terça-feira, 19 de junho de 2012

MINHA ALMA TEM SEDE DE VÓS SENHOR !

Existem palavras que são contrárias a tudo aquilo que Jesus nos ensinou. Estas palavras nos desviam da sã doutrina. É necessário, pois, vigiar a respeito.
Todo o nosso ser precisa, logo cedo, buscar a Deus. E como é bom poder participar da Santa Missa com este intuito!  O mais bonito é que Deus nos dá a chance, durante todo este dia que se inicia, de buscá-Lo, de procurá-Lo numa vivência de intimidade com Ele.
A nossa alma tem sede de Deus. É preciso saciar esta sede numa vida de comunhão com Cristo. Eis o segredo da felicidade! Deus quer nos dar vida plena, meus irmãos.
Fico triste ao presenciar certos pais que incentivam seus filhos, ainda pequenos, a dançar certas músicas mundanas e sensuais. Por que eles não ensinam seus filhos a dizer, desde agora: “A minha alma tem sede de vós, ó Senhor”?
Nós somos feitos para Deus. É uma enganação pensar que se pode caminhar sem Ele. Precisamos renunciar aos ensinamentos errados dessas falsas doutrinas que insistem em nos desviar desta via de felicidade que o Pai nos oferece.
Aqueles homens que questionam ao Senhor – no Evangelho de hoje – na realidade não estavam comprometidos com a Verdade.
Não podemos, meus irmãos, ser homens e mulheres não comprometidos com a Verdade. Sejamos verdadeiros! Sejamos comprometidos com a Verdade do Reino, pois a salvação vem do Senhor nosso Deus, Aquele que sempre volta o Seu olhar de amor a cada um de nós.
Peçamos a Deus essa graça – a partir da Santa Missa – de viver durante esse dia numa profunda comunhão com o Senhor. Dessa forma, seremos firmes e constantes na fé.
“A minha alma tem sede de vós, ó Senhor!”, precisa ser um canto entoado durante todo esse dia. Um canto de reconhecimento, um canto que afirma: a verdadeira felicidade somente se encontra em Jesus Cristo.
Não vamos aderir a essas coisas falsas que o mundo nos oferece.  Não abracemos a nada disso! Precisamos, pelo contrário, fazer essa experiência bonita com Deus. Fazer uma experiência com este Senhor que nos acolhe a todo momento.
Façamos um profundo exame de consciência para perceber se estamos ou não vivendo com coerência a nossa vocação. Não podemos dizer ‘não’ ao Senhor. Seria o mesmo que o enfermo dizer ‘não’ ao seu médico!
Com alegria, trilhemos por um caminho de conversão a partir deste profundo exame de consciência. O Senhor nos chama, meus irmãos! Ele está sempre a nos acolher. Neste dia, dirija-se a Ele com fé, cantando: “A minha alma tem sede de vós, ó Senhor!”
Padre Júlio Cezar, Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 18 de junho de 2012

DEUS A FONTE DA VERDADEIRA ALEGRIA

Mesmo que muitas vezes, os sofrimentos venham bater em nossa porta, precisamos ter a certeza de que somos de Deus. São Paulo, foi um homem que mesmo diante dos sofrimentos, permanecia alegre, dizendo “alegrai-vos no Senhor”. A Igreja nos pede que sejamos alegres naquilo que nós vivemos. Deus quer operar em nossa vida essa alegria, e somos amados por Ele. “Alegrai-vos sempre no Senhor, repito alegrai-vos”, ou seja independentemente do que estamos vivendo devemos ser alegres em Deus. Precisamos ser testemunhas para os jovens no mundo de que Deus nos ama. É essa a certeza da nossa alegria.

A única diferença entre nós e os jovens do mundo é que nós conhecemos o Amor de Deus e eles ainda não. Não podemos dar ao pecado a chance dele nos dominar. Nós precisamos confiar em Deus, e é isso que faz toda a diferença.

A grande diferença do Deus que nós professamos é que Ele não é um Deus que está longe, mas é um Deus que está comigo e com você, Ele fez isso para demonstrar o quanto nos ama. Muitas vezes, nós mendigamos o amor dos outros, mas está em Deus o Amor verdadeiro, é o amor de um Deus que quis se rebaixar até nós.

Jesus Cristo aprendeu a andar e a ser jovem como nós. Claro, Ele não tinha pecado, mas se encarnou para a nossa salvação. A nossa fé é de um Deus que está ao meu lado independentemente do que nós façamos. Quando nos sentimos vazios, tristes, é nesses momentos que Deus permanece ao nosso lado.O nosso lugar é o Céu! Em nosso coração precisamos ter a certeza de que Deus nos ama.

Não nos preocupemos pois Deus está conosco. Você vale muito e foi por você que Ele quis morrer na cruz e se fosse preciso Ele morria novamente. Jovem, pare de se vender por pouco coisa, não perca o Céu por nada!

Encontramos muitos jovens tristes, abatidos e em alguns casos esses jovens são da igreja ou estão a frente de ministério, mas não estão fincados na felicidade de Cristo.

O Espírito Santo não desiste de nós, mesmo que caiamos no mesmo pecado, Ele permanece fiel. É você quem precisa de Deus. Ele quer você de volta.

Quando uma pessoa ama, o seu coração transborda e ela deseja partilhar essa felicidade com os outros. Deus lhe criou por amor. Por que desejamos a felicidade? É porque é em Deus que a encontraremos em plenitude.

Você é apaixonado pela Igreja? Eu sou e precisamos ser.
 

A nossa vida de cristão não é fácil, Deus está jogando no nosso time e se estamos no time de Jesus nós já ganhamos, Ele luta por nós e conosc
o.

Você jovem, precisa transmitir Jesus através do seu sorriso. As pessoas precisam antes mesmo de nos encontrar, encontrar a Deus, somos reflexos dele.

Se temos a certeza de Deus nos ama, sabemos que Ele está conosco e não, somos, portanto, qualquer coisa.

“Deus quer que nós participemos da sua alegria eterna. Somos amados por Deus, se Ele nos ama é bom que estejamos no mundo para refleti-Lo aos outros.”
 Papa Bento XVI

Você que está na Igreja, mesmo que esteja sofrendo, que seu coração esteja angustiado, São Paulo nos ensina: “preocupados sim, desesperados não”. 

Viver a castidade e a pureza não é fácil, mas saiba que você foi criado para isso e só assim você será plenamente feliz. Talvez, se existem jovens no mundo que não encontraram a Deus, pode ser que sejamos nós que com o nosso brilho de sermos de Deus ainda não chegou a eles.

“Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito, alegrai-vos! Seja a vossa amabilidade conhecida de todos os homens! O Senhor está próximo.”
 Fl 4, 4

O monsenhor Jonas Abib nos ensina a clamarmos o “Maranathá” todos os dias em nossa vidas. Precisamos ter a certeza de que o Senhor vai voltar.

Sabemos que seremos felizes no céu: “Ele enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem grito, nem dor, porque as coisas anteriores passaram” Ap 21, 4

O nosso coração deve ter a certeza de que o Senhor está próximo e que a nossa santidade aproxima cada vez mais a sua vinda

Renan Felix 
Missionário da Comunidade Canção Nova



NOSSA LUTA NÃO É CONTRA FORÇAS HUMANAS



O tempo urge! É preciso colaborar na salvação de cada um dos nossos. Eu estaria mentindo se dissesse que está tudo bem, que você pode deixar os seus na situação em que estão, porque ainda há muito tempo. O tempo é breve: por isso nossa principal atitude deve ser a de intercessores. Nossa luta não é contra forças humanas, mas contra o próprio inimigo de Deus.

Quantos maridos estão sendo atacados violentamente na sua sexualidade. Quantos homens que trabalham na obra do Senhor, que receberam a graça da “efusão do Espírito”, usam os dons de Deus, exercem algum ministério, atuam em pastorais, buscam a Deus, mas a tentação lhes ronda a mente, o coração, o sentimento. A carne sente a luta violenta.

O maligno tenta nos levar para a infidelidade, o adultério, a prostituição, para toda sorte de depravação. Ele faz isso não somente com os homens, mas também com as mulheres, incutindo nelas pensamentos como: “Eu tenho o direito de ser feliz. Já sofri demais. Só fui explorada e nunca me amaram. Eu tenho o direito de amar e ser amada”. Você possui esse direito, mas não como o mundo e as novelas têm ensinado.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

domingo, 17 de junho de 2012

NÃO ESTRAGUE SUA VIDA

Os judeus nunca interrompiam um sacrifício. Se começavam um, nada os fazia parar.
Houve uma revolta muito grande na Judeia, justamente nos dias de festa. O governador Pôncio Pilatos, como correção para o povo e sabendo que era impossível interromper um sacrifício, mandou a guarda entrar no Templo, exatamente naquele momento. Os soldados armados foram chacinando todas as pessoas: sacerdotes, levitas, o povo.
Impressionante é que todos permaneceram no mesmo lugar. Os sacerdotes não deixaram o altar, continuaram a cantar, oferecendo o sacrifício. Somente quando foram atravessados pela espada é que pararam de cantar. Eis o que nos diz o Evangelho: "Nesse momento, aproximaram-se pessoas que relataram o caso dos galileus, cujo sangue Pilatos misturara ao dos seus sacrifícios. Jesus lhes respondeu: 'Pensais que, por terem sofrido tal sorte, esses galileus eram mais pecadores do que qualquer outro galileu? Não, eu vo-lo digo, mas se não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo'" (Lc 13,1-3).

E Jesus contou outro fato que havia acontecido em Jerusalém. A torre de Siloé era muito alta e caiu por cima de muitas pessoas. A cidade estava cheia, e muita gente ficou debaixo nos escombros. O Senhor pergunta: "E aquelas dezoito pessoas sobre as quais caiu a torre de Siloé e as matou, pensais que eram mais culpadas do que qualquer outro morador de Jerusalém? Não, eu vo-lo digo, mas, se não vos converterdes, perecereis todos da mesma maneira" (Lc 13,4-5).
O Senhor está dizendo a todos que a graça da conversão precisa ser consolidada! Quando o Senhor nos fala, como na passagem bíblica acima, não é para nos apontar o dedo e nos condenar. Pelo contrário, Deus não quer a morte do pecador, mas sim, que ele se converta e viva.
Os fatos foram escritos para a nossa advertência! Todas essas desgraças aconteceram para nosso exemplo. Foi para nós que isso foi escrito.
A verdade é esta: o Senhor não quer castigar o Seu povo. Pelo contrário, a briga d'Ele não é com Seu povo, não é conosco, não é contra a humanidade, vítima da tentação; a briga do Senhor é contra o inimigo d'Ele. E você sabe quem é o verdadeiro inimigo de Deus.
O inimigo constrói um castelo bonito, como aqueles que as crianças fazem na praia: um castelo de ilusão, malícia, corrupção, cobiça, ganância, impureza, pornografia, obscenidade. Parece até pomposo e firme, mas é de areia. Construído o castelo, ele mesmo vem e faz como as crianças: derruba tudo e dá risada.
A Aids não é castigo de Deus, mas é o deboche do maligno que construiu um castelo de pecado e depois o derrubou em cima das próprias vítimas. Elas acabaram sendo vítimas da própria situação.
Infelizmente, muitos foram vítimas de uma afetividade desviada e fraca. Muitas moças carentes de amor, porque não foram amadas na família, buscaram compensá-los em relacionamentos errados. Moças e rapazes foram pelo atalho mais fácil e caíram numa vida totalmente errada.
Não podemos permitir que o inimigo deboche do nosso Deus, usando-nos como vítimas; não fomos feitos para isso. Não o deixe continuar debochando de Deus e rindo de você! Não estrague sua vida!
Talvez você não tenha percebido ainda, pois no começo é "aquele embalo", parece tudo muito bom e muito gostoso, uma linda aventura! Mas você está sendo ingênuo e iludido pelo inimigo.
Talvez você nunca tenha encontrado alguém com quem pudesse abrir o coração e falar da sua situação, sem receio. Alguém que levasse você a sério e acreditasse na sua recuperação.
Ouça o que o Senhor lhe diz: "Você tem solução!"
É preciso recorrer aos meios que Ele lhe dá, mas é importante também a sua decisão. Se você já foi vítima, vai precisar de muito empenho para lutar contra o pecado, como se luta contra qualquer outra doença. Se a moléstia se alastrou, é preciso de um tratamento muito mais sério ainda. 
Não existe problema sem solução e o Todo-poderoso quer lhe dar a solução. É loucura pensar que no campo da sexualidade tudo é permitido.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

NÃO HÁ VITÓRIA SEM DEUS

Nossa vida cristã é um combate, uma batalha contra os inimigos perigosos. O inimigo de Deus não nos dá trégua.
O nosso dia é feito de desafios e lutas, porém não lutamos sozinhos. Conosco está o Senhor, que nos instrui e defende. É preciso enfrentar a luta, por isso entremos no combate da oração, pois ela é o auxílio dos aliados de Deus.
A única forma de sairmos vitoriosos de qualquer empreendimento é por meio da oração
Jesus, eu confio em vós!
Luzia Santiago

OLHAR COM AMOR E CONFIANÇA

Os “bons olhos” de Cristo

Uma das manifestações mais tocantes da bondade de Cristo é a Sua infinita capacidade de dirigir um olhar amoroso e confiante a todos, mesmo aos que parecem mais pervertidos e irrecuperáveis. É uma atitude que vemos a cada passo nos relatos evangélicos, ao contemplarmos o modo acolhedor e esperançado com que o Senhor encara os pecadores, os miseráveis, todos aqueles que aparecem como o rebotalho imprestável da sociedade.
Há, concretamente, uma passagem do Evangelho em que essa atitude se revela com grande transparência. São Lucas pinta a cena com os traços de um drama em que intervêm dois personagens, Cristo e um fariseu chamado Simão.
Ambos contemplam o mesmo fato: a invasão inesperada de uma mulher pecadora na casa do fariseu, onde Jesus estava à mesa juntamente com outros convidados. E eis que uma mulher, que era pecadora na cidade, quando soube que Ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro cheio de bálsamo. Estando a Seus pés, detrás d'Ele, começou a banhar-Lhe os pés com lágrimas, enxugava-os com os cabelos da sua cabeça, beijava-os e ungia-os com bálsamo (cf. Lc 7,37-38). Aquela pobre mulher, tocada na alma pela divina bondade de Cristo - convertida pela pureza do exemplo e da palavra de Nosso Senhor -, não sabe o que fazer para expressar a sua dor, o seu arrependimento.
Nesse momento, dois pares de olhos se fixam especialmente nela: os do fariseu Simão e os de Cristo. Ambos observam a mesma cena, a mesma pessoa, os mesmos gestos. Mas veem coisas inteiramente diferentes.
O fariseu fita a pecadora com olhar de desprezo: Vendo isto, o fariseu que o tinha convidado disse consigo: Se este fosse profeta, com certeza saberia quem e qual é a mulher que o toca, e que é pecadora. Simão só vê o “lado mau”. Vê com “maus olhos”.
Cristo, pelo contrário, dirige à pecadora o olhar do amor benigno: os “bons olhos”. Mansamente, volta-se para o fariseu e diz-lhe: Simão, tenho uma coisa a dizer-te… E o que Cristo vai dizer-lhe, com um laivo de tristeza, é que Simão ainda não aprendeu a enxergar com bondade, ainda não aprendeu a apreciar o valor dos outros com uma “atenção amorosa”.
Um credor - começa Cristo - tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários, o outro cinquenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a dívida. Qual deles, pois, o amará mais? O que equivale a dizer: Simão, onde tu vês um atrevimento despudorado, eu vejo amor. Esta pobre criatura chora pela pena do arrependimento e a esperança do perdão.
E prossegue: Vês esta mulher?… - sim, é necessário, é importante conseguir “ver” os outros, coisa nada fácil -, vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para os pés; e esta com as suas lágrimas banhou os meus pés e enxugou-os com os seus cabelos. Não me deste o beijo da paz, mas esta, desde que entrou, não cessou de beijar os meus pés. Não ungiste a minha cabeça com bálsamo, mas esta ungiu com bálsamo os meus pés. Pelo que te digo: São-lhe perdoados os seus muitos pecados porque muito amou (cf. Lc 7, 40-47).
Como se percebem bem aqui os “bons olhos” de Jesus! Mais do que ninguém, Cristo era capaz de penetrar nos abismos do mal que o pecado cavara naquela alma. E mais do que ninguém, por ser Ele Deus - Deus feito homem -, podia sentir-se atingido pelo pecado, pois este é, acima de tudo, uma ofensa a Deus.
Nada disso, porém, passa para o primeiro plano no olhar de Cristo. Na escuridão do pecado, que envolve a alma daquela pobre mulher, Ele não detém a vista no que O ofende; só vê brilhar - como a luz que cintila numa noite escura - a bondade que começa a desabrochar naquela alma dolorida. Apenas vê o “lado bom”, a semente de bondade e a chama de esperança que ali está a despertar, e que Ele pode e quer ajudar a crescer e a acender cada vez mais.
O fariseu queria expulsar, indignado, a pecadora e, com isso, certamente a teria ferido “mortalmente”, pois teria abafado a sua esperança, e a teria acorrentado, talvez para sempre, ao seu mal. Cristo não. Jesus estende-lhe a mão e a salva: A tua fé te salvou; vai em paz (cf. Lc 7, 50). E assim uma dupla alegria, imensa, nasce daquele perdão: a da pecadora perdoada, purificada, nascida de novo; e a de Nosso Senhor, que declara: Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento (Lc 15,7).
Por que você não procura mais essa alegria, que Jesus tem preparada para todos nós? Não percebe que é a alegria que invade a alma cada vez que fazemos, com dor e esperança - como aquela mulher - uma boa confissão?
Padre Francisco Faus