra, água e calor. Calor que vem de Deus e que é o próprio Espírito Santo. Esse calor chega até nós pela oração. Portanto, vida no Espírito é vida de oração.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
Semente alguma frutifica se não tiver terra, água e calor. Há alguns anos tive a oportunidade de estar na Holanda. Era mês de fevereiro, estava terminando o mais inclemente inverno. Vi aquelas terras sendo aradas. Algumas pessoas me explicaram todo o processo de tratamento do solo: a terra passara vários meses enregelada, por isso era preciso que ela fosse revolvida, oxigenada. Disseram-me também que se aquela terra não fosse revolvida, se não esquentasse, não adiantaria plantar.Terra fria não faz germinar semente nenhuma.
É preciso terra, água e calor. Calor que vem de Deus e que é o próprio Espírito Santo. Esse calor chega até nós pela oração. Portanto, vida no Espírito é vida de oração.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
O QUE É TER E ASSUMIR A FÉ ?
Como responder a crise de fé do homem
“Habemus Papam” (Temos Papa): é com estas palavras latinas que se costuma anunciar, da sacada da Basílica de São Pedro, em Roma, a eleição de um novo Pontífice. Elas são também o título de um filme do cineasta italiano Nanni Moretti, lançado no início de 2011, no qual o autor, ateu confesso, tenta pôr a Igreja em xeque-mate.
O enredo é uma comédia: o papa, recém-eleito, é acometido por uma crise de pânico ao ter que assumir uma função sem sentido numa instituição caduca e vazia que sobrevive de fachada. A intenção demolidora do autor pode ser resumida na resposta que o novo papa, trajando roupas civis e em fuga pelas ruas de Roma, dá a alguém que lhe pergunta sobre a profissão que exerce: “Ator!”
Para Moretti, a Igreja Católica se assemelha a uma peça teatral ultrapassada, e suas lideranças, a atores que desempenham friamente um papel que lhes é imposto, mas do qual não entendem o sentido e a validade.
É inútil negar: a “mãe de todas as crises” por que passa atualmente a humanidade é a diminuição ou a ausência da fé. Até mesmo nas religiões fundamentalistas, nas quais as pessoas matam em nome de Deus; o que as move não é o compromisso com uma sociedade fraterna e solidária – suporte de toda crença que se preze –, mas ideologias alicerçadas no medo e na insegurança, que as impedem de dialogar e de conviver com o diferente, visto como ameaça.
Não foi por nada que o Papa Bento XVI convocou a Igreja Católica para dois grandes acontecimentos em 2012. Primeiramente, o Sínodo dos Bispos, a ser realizado durante o mês de outubro, com o tema: “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”. E, durante o Sínodo, no dia 11, o lançamento do “Ano da Fé”, comemorando a passagem do 50º aniversário do início do Concílio Vaticano II (1962/1965). A carta de convocação lembra que «a fé é um dom que se deve redescobrir, cultivar e testemunhar». E conclui almejando «que Deus nos conceda saborear a beleza e a alegria de sermos cristãos!».
O que significa ter e assumir a fé? Uma das respostas mais lapidares dadas pela Bíblia é oferecida pela Carta aos Hebreus:«A fé é a certeza e a posse do que se espera e o conhecimento das realidades que não se veem» (11,1).Nesse sentido, ela não se identifica simplesmente com o sentimento religioso, uma sensação de carência que acompanha o ser humano desde o seu nascimento: sentindo-se pequeno e indefeso diante do desconhecido e das dificuldades, ele busca fora de si – numa força superior – as energias que não encontra em seu interior. Nem se resume a um mero conhecimento intelectual de verdades mais ou menos reveladas, como ensina São Tiago: «Tu crês que existe Deus? Muito bem: mas também os demônios creem e... continuam no inferno» (2,19).
Para não definhar e sumir, a fé precisa ser sustentada por uma constante conversão, manifestada por atos concretos: «A fé que não se traduz em obras, morre» (Tg 2,17). É o que lembram os Bispos latino-americanos, em sua Conferência de Aparecida, em 2007: «Não resistiria aos embates do tempo uma fé católica reduzida a uma bagagem, a um elenco de algumas normas e de proibições, a práticas de devoção fragmentadas, a adesões seletivas e parciais das verdades da fé, a uma participação ocasional em alguns sacramentos, à repetição de princípios doutrinais, a moralismos brandos ou crispados que não convertem a vida dos batizados. Nossa maior ameaça é o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas, na verdade, a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez. A todos nos toca recomeçar a partir de Cristo, reconhecendo que não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande ideia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva».
Diante da corrupção e da violência que avançam em toda a parte, cresce o número dos que, a exemplo de São João, veem «o mundo inteiro sob o poder do Maligno». Contudo, sua alegria e seu consolo serão grandes se se deixarem envolver pela certeza que levava o mesmo Apóstolo a bradar: «Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé» (I Jo 5,4.19). Certeza que se fundamenta na ressurreição de Jesus: «Coragem, eu venci o mundo!» (Jo 16,33).
Dom Redovino Rizzardo, cs
Bispo de Dourados
Bispo de Dourados
sexta-feira, 15 de junho de 2012
ORAÇÃO DE CONSAGRAÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO
"Me entrego e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, minha pessoa e vida, ações, dores e sofrimentos para que utilize meu corpo somente para honrar, amar e glorificar ao Sagrado Coração.Este é meu propósito definitivo, único, ser todo d'Ele, e fazer tudo por amor a Ele, e ao mesmo tempo renunciar com todo meu coração qualquer coisa que não lhe compraz, além de tomar-te,Ó Sagrado Coração, para que sejas ele o único objeto de meu amor, o guardião de minh vida, meu seguro de salvação, o remédio para minhas fraquezas e inconstância, a solução aos erros de minha vida e meu refúgio seguro à hora da morte. Seja, Ó Coração de Bondade, meu intercessor ante Deus Pai, e livra-me de sua sabia ira. Ó Coração de amor, ponho toda minha confiança em ti, temo minhas fraquezas e falhas, mas tenho esperança em tua Divindade e Bondade.Tira de mim tudo o que está mal e tudo o que provoque que não faça tua santa vontade, permite a teu amor puro a que se imprima no mais profundo de meu coração, para que eu não me esqueça nem me separe de ti.Que eu obtenha de tua amada bondade a graça de Ter meu nome escrito em Teu coração, para depositar em ti toda minha felicidade e glória, viver e morrer em tua bondade. Amém".
( Santa Margarida Maria Alacoque )FESTA DO CORAÇÃO DE JESUS
Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim
A Igreja celebra a Festa do Sagrado Coração de Jesus na sexta-feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi. O coração é mostrado na Escritura como símbolo do amor de Deus. No Calvário o soldado abriu o lado de Cristo com a lança (cf. João 19,34). Diz a Liturgia que “aberto o seu Coração divino, foi derramado sobre nós torrentes de graças e de misericórdia”. Jesus é a Encarnação viva do Amor de Deus, e seu Coração é o símbolo desse Amor. Por isso, encerrando uma conjunto de grandes Festas (Páscoa, Ascensão, Pentecostes, Santíssima Trindade, Corpus Christi), a liturgia nos leva a contemplar o Coração de Jesus. [Consagre-se ao Coração de Jesus]
Este sagrado Coração é a imagem do amor de Jesus por cada um de nós. É a expressão daquilo que São Paulo disse: ”Eu vivi na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim (Gálatas 2,20). É o convite a que cada um de nós retribua a Jesus este amor, vivendo segundo a Sua vontade e trabalhando com a Igreja pela salvação das almas.
Muitos Santos veneraram o Coração de Jesus. Santo Agostinho disse: “Vosso Coração, Jesus, foi ferido, para que na ferida visível contemplássemos a ferida invisível de vosso grande amor”. São João Eudes, grande propagador desta devoção no século XVII, escreveu o primeiro ofício litúrgico em honra do Coração de Jesus, cuja festa se celebrou pela primeira vez na França, em 20 de outubro de 1672.
Jesus revelou o desejo da Festa ao seu Sagrado Coração à religiosa Santa Margarida Maria Alacoque, na França, mostrando-lhe o “Coração que tanto amou os homens e é por parte de muitos desprezado”. S. Margarida teve como diretor espiritual o padre jesuíta S. Cláudio de la Colombière, canonizado por João Paulo II, e que se incumbiu de progagar a grande Festa.
O Papa Pio XII afirmou que tudo o que S. Margarida declarou “estava de acordo com a nossa fé católica”. Este foi um grande sinal a mais da misericórdia e da graça para as necessidades da Igreja, especialmente num tempo em que grassava a heresia do jansenismo (do bispo francês Jansen) que ensinava uma religião triste e ameaçadora.
O Papa Clemente XIII aprovou a Missa em honra do Coração de Jesus e Pio X, dia 23 de agosto de 1856, estendeu a Festa para toda a Igreja a ser celebrada na sexta-feira da semana subseqüente à festa de Corpus Christi. O papa Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus. Paulo VI disse certa vez que ela é garantia de crescimento na vida cristã e garantia da salvação eterna.
Entre as Promessas que Jesus fez à Santa Margarida está a das Nove Primeiras Sextas Feiras do mês: aos fiéis que fizerem a Comunhão em nove primeiras sextas-feiras de cada mês, seguidas e sem interrupção, prometeu o Coração de Jesus a graça da perseverança final, o que significa que a pessoa nunca deixará a fé católica e buscará a sua santificação. São as chamadas Comunhões reparadoras a Jesus pela ofensa que tantas vezes seu Sagrado Coração é tão ofendido pelos homens.
Pio XII disse: “Nada proíbe que adoremos o Coração Sacratíssimo de Jesus Cristo, enquanto é participante e símbolo natural e sumamente expressivo daquele amor inexaurível em que, ainda hoje, o Divino Redentor arde para com os homens”.
Essas são as Promessas que Jesus fez:
“No extremo da misericórdia do meu Coração onipotente, concederei a todos aqueles que comungarem nas primeiras sextas feiras de cada mês, durante nove meses consecutivos a graça do arrependimento final. Eles não morrerão sem a minha graça e sem receber os SS. sacramentos. O meu coração naquela hora extrema ser-lhe-á seguro abrigo”.
As outras promessas do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque:
1 - Conceder-lhe-ei todas as graças necessárias ao seu estado.
2 - Porei a paz em suas famílias.
3 - Consolá-los-ei nas suas aflições.
4 - Serei seu refúgio na vida e especialmente na hora da morte.
5 - Derramarei copiosas bênçãos sobre suas empresas.
6 - Os pecadores encontrarão no meu Coração a fonte, oceano infinito de misericórdia.
7 - Os tíbios se tornarão fervorosos.
8 - Os fervorosos alcançarão rapidamente grande perfeição.
9 - Abençoarei os lugares onde estiver exposta e venerada a imagem do meu Coração.
10 - Darei aos sacerdotes a força de comover os corações mais endurecidos.
11 - O nome daqueles que propagarem esta devoção ficará escrito no meu Coração e de lá nunca será apagado
Felipe Aquino
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