terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

UM MILHÃO DE AMIGOS

O que você vai fazer com eles?
"Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar…" Quem não conhece essa música do Roberto Carlos? Muito bonitinha mesmo, tem um ritmo alegre, refrão super bonder (basta passar uma vez pela sua cabeça para ficar grudado), mas será que é bom mesmo ter um milhão de amigos? Você teria tempo para todos eles? Conseguiria responder os recados do Twitter, Facebook, e-mail, SMS (mensagem de celular) de um milhão de pessoas? Será que você conseguiria ter intimidade e se sentir livre para revelar seus maiores segredos para um milhão de pessoas? Vamos descobrir se alguém consegue, realmente, ter um milhão de amigos?
Fico me perguntando o que se passa na cabeça de uma pessoa que, ao encontrar alguém que não conhece e, muitas vezes, de quem nem sabe o nome nem jamais ouviu uma só palavra sobre sua história, de repente, começa um diálogo chamando-o de "amiga".
Sabe quando você está perdido e não consegue chegar a determinado lugar, mas encontra alguém e lhe diz: "amigo!"; chama um garçom ou recepcionista e lhe pede: ”Amigo, por favor…"

Amigo? Que história é essa? Você conhece, de verdade, o significado dessa palavra? Talvez existam outras fomas de tratamento mais adequadas para essas pessoas, como senhor (a), você...

A palavra “amigo” é sagrada. João Paulo II disse que “Cristo é o maior amigo e, simultaneamente, o educador de toda a amizade autêntica". Se Ele é um educador, pode nos ensinar como descobrir quem são nossos verdadeiros amigos. Não é difícil descobri-los, basta pegar a Bíblia e abri-la em Jo 15,15b.
Jesus disse: “Eu vos chamo amigos”. Você acha que Ele disse isso para quantas pessoas? Será que o Senhor chamava o balconista da hospedaria de amigo? Ou o beduíno que lhe deu uma informação no meio do deserto? Não. Ele só falou isso para um grupo bem seleto de 12 pessoas, as quais possuíam, pelo menos, quatro características básicas:
1º - Escolha divina: não existia essa história de amizade forçada, pois esta não se inventa, mas é descoberta;
2º - Tempo: só depois de terem passado um bom tempo juntos, Jesus os chama de “amigos”. Essa história de amigo de Orkut, de Facebook ou um "amigo" que conhecemos, hoje, e já é nosso amigo (a) amanhã… não dá, não é bem por aí, não;
3º - Liberdade: os doze não ficaram falando na cabeça de Jesus: “diz que eu sou seu amigo vai, por favor" ou “eu sou seu melhor amigo?". Não se esqueça de que o amor só pode florir no solo regado pela liberdade;
4º - Intimidade: Jesus disse: "Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi do meu Pai". O dom da intimidade (recíproca) é característica básica de amizades autênticas.
Jesus tinha também “amigos íntimos”. Alguns os chamam de melhores amigos, mas talvez não seja esta a melhor forma de se referir a eles, no entanto, é uma forma de diferenciá-los. Sabe quem são? Pedro, Tiago e João. É só observar como Jesus os levava para situações-chave da Sua vida, como a Transfiguração (cf. Mt 17,1-9), o Monte das Oliveiras (cf. Mc 14,33) etc.
O mais interessante é que, mesmo que Jesus tivesse amigos íntimos, amigos, discípulos, o povo etc., Ele amava todos! Não lhe importava o “tipo de relacionamento”. Portanto, se você não é o amigo íntimo de alguém ou não consegue tratar todos os amigos da mesma maneira, fique tranquilo, porque isso é normal, chama-se “ser humano”; ser diferente disso que é o problema, pois se chama: “falsidade”. “Eu quero ter um milhão de amigos…” Você quer?
No fim das contas, o que vai valer mesmo não é quantidade de amigos que você tem ou acha que tem, mas se você vai fazer com os amigos que Deus lhe concedeu o mesmo que Jesus fez com os d'Ele: “Eu os amei até o fim (Jo 13,1)”.
Padre Sóstenes Vieira

QUEM PROCLAMA O GRANDE AMÉM ?


O Ordenamento Geral do Missal Romano (OGRM) é muito claro. Em seu nº 151, ele afirma: "No fim da oração eucarística, elevando a patena com a hóstia juntamente com o cálice, o sacerdote pronuncia, sozinho, a doxologia: Por Cristo... As pessoas, no final, aclamam: Amém. Em seguida, o sacerdote coloca sobre o corporal a patena e o cálice".

O sacerdote pronuncia ou canta esta oração sozinho (ou em conjunto com outros sacerdotes concelebrantes), porque ela faz parte da oração eucarística, que sempre foi reservada exclusivamente ao sacerdote.

A assembleia dá o seu assentimento às palavras do sacerdote dizendo ou cantando o amém, que também é conhecido como “o grande amém", por ser o mais importante da missa. Este amém é considerado a conclusão definitiva da oração eucarística, e a sua doxologia (do grego δόξα, louvor, ou seja, hino ou oração de louvor) é simbolizada pelo fato de o sacerdote abaixar o cálice e a patena apenas quando as pessoas concluíram o amém. Em muitas celebrações papais, a importância deste amém é destacada pelas três vezes em que ele é cantado de forma solene.

Não é, portanto, um momento de intimidade, mas, ao contrário, um momento público de louvor realizado por toda a assembleia.

É verdade que o atual rito da missa inclui a proclamação do mistério da fé por parte da assembleia depois da consagração, mas, estritamente falando, ela não faz parte da oração eucarística. Ela é omitida quando o sacerdote celebra sozinho ou concelebra em ausência de ministros ou de assembleia. Portanto, não equivale ao amém final.

A prática da assembleia que se une à doxologia é encontrada em vários lugares, às vezes porque um sacerdote pode ter erroneamente convidado a assembleia a fazê-lo. Mais frequentemente, porém, é um provável resultado da introdução da língua vernácula, que levou as pessoas a repetirem espontaneamente esse texto rítmico. Como não foi corrigido na época, tornou-se um hábito já difícil de eliminar.

Como dizer isto ao seu pároco? Eu proponho que você lhe recorde, muito gentilmente, as normas a respeito, sugerindo, ao mesmo tempo, uma alternativa para destacar a importância desses momentos litúrgicos. Uma possibilidade é lhe pedir que cante a doxologia, para que a resposta do povo também seja cantada. Outra possibilidade para tornar este amém mais solene é repeti-lo três vezes em crescendo, como nas celebrações pontifícias. Desta forma, ele também serve como “gancho” musical para o pai-nosso.

Esta solução, junto com uma catequese adequada, pode ajudar a mudar o costume enraizado em muitos lugares onde o povo se une à doxologia. É necessário retornar à fidelidade às normas litúrgicas, evitando dar a impressão, porém, de que se queira reduzir a ação dos fiéis.

Aqui, como na ética, a maneira mais eficaz de combater um hábito errôneo não é tanto a repressão do vício, mas a formação da virtude oposta.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014


REVESTI-VOS DO HOMEM NOVO

É preciso uma atitude nova, decisão e determinação nos caminhos do Senhor. A vida de combate exige de você uma nova postura com a intimidade com o Senhor e a rejeição ao mal. 

Se até agora as pessoas olhavam para você e viam a sua beleza humana, sua capacidade e virtudes, a partir deste momento é preciso que elas vejam em você a potência divina. Se as pessoas olhavam para você e viam apenas uma mulher competente, uma pessoa honesta, é preciso que elas vejam agora a força de Deus em você. É preciso que elas digam: “Lá vai uma pessoa cheia do Espírito Santo”. Isso significa que você vai fazer guerra contra o "homem velho" em seu interior. O corpo gosta do pecado, mas a alma quer a cruz, ela almeja o sacrifício. Aqui se encontra a virtude dos grandes santos e santas de Deus, pois eles se deixaram conduzir pela natureza divina a ponto de, no sofrimento, encontrar a vontade divina, e na perda encontrar a conquista. 

Deus nos dá, nesta manhã, alguns caminhos para vencermos o mal e sermos cheios do Espírito Santo.

1º Crer no Evangelho: é preciso crer na Palavra de Deus. O Papa João Paulo II, na Exortação Apostólica Novo "Millenio Ineunte", nº 59, disse: “Os Evangelhos não são sínteses, normas, preceitos ou regras para mudar a humanidade. O Evangelho é uma Pessoa: Jesus Cristo”

Eu preciso crer em Jesus Cristo. É impossível viver o "homem novo" sem crer em Jesus e ter intimidade com Ele. 

2º Ide e evangelizai: não basta crer em Jesus Cristo, é preciso se colocar a serviço. Paulo VI diz na "Evangelii Nuntiandi": “A Igreja existe para evangelizar”. A minha casa e a minha família existem para evangelizar. A Igreja sem esta ordem “ide” não tem sentido; sem cumprir este mandato ela será assolada pelo mal. 

O mandato de evangelizar não é para os outros; nos ocupar com as coisas de Deus não é para as outras pessoas, é para mim, é para você, para nós! A Palavra de Deus só chegou até nós porque outras pessoas perseveraram nesta certeza. 

3º Estar com Deus: precisamos estar na intimidade da Palavra do Pai, para que o mal se dobre sob o poder de Deus. Nós precisamos estar com Deus para saber distinguir a Sua voz da voz do maligno. O próprio Jesus disse: “Eu estarei convosco todos os dias”. Se Deus está conosco, por que não estaríamos nós com Ele!? Nossa batalha não é contra homens de carne, mas contra o demônio, por isso temos que estar com Deus.
4º Deus nos deu as 'ferramentas do Espírito': Ninguém pode vencer um eleito de Deus. Não se pode prender o Espírito Santo. Deus colocou a seu dispor os dons do Espírito Santo para que você leve a Palavra de Deus a todos os cantos. 

5º Alimentar o povo de Deus: Existe um povo que está sedento de Deus. O mundo está mergulhado na cultura da morte, no relativismo, no subjetivismo, no paganismo, e em meio a tudo isso, existe um povo que Deus quer salvar e alimentar. Deus conta com você para levar, na potência do Seu Espírito Santo, a Sua presença para este povo. 

6º Apegar-se a Nossa Senhora: Na virada no Novo Milênio, enquanto todo o mundo dizia que se instaurava uma nova era, a “Era de Aquário”, o Papa João Paulo II consagrou o Terceiro Milênio a Nossa Senhora, dizendo que, com ela, se inaugurava a era da nova evangelização, da qual Maria é a “Estrela da nova evangelização”. Ninguém teve maior intimidade com o Espírito Santo de Deus do que a Santíssima Virgem Maria. Então não fique aí sofrendo, apegue-se a Nossa Senhora e encurte o caminho. 

7° Promover a paz: Você não pode mais matar, não pode mais destruir, tem que morrer [para o pecado e para si mesmo] para que outros tenham vida. Os primeiros cristãos tinham alegria de dar a vida pelo Reino de Deus e eram construtores da paz. Morrendo eles davam vida a outros. Mas deixe-me lhe dizer uma coisa: só pode dar a vida quem está cheio do Espírito Santo.
Ironi Spuldaro 
Membro do Conselho Nacional da RCC/Brasil

A PAZ ESTEJA NESTA CASA E COM TODOS QUE NELA ENTRAR !

Nós vos adoramos, Santíssimo Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as vossas Igrejas que estão no mundo inteiro, e vos bendizemos, porque pela pela vossa Santa Cruz remistes o mundo. Ó sagrado banquete, de que somos os convivas, no qual recebemos o Cristo em Comunhão, nele se recorda a sua paixão, nosso coração se enche de graça, e nos é dado o penhor da glória que há de vir.
Do céu lhes destes o pão (TP. Aleluia)
Que contém em si todo o sabor. (TP. Aleluia)
Senhor Jesus Cristo, neste admirável Sacramento, nos deixastes o memorial da vossa Paixão. Dai-nos venerar com tão grande amor o mistério do vosso corpo e do vosso sangue, que possamos colher continuamente os frutos da vossa redenção. Vós que reinais com o Pai na unidade do Espírito Santo.
Amém!

MINISTROS ESTRAORDINÁRIOS DA COMUNHÃO

Quem são os ministros extraordinários da Comunhão Eucarística (MECEs)?

Em sentido estrito, os ministros extraordinários da Comunhão Eucarística (MECEs) são fiéis, quer leigos quer religiosos, que, depois de devida instrução, são instituídos pelo Bispo através de um mandato para auxiliar o sacerdote a distribuir a Sagrada Comunhão, quando necessário, e nas condições impostas pela lei litúrgica. Não devem estar no presbitério junto com o sacerdote, pois não são concelebrantes nem têm a função de ajudar como acólitos ou servos, subindo ao altar somente se for preciso e na hora de distribuir a Comunhão, i.e., depois dos ministros comungarem.

O termo, utilizado em seu sentido lato, aponta para todos os que não podem, ordinariamente, distribuir a Eucaristia, mas o fazem pelas necessidades, e observando as leis litúrgicas: acólitos, servos, MECEs, demais fiéis leigos ou religiosos (ministros ocasionais da Comunhão Eucarística).

“... nas celebrações litúrgicas, cada qual, ministro ou fiel, ao desempenhar a sua função, faça tudo e só aquilo que, pela natureza da coisa ou pelas normas litúrgicas lhe compete.” (Concílio Ecumênico Vaticano II, Constituição Sacrosanctum Concilium, 28)

domingo, 9 de fevereiro de 2014

DESABAFO SANTA FAUSTINA



"Meu Jesus, como estes homens falam tão pouco de Vós. Falam de tudo, menos de Vós, Jesus. E, quando falam pouco, com certeza nem pensam; falam do mundo todo, mas a respeito de Vós, Criador, calam-se. Fico triste, Jesus, ao ver essa grande indiferença e ingratidão das criaturas. Ó meu Jesus, desejo amar-Vos por eles e desagravar-Vos com meu amor." (Diário, 804)