sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
JESUS QUER NOS DAR A GRAÇA DA DOCILIDADE
São Paulo fala sobre isso de si mesmo: "Não me entendo, pois quero fazer o bem, mas acabo fazendo o mal. Infeliz de mim! Quem vai me libertar?" (cf. Romanos 7, 19). Jesus veio para nos dar a graça da docilidade. Ele quer e tem o poder de nos transformar. A Palavra de Deus, que está na Bíblia, é o próprio Jesus. Na Eucaristia, que celebramos todos os dias, o sacrifício de Jesus é renovado e oferecido ao Pai. O Filho se oferece a Ele nesse sacrifício.
A Eucaristia celebrada, recebida e adorada tem o poder de transformar o nosso coração e torná-lo dócil
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
A VIDA É CURTA DEMAIS
"A vida é curta demais para que a desperdicemos." Muitos permanecem à espera de tempos melhores no futuro ou ficam remoendo o passado, e perdem a oportunidade de serem felizes no presente. Sempre se escondem por detrás... da palavra se. Se tivesse nascido em outra família ou lugar; se eu não tivesse perdido esta oportunidade; Se não tivesse acontecido isso... E assim o tempo passa, não entendem que o passado não volta e o futuro não aconteceu. O hoje é a oportunidade para não repetir os erros do passado e preparar um futuro melhor. Deus tem um propósito de benção para cada dia, peçamos que nos ajude a viver esta certeza. "Confia ao Senhor a Tua sorte,, espera Nele, e Ele agirá."(Sl 36,5)
Ó Divina Misericórdia, estou plenamente convencido(a)
de que vós velais com especial benevolência
sobre todos aqueles que, de um modo confiante,
Ó Divina Misericórdia, estou plenamente convencido(a)
de que vós velais com especial benevolência
sobre todos aqueles que, de um modo confiante,
se entregam a vós. A esses nada há de faltar.
Eu vos entreguei todos os meus cuidados, temores e necessidades. Estou tranquilo (a), porque vós me consolastes com a vossa esperança que é, e será sempre, misericordiosa para comigo. Amém
Eu vos entreguei todos os meus cuidados, temores e necessidades. Estou tranquilo (a), porque vós me consolastes com a vossa esperança que é, e será sempre, misericordiosa para comigo. Amém
Padre Alberto Gambarini
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
VIVAMOS ALEGRIA DO NATAL
Estamos vivendo as alegrias do Natal. Este é um tempo favorável para tomarmos certas atitudes na nossa vida , as quais, até então, não tínhamos coragem, como perdoar a quem nos feriu e também pedir perdão às pessoas que ferimos.
O nascimento de Jesus nos encoraja a deixarmos para trás a vida velha e a assumirmos a vida nova que Ele veio nos trazer. Não dá mais para vivermos de qualquer jeito, porque “a palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a Sua glória, recebida do Pai como Filho Unigênito, cheio de graça e de verdade” (cf. Jo 1,14).
Feliz Natal!
Luzia Santiago
SÃO JOÃO EVANGELISTA
O nome deste evangelista significa: "Deus é misericordioso": uma profecia que foi se cumprindo na vida do mais jovem dos apóstolos. Filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, ele também era pescador, como Pedro e André; nasceu em Betsaida e ocupou um lugar de primeiro plano entre os apóstolos.
Jesus teve tal predileção por João que este assinalava-se como "o discípulo que Jesus amava". O apóstolo São João foi quem, na Santa Ceia, reclinou a cabeça sobre o peito do Mestre e, foi também a João, que se encontrava ao pé da Cruz ao lado da Virgem Santíssima, que Jesus disse: "Filho, eis aí a tua mãe" e, olhando para Maria disse: "Mulher, eis aí o teu filho". (Jo 19,26s).
Quando Jesus se transfigurou, foi João, juntamente com Pedro e Tiago, que estava lá. João é sempre o homem da elevação espiritual, mas não era fantasioso e delicado, tanto que Jesus chamou a ele e a seu irmão Tiago de Boanerges, que significa "filho do trovão".
João esteve desterrado em Patmos, por ter dado testemunho de Jesus. Deve ter isto acontecido durante a perseguição de Domiciano (81-96 dC). O sucessor deste, o benigno e já quase ancião Nerva (96-98), concedeu anistia geral; em virtude dela pôde João voltar a Éfeso (centro de sua atividade apostólica durante muito tempo, conhecida atualmente como Turquia). Lá o coloca a tradição cristã da primeiríssima hora, cujo valor histórico é irrecusável.
O Apocalipse e as três cartas de João testemunham igualmente que o autor vivia na Ásia e lá gozava de extraordinária autoridade. E não era para menos. Em nenhuma outra parte do mundo, nem sequer em Roma, havia já apóstolos que sobrevivessem. E é de imaginar a veneração que tinham os cristãos dos fins do século I por aquele ancião, que tinha ouvido falar o Senhor Jesus, e O tinha visto com os próprios olhos, e Lhe tinha tocado com as próprias mãos, e O tinha contemplado na sua vida terrena e depois de ressuscitado, e presenciara a sua Ascensão aos céus. Por isso, o valor dos seus ensinamentos e o peso de das suas afirmações não podiam deixar de ser excepcionais e mesmo únicos.
Dele dependem (na sua doutrina, na sua espiritualidade e na suave unção cristocêntrica dos escritos) os Santos Padres daquela primeira geração pós-apostólica que com ele trataram pessoalmente ou se formaram na fé cristã com os que tinham vivido com ele, como S. Pápias de Hierápole, S. Policarpo de Esmirna, Santo Inácio de Antioquia e Santo Ireneu de Lião. E são estas precisamente as fontes donde vêm as melhores informações que a Tradição nos transmitiu acerca desta última etapa da vida do apóstolo.
São João, já como um ancião, depara-se com uma terrível situação para a Igreja, Esposa de Cristo: perseguições individuais por parte de Nero e perseguições para toda a Igreja por parte de seu sucessor, o Imperador Domiciano.
Além destas perseguições, ainda havia o cúmulo de heresias que desentranhava o movimento religioso gnóstico, nascido e propagado fora e dentro da Igreja, procurando corroer a essência mesma do Cristianismo.
Nesta situação, Deus concede ao único sobrevivente dos que conviveram com o Mestre, a missão de ser o pilar básico da sua Igreja naquela hora terrível. E assim o foi. Para aquela hora, e para as gerações futuras também. Com a sua pregação e os seus escritos ficava assegurado o porvir glorioso da Igreja, entrevisto por ele nas suas visões de Patmos e cantado em seguida no Apocalipse.
Completada a sua obra, o santo evangelista morreu quase centenário, sem que nós saibamos a data exata. Foi no fim do primeiro século ou, quando muito, nos princípios do segundo, em tempo de Trajano (98-117 dC).
Três são as obras saídas da sua pena incluídas no cânone do Novo Testamento: o quarto Evangelho, o Apocalipse e as três cartas que têm o seu nome.
São João Evangelista, rogai por nós!
Jesus teve tal predileção por João que este assinalava-se como "o discípulo que Jesus amava". O apóstolo São João foi quem, na Santa Ceia, reclinou a cabeça sobre o peito do Mestre e, foi também a João, que se encontrava ao pé da Cruz ao lado da Virgem Santíssima, que Jesus disse: "Filho, eis aí a tua mãe" e, olhando para Maria disse: "Mulher, eis aí o teu filho". (Jo 19,26s).
Quando Jesus se transfigurou, foi João, juntamente com Pedro e Tiago, que estava lá. João é sempre o homem da elevação espiritual, mas não era fantasioso e delicado, tanto que Jesus chamou a ele e a seu irmão Tiago de Boanerges, que significa "filho do trovão".
João esteve desterrado em Patmos, por ter dado testemunho de Jesus. Deve ter isto acontecido durante a perseguição de Domiciano (81-96 dC). O sucessor deste, o benigno e já quase ancião Nerva (96-98), concedeu anistia geral; em virtude dela pôde João voltar a Éfeso (centro de sua atividade apostólica durante muito tempo, conhecida atualmente como Turquia). Lá o coloca a tradição cristã da primeiríssima hora, cujo valor histórico é irrecusável.
O Apocalipse e as três cartas de João testemunham igualmente que o autor vivia na Ásia e lá gozava de extraordinária autoridade. E não era para menos. Em nenhuma outra parte do mundo, nem sequer em Roma, havia já apóstolos que sobrevivessem. E é de imaginar a veneração que tinham os cristãos dos fins do século I por aquele ancião, que tinha ouvido falar o Senhor Jesus, e O tinha visto com os próprios olhos, e Lhe tinha tocado com as próprias mãos, e O tinha contemplado na sua vida terrena e depois de ressuscitado, e presenciara a sua Ascensão aos céus. Por isso, o valor dos seus ensinamentos e o peso de das suas afirmações não podiam deixar de ser excepcionais e mesmo únicos.
Dele dependem (na sua doutrina, na sua espiritualidade e na suave unção cristocêntrica dos escritos) os Santos Padres daquela primeira geração pós-apostólica que com ele trataram pessoalmente ou se formaram na fé cristã com os que tinham vivido com ele, como S. Pápias de Hierápole, S. Policarpo de Esmirna, Santo Inácio de Antioquia e Santo Ireneu de Lião. E são estas precisamente as fontes donde vêm as melhores informações que a Tradição nos transmitiu acerca desta última etapa da vida do apóstolo.
São João, já como um ancião, depara-se com uma terrível situação para a Igreja, Esposa de Cristo: perseguições individuais por parte de Nero e perseguições para toda a Igreja por parte de seu sucessor, o Imperador Domiciano.
Além destas perseguições, ainda havia o cúmulo de heresias que desentranhava o movimento religioso gnóstico, nascido e propagado fora e dentro da Igreja, procurando corroer a essência mesma do Cristianismo.
Nesta situação, Deus concede ao único sobrevivente dos que conviveram com o Mestre, a missão de ser o pilar básico da sua Igreja naquela hora terrível. E assim o foi. Para aquela hora, e para as gerações futuras também. Com a sua pregação e os seus escritos ficava assegurado o porvir glorioso da Igreja, entrevisto por ele nas suas visões de Patmos e cantado em seguida no Apocalipse.
Completada a sua obra, o santo evangelista morreu quase centenário, sem que nós saibamos a data exata. Foi no fim do primeiro século ou, quando muito, nos princípios do segundo, em tempo de Trajano (98-117 dC).
Três são as obras saídas da sua pena incluídas no cânone do Novo Testamento: o quarto Evangelho, o Apocalipse e as três cartas que têm o seu nome.
São João Evangelista, rogai por nós!
TEMPO DE NATAL : NASCEU PARA NÓS UM SALVADOR
O amor de Deus invisível se faz visível
O que vamos fazer nestes dias do tempo de Natal, já desde a noite em que Jesus nasceu? Voltar os olhos e o coração inteiramente para a figura do Menino envolto nos paninhos que a Mãe trouxe de Nazaré e reclinado sobre as palhas do presépio. Não sentimos desejos de olhar para Ele e Lhe dizer: Meu Senhor e meu Deus!? Porque esse Menino, que vemos na manjedoura, é Deus feito homem, que vem ao nosso encontro para nos salvar. Tanto amou Deus o mundo – dizia Jesus a Nicodemos – que lhe deu Seu Filho único. O Senhor não enviou o Filho ao mundo para condená-Lo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele (Jo 3,16).
Contemplando este mistério da Encarnação do Verbo, estamos no coração da nossa fé cristã. É um mistério que nos dá a certeza de que Deus é amor e nos quer com loucura. Essa é, precisamente, a certeza que fazia o apóstolo São João exclamar: "Deus é amor!" Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado o Seu Filho únicopara que vivamos por Ele (cf. 1 Jo 4,8-9).
Sim, no Natal, o amor de Deus invisível se faz visível. Está aqui, junto de nós, no presépio. São João extasiava-se com essa maravilha da bondade de Deus, que é a vinda do Verbo encarnado, e dizia: 'Ninguém jamais viu a Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou' (Jo 1,18). E, cheio de júbilo por tê-Lo conhecido, por ter convivido com Ele durante três anos e ter experimentado o Seu carinho, exclamava: 'Nós o vimos com os nossos olhos, nós o contemplamos, nós o ouvimos, nós o tocamos com as mãos…!' (cf. 1 Jo 1,1-3) Por experiência própria, podia afirmar: 'Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é Amor' (1 Jo 4,8).
Jesus é Deus feito homem, que nos ama com toda a força do seu amor divino e humano. Seu amor é grande e verdadeiro, tem os dois sinais claros da autenticidade. Primeiro, é uma doação plena. Amor que não se dá não é amor. Mas não é um dar-se qualquer, é uma doação que visa o nosso bem. E aí está o segundo sinal de autenticidade: todo o verdadeiro amor, ao dar-se, quer bem, ou seja, dá-se procurando o bem da pessoa amada.
E qual é o bem, quais são os bens que Jesus nos traz? Todos os bens! A vida verdadeira, a vida eterna! A felicidade que não poderá morrer! Nessa infinita riqueza de bens divinos, podemos distinguir especialmente três grandes tesouros. O tesouro da verdade, que Ele nos ensina; o tesouro do caminho do Céu, que Ele abre e nos mostra; e o tesouro da vida nova dos filhos de Deus, que Ele ganha para nós na cruz.
Tudo isso resumiu-o Jesus numa só frase: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6). Será que captamos a importância dessas palavras? Tentemos arrancar, do fundo delas, a grande luz que encerram, meditando um pouco sobre o seu significado. Jesus nos traz, primeiro, a luz da verdade. Vem-me à cabeça agora o pai de São João Batista, Zacarias – o marido de Santa Isabel –, que profetizou o nascimento de Jesus de uma maneira muito significativa. Dizia que a ternura e a misericórdia do nosso Deus nos vai trazer do alto a visita do Sol nascente, que há de iluminar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz (Lc 1,78-79). Desde antes de nascer, Jesus já é anunciado como o Sol, como a Luz, a Luz da Verdade, que nos guiará para o bem e para a paz, para a paz terrena e eterna.
Isso é o que também diz São João no prólogo do seu Evangelho. Ele era a verdadeira Luz, que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. A luz resplandece nas trevas e estas não a compreenderam (cf. Jo 1,9-11). Que pena se nós não a recebêssemos! Que pena se nós não a compreendêssemos! Porque a verdade que Ele nos traz não é uma verdade qualquer, mas a única verdade-verdadeira, a única verdade que salva: a verdade sobre Deus, sobre o mundo e sobre o homem. Só ela pode dar sentido à nossa vida.
Utilizando-nos de uma comparação do próprio Cristo, podemos dizer que a verdade ensinada por Ele é como a semente na mão do semeador. Pode cair nas pedras ou entre espinhos e morrer; ou pode cair numa boa terra e dar fruto (cf. Mt 13, 4 ss.). Depende de nós. Se procurássemos acolher essa verdade com carinho, seria uma maravilha, seríamos– no empenho por edificar a nosa vida – como o construtor de que Jesus falava: 'Aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha' (Mt 7,24). Nem a chuva, nem o vento, nem as tormentas conseguiriam derrubá-la. Porque essa verdade nos daria – como diz a Bíblia – um amor forte como a morte' (cf. Cânticos 8,6).
Se continuarmos a olhar para Jesus Menino, veremos que Ele nos diz também, como já mencionávamos, "Eu sou o Caminho". Toda a vida d'Ele é exemplo e caminho para nós, é como a sinalização luminosa da estrada que conduz a Deus, o roteiro que devemos seguir para nos realizarmos nesta terra e na eternidade.
É por isso que Jesus diz, muitas vezes: 'Segue-me!'. Compara-nos às ovelhas que Ele, o Bom Pastor, conduz entre brumas e perigos até o pasto que alimenta e o refúgio seguro. Ele é o Bom Pastor que caminha adiante delas, adiante de nós, indicando-nos o caminho; mais: sendo, com o Seu exemplo, Ele próprio o caminho. Acontece que o caminho de Cristo é, essencialmente, o caminho do amor. Caminhai no amor – escrevia São Paulo –, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou (Ef 5,2).
O amor que é caminho é o amor autêntico, com maiúscula, o Amor que vem de Deus (1 Jo 4,7). Não é fumaça cor de rosa, nem é uma teoria ou só uma paixão que arde e se evapora; é um amor vivo, sincero e realista, que se manifesta, no dia a dia, na prática das virtudes que são como o selo de garantia do amor.
Por isso, aquele que ama esforça-se por ser – com a graça de Deus – generoso, compreensivo, dedicado, paciente; e também por ser constante, por ser forte na adversidade, por ser sóbrio e moderado nos prazeres; por ser caridoso, gentil, prestativo; por ser justo, discreto; por dar a Deus cada dia mais amor, e aos irmãos também. Em suma, por levar a sério a prática das virtudes humanas e cristãs.
Nunca percamos de vista: aquele que ama faz, age, não fica só pensando e sentindo. É exatamente isso o que nos diz São João, o grande intérprete do amor de Cristo: "Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade" (1 Jo 3,18). E é claro que isso se aplica tanto ao amor a Deus como ao amor ao próximo. Como diz o mesmo São João: "Temos de Deus este mandamento: quem ama a Deus, ame também a seu irmão" (1 Jo 4,21).
Padre Francisco Faus
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