sábado, 30 de junho de 2012
A CURA É INICIATIVA DIVINA
A cura é uma iniciativa divina, mas reservada àqueles que tem fé, assim como Jesus fez, quando restituiu a mão seca do homem, mesmo sem que ele tenha pedido qualquer tipo de intervenção.
A ação do Senhor é sempre uma graça em nossa vida, mas para recebê-la é necessário que a mereçamos. Mesmo indo contra as leis daquele tempo, a qual não permita que o homem exercesse qualquer tipo de trabalho nos dias de sábado, Jesus realiza curas e ensina na sinagoga.
Em outras oportunidades, assim como no caso da mulher que era atormentada há 18 anos por demônios, Jesus também realizou cura no dia de sábado e escandalizou muitos homens presentes nas sinagogas. Mesmo diante da reprovação, Ele era firme ao dizer que não havia dia em que o Senhor não pudesse realizar suas obras na vida de seus filhos.
Diante desses dois exemplos de cura, nós começamos a olhar para dentro de nossas próprias vidas. O que será que está seco em sua vida hoje? Ou o que o deixa encurvado, impedindo-o sequer de olhar para o céu e louvar a Deus?
Quantos filhos, que não tiveram o amor de um pai ou de uma mãe, são secos diante dos irmãos? Talvez o seio da sua família esteja seco, sem vida. E tudo isso porque você não permite que Deus entre no seu lar para restaurar todo mal que lá se instalou.
Da mesma forma que Jesus chamou o homem para o centro da sinagoga, Ele chama você e sua família para o centro da Igreja, porque não há lugar melhor para encontrarmos cura e libertação do que na casa do Nosso Senhor.
Toda vez que eu olho para Jesus na Eucaristia, eu fico maravilhado com a simplicidade com que Ele se apresenta a nós e, ao mesmo tempo, com a grandiosidade que tudo isso representa.
O amor de Jesus transborda por todos os seus filhos, a ponto de realizar cura mesmo naqueles que querem o Seu mal. Assim, quando reconstituiu a orelha de Malco, servo do sumo sacerdote que teve a orelha cortada por um de seus discípulos. Aquele homem estava no lugar errado, andando com as pessoas erradas e não tinha amor nenhum por Jesus. Mas, mesmo assim, o Senhor tomou a iniciativa de realizar a cura para aquele homem.
E você, será que não está distante do Senhor, caminhando com aqueles que não buscam e não tem amor por Deus?
A ação do Senhor é sempre uma graça em nossa vida, mas para recebê-la é necessário que a mereçamos. Mesmo indo contra as leis daquele tempo, a qual não permita que o homem exercesse qualquer tipo de trabalho nos dias de sábado, Jesus realiza curas e ensina na sinagoga.
Em outras oportunidades, assim como no caso da mulher que era atormentada há 18 anos por demônios, Jesus também realizou cura no dia de sábado e escandalizou muitos homens presentes nas sinagogas. Mesmo diante da reprovação, Ele era firme ao dizer que não havia dia em que o Senhor não pudesse realizar suas obras na vida de seus filhos.
Diante desses dois exemplos de cura, nós começamos a olhar para dentro de nossas próprias vidas. O que será que está seco em sua vida hoje? Ou o que o deixa encurvado, impedindo-o sequer de olhar para o céu e louvar a Deus?
Quantos filhos, que não tiveram o amor de um pai ou de uma mãe, são secos diante dos irmãos? Talvez o seio da sua família esteja seco, sem vida. E tudo isso porque você não permite que Deus entre no seu lar para restaurar todo mal que lá se instalou.
Da mesma forma que Jesus chamou o homem para o centro da sinagoga, Ele chama você e sua família para o centro da Igreja, porque não há lugar melhor para encontrarmos cura e libertação do que na casa do Nosso Senhor.
Toda vez que eu olho para Jesus na Eucaristia, eu fico maravilhado com a simplicidade com que Ele se apresenta a nós e, ao mesmo tempo, com a grandiosidade que tudo isso representa.
O amor de Jesus transborda por todos os seus filhos, a ponto de realizar cura mesmo naqueles que querem o Seu mal. Assim, quando reconstituiu a orelha de Malco, servo do sumo sacerdote que teve a orelha cortada por um de seus discípulos. Aquele homem estava no lugar errado, andando com as pessoas erradas e não tinha amor nenhum por Jesus. Mas, mesmo assim, o Senhor tomou a iniciativa de realizar a cura para aquele homem.
E você, será que não está distante do Senhor, caminhando com aqueles que não buscam e não tem amor por Deus?
Quando os milagres acontecem, mais do que cura física, Deus tem a intenção de trazer dignidade para nossas vidas. Ele não permite que fiquemos marcados por um erro do passado. E é nosso dever perdoar também aqueles que erraram contra nós, sem que a mágoa e a raiva habitem nossos relacionamentos.
Deixe Jesus restaurar o que foi decepado, permita que Ele traga vida para o seu coração seco e endireite tudo que foi curvado pelo pecado.
O Cristianismo é a religião da doçura. Mesmo quando os cristãos eram mortos, morriam abençoando seus assassinos, sem jamais deixar de exercitar a misericórdia de Deus.
Peça a Ele a graça de não ser marcado pelo passado, para que, assim, você não fique preso aos erros que cometeu e aos que foram cometidos contra você. Não é uma orelha nova que Jesus quer lhe dar, mas sim um novo coração, capaz de amar o próximo e viver a misericórdia.
Deixe Jesus restaurar o que foi decepado, permita que Ele traga vida para o seu coração seco e endireite tudo que foi curvado pelo pecado.
O Cristianismo é a religião da doçura. Mesmo quando os cristãos eram mortos, morriam abençoando seus assassinos, sem jamais deixar de exercitar a misericórdia de Deus.
Peça a Ele a graça de não ser marcado pelo passado, para que, assim, você não fique preso aos erros que cometeu e aos que foram cometidos contra você. Não é uma orelha nova que Jesus quer lhe dar, mas sim um novo coração, capaz de amar o próximo e viver a misericórdia.
Deixe Jesus restaurar sua confiança, pois Ele já venceu tudo por você e agora só precisa da sua compreensão. Faça disso sua meta de vida, alcance a herança que Deus reservou para você.
Roberto Tannus
PRECISAMOS DO OLHAR DE DEUS PARA VIVER
Com muita confiança, hoje, podemos rezar com o salmista: “Sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos. Quando ando e quando repouso, vós me vedes, observais todos os meus passos” (Sl 138,1-3).Um dos conselhos que Jesus nos dá é: “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus” (Mt 6,1).Senhor, dê-nos a graça de caminharmos sempre e em todo momento sob o Seu olhar.Obrigada!Jesus, eu confio em Vós!Luzia Santiago
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia SantiagoCOMO CONHECER DEUS ?
A religião natural
"Diz o insensato em seu próprio coração: Não há Deus" (Sl 13,1). A Sagrada Escritura não chama de infiéis os que negam a existência do Senhor, mas de insensatos, ou seja, pessoas sem senso, que não raciocinam. Isso significa algo muito importante: o não reconhecimento da presença de Deus não é um problema de falta de fé, mas de raciocínio. Efetivamente, para reconhecer a existência d'Ele não é preciso ter fé, basta pensar direito, fazer uso correto da própria inteligência.
Na verdade, a própria fé, de certa forma, pressupõe esse conhecimento sobre Deus, o qual obtemos apenas com as luzes de nossa razão. Como nos referimos em nosso artigo anterior e conforme consta dos parágrafos 142 e 143 do Catecismo da Igreja Católica (CIC), "fé é a resposta do homem ao Deus que se revela". Ter fé é confiar na palavra de alguém e aceitá-la como verdadeira. A fé é divina quando esse Alguém em quem confiamos é o próprio Pai do céu. Ora, aceitar a Palavra revelada pelo Senhor pressupõe que reconhecemos, previamente, a existência de um Deus que pode se revelar. Ou seja, o conhecimento sobrenatural da revelação pressupõe uma compreensão natural do Senhor.
Como alcançamos esta ciência? Em primeiro lugar, a realidade divina é uma verdade que pertence ao bom senso da humanidade. Cícero, filósofo romano, dizia que "não há povo tão bruto, bárbaro ou selvagem que não tenha a ideia da existência de Deus, ainda que se engane sobre a Sua natureza". Este é um traço que, radicalmente, nos separa dos animais irracionais, pois, fora de nossa espécie, não há registro de nenhum traço de veneração religiosa. Em compensação, jamais se observou sociedade humana que não tivesse alguma ideia de religião ou de divindade. Entre os seres que vivem sobre a Terra, só o homem presta culto a Deus; e sempre onde se encontrou o homem, aí também se encontrou a religião.
O argumento é persuasivo, porém nada prova definitivamente. Ainda que toda a humanidade concordasse com a existência do Senhor, todos poderiam estar enganados. Entretanto, é possível, verdadeiramente, a partir das realidades à nossa volta, demonstrar a existência d'Ele com a mais absoluta certeza de que a razão humana é capaz.
Como nos ensina o apóstolo dos gentios na Carta aos Romanos: "O que se pode conhecer de Deus é-lhes manifesto, pois Deus lho manifestou. De fato, as coisas invisíveis d’Ele, depois da criação do mundo, compreendendo-se pelas coisas feitas, tornaram-se visíveis, e assim o seu poder eterno e a sua divindade» (Rm 1,19-20).
Como nos ensina o apóstolo dos gentios na Carta aos Romanos: "O que se pode conhecer de Deus é-lhes manifesto, pois Deus lho manifestou. De fato, as coisas invisíveis d’Ele, depois da criação do mundo, compreendendo-se pelas coisas feitas, tornaram-se visíveis, e assim o seu poder eterno e a sua divindade» (Rm 1,19-20).
Efetivamente, a existência de Deus foi demonstrada pelo filósofo grego Aristóteles, que viveu no século IV antes de Cristo. Na Idade Média, a demonstração aristotélica foi desdobrada em cinco vias por Santo Tomás de Aquino e, até hoje, não foi refutada, porque, para tanto, seria preciso negar ou a própria existência do mundo ou os primeiros princípios do ser. Entretanto, tais provas são difíceis e reclamam, para a sua perfeita compreensão, um profundo conhecimento do conjunto da filosofia aristotélico-tomista.
Isso mostra a importância de se estudar a filosofia de Aristóteles e Santo Tomás de Aquino. O decreto Optatam Totius, do Concílio Vaticano II, por exemplo, determina que, na formação sacerdotal, as disciplinas filosóficas sejam ensinadas segundo "um patrimônio filosófico perenemente válido" (n. 15), em que se inclui, essencialmente, a filosofia aristotélico-tomista. Trata-se de uma filosofia perene, que começa com os primeiros filósofos gregos, desenvolve-se com Sócrates e Platão, é sistematizada e aperfeiçoada por Aristóteles, recebe contribuições dos estóicos e é continuada por Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino, representando uma conquista definitiva da humanidade e um patrimônio intelectual de valor permanente, inclusive para os homens de hoje.
Essa filosofia perene nos proporciona os princípios que nos habilitam não somente a demonstrar com certeza a existência divina, mas também outras verdades fundamentais para a vida religiosa, como a imortalidade da alma e a existência de uma lei moral que define o certo e o errado no comportamento humano.
Essa filosofia perene nos proporciona os princípios que nos habilitam não somente a demonstrar com certeza a existência divina, mas também outras verdades fundamentais para a vida religiosa, como a imortalidade da alma e a existência de uma lei moral que define o certo e o errado no comportamento humano.
Tal a importância do estudo da filosofia, que o grande Papa Leão XIII publicou uma encíclica, a Aeterni Patris, apenas para estimular esses estudos, especialmente a respeito da filosofia de Santo Tomás. Neste documento, o Pontífice diz: "Sabe-se que entre os chefes das facções heréticas não faltaram os que confessaram publicamente que, uma vez afastada a doutrina de Tomás de Aquino, eles poderiam facilmente enfrentar e vencer todos os doutores católicos e aniquilar a Igreja. Sem dúvida, esperança vã, mas não vão testemunho" (n. 46).
Portanto, existe uma religião natural, que é constituída das verdades e deveres religiosos demonstrados à luz natural da razão humana pela reta filosofia. É por isso que a formação de um padre prevê o estudo da filosofia antes da teologia. A filosofia fornece aquele conhecimento natural de Deus que constitui o que os teólogos chamam de “os preâmbulos da fé”. O Catolicismo é uma religião revelada (sobrenatural) assentada sobre uma religião demonstrável (natural)
Rodrigo R. Pedroso
sexta-feira, 29 de junho de 2012
SÃO PEDRO E SÃO PAULO
Hoje a Igreja do mundo inteiro celebra a santidade de vida de São Pedro e São Paulo apóstolos. Estes santos são considerados "os cabeças dos apóstolos" por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.
Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro. Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo.
Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.
Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada "aos pés de Gamaliel", um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.
Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério. Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação.
Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o "Apóstolo dos gentios".
São Pedro e São Paulo, rogai por nós!
Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro. Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo.
Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.
Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada "aos pés de Gamaliel", um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.
Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério. Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação.
Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o "Apóstolo dos gentios".
São Pedro e São Paulo, rogai por nós!
POR QUE SER BATIZADO ENQUANTO CRIANÇA ?

'Desde cedo devemos desejar que toda a riqueza da graça e das bênçãos divinas habitem na vida de cada filho ou filha', destacou padre Sérgio
Livrar o ser humano do pecado original e torná-lo imerso no nome de Deus. Na fé católica, essas duas etapas tão importantes são concretizadas com o sacramento do Batismo, que comumente é realizado logo nos primeiros meses de vida. Muitas pessoas, porém, ainda se perguntam se o mais certo não seria o batismo na fase adulta, uma vez que assim haveria liberdade de escolha.
Na abertura da Conferência Pastoral Eclesial da Diocese de Roma, na Itália, deste ano, o Papa Bento XVI falou sobre a importância do Batismo e o reafirmou enquanto uma necessidade para o ser humano. Ele enfatizou que ser batizado não é uma escolha como outra qualquer, da mesma forma que o administrador da Diocese de Tubarão (SC), padre Sérgio Jeremias de Souza, esclareceu algumas das reflexões do Papa sobre o sacramento. Em relação à liberdade de escolha, o padre recordou que Deus não fere a liberdade do ser humano, muito pelo contrário. “Ele a alarga (a liberdade) e dá a verdadeira dimensão de vida plena. Ele não nos tira nada, mas nos dá tudo, sobretudo a participação em seu ser divino”.
O padre destacou ainda que os pais sempre querem o melhor para seus filhos, daí o batismo acontecer logo na vida da criança. “Se Deus é algo bom para a minha vida de pai e de mãe, aquilo que é um bem para mim eu o quero também para meus filhos. E não há duvidas: o melhor é Deus, sempre”.
Na abertura da Conferência Pastoral Eclesial da Diocese de Roma, na Itália, deste ano, o Papa Bento XVI falou sobre a importância do Batismo e o reafirmou enquanto uma necessidade para o ser humano. Ele enfatizou que ser batizado não é uma escolha como outra qualquer, da mesma forma que o administrador da Diocese de Tubarão (SC), padre Sérgio Jeremias de Souza, esclareceu algumas das reflexões do Papa sobre o sacramento. Em relação à liberdade de escolha, o padre recordou que Deus não fere a liberdade do ser humano, muito pelo contrário. “Ele a alarga (a liberdade) e dá a verdadeira dimensão de vida plena. Ele não nos tira nada, mas nos dá tudo, sobretudo a participação em seu ser divino”.
O padre destacou ainda que os pais sempre querem o melhor para seus filhos, daí o batismo acontecer logo na vida da criança. “Se Deus é algo bom para a minha vida de pai e de mãe, aquilo que é um bem para mim eu o quero também para meus filhos. E não há duvidas: o melhor é Deus, sempre”.
A ORAÇÃO DE UM APENAS
(…) a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5:16).
A oração é a maior declaração de fé do homem para DEUS. Também é o canal de comunicação pelo qual o homem conversa com o seu Criador. Quem ora é porque acredita que o SENHOR é todo poderoso para fazer qualquer coisa que esteja no centro da Sua vontade. O apóstolo João certa vez nos declarou: “E esta é a confiança que temos nEle, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que Lhe fizemos” (1 João 5:14-15).
Quando direcionamos a nossa oração intercessória em favor de alguém, declaramos algumas coisas muito importantes: 1) que amamos essa pessoa com o mesmo amor com que CRISTO nos amou primeiro; 2) que a vida dela, por mais errada que esteja, tem solução; por isso não desistimos; 3) que lançamos o antídoto, repreendendo todo o mal e profetizamos a liberdade dessa alma em CRISTO JESUS.
Antes de mostrar um grande exemplo bíblico do poder da oração, lembro-me que, recentemente, estava assistindo ao DVD do irmão Lázaro, intitulado “Sentimento Novo”, em São Paulo, na residência do irmão Flávio Abbenante. Uma das canções nos comoveu bastante. Trata-se do louvor “Mesmo Assim Te louvarei”, onde Lázaro divide a adoração com o deficiente, irmão Jônathas. Em dado momento da canção, Jônathas agradece a sua mãe por nunca ter desistido dele, apesar da deficiência que possuía. E lembra que, pelas mãos de outra mãe, poderia ter sido arremessado de um prédio, jogado em algum depósito de lixo, abandonado em alguma praça, ou mesmo sido abortado. Quantas mães optam por um desses caminhos todos os dias? Quantas vidas mortas entregam outras vidas à morte? Muitas opções, muitos motivos, a mãe de Jônathas certamente dispunha para fazer algo triste em relação a um filho que, aos olhos humanos, poderia não ter valor algum. Mas o amor dela foi maior que as adversidades. Assim, ela decidiu acreditar, decidiu investir, orar, dizer a DEUS que a vida do seu filho poderia ter um destino maravilhoso, glorioso. Porque uma vida não desistiu dele, Jônathas estava ali naquele DVD, mesmo com muita dificuldade, louvando e adorando o Santo Nome do SENHOR. A mãe daquele garoto é o testemunho de que não devemos nunca deixar de orar pela vida de quem o mundo acredita não ter mais solução, ainda que as circunstâncias pareçam muito difíceis ou até mesmo impossíveis aos nossos olhos. A ORAÇÃO DE UM JUSTO APENAS É PODEROSA E EFICAZ.
A Bíblia nos apresenta relatos interessantes de pessoas que oraram, que não desistiram da vida de outras, por isso, fizeram toda a diferença no mundo espiritual. O exemplo que escolhi para relatar nesse estudo envolve a família do patriarca Abrão. Quando DEUS decide encaminhar Abrão para uma terra de promessas, Ló, seu sobrinho, foi um dos que lhe seguiram. Por conta das riquezas que um e outro possuíam, em determinado momento, tiveram que se separar e seguir cada um por um caminho contrário. “Habitou Abrão na terra de Canaã e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma” (Gênesis 13:12). Ló então escolhe por residir, segundo os seus olhos de cobiça, em Sodoma. A escolha foi a mais infeliz que um homem poderia tomar: “Ora, eram maus os homens de Sodoma, e grandes pecadores contra o Senhor” (Gênesis 13:13). Toda e qualquer separação representa um perigo para uma das partes, pois separar-se significa sair do estado, da condição, que DEUS os colocou. Paulo, em uma das cartas, escreveu: “E assim cada um ande como Deus lhe repartiu, cada um como o Senhor o chamou. É o que ordeno em todas as igrejas. (…) Irmãos, cada um fique diante de Deus no estado em que foi chamado” (1 Coríntios 7:17 e 24). Quem opta por permanecer em uma situação diferente daquela que DEUS uniu e abençoou, está fora da comunhão com DEUS e, consequentemente, com a vida em risco. A vida e a família de Ló passaram a sofrer as consequências da infeliz decisão dele. Quatro nações se levantaram em guerra contra Sodoma com a finalidade de sitiá-la e roubar todas as suas riquezas. Foram elas: Sinar, Elasar, Elão e Goim. O resultado da guerra foi esse: “E o vale de Sidim estava cheio de poços de betume; e fugiram os reis de Sodoma e de Gomorra, e caíram ali, e os restantes fugiram para um monte. E tomaram todos os bens de Sodoma e de Gomorra, e todo o seu mantimento e foram-se” (Gênesis 14:10-11). Está aqui o resultado de quem se rebela contra DEUS, de quem sai da posição que o SENHOR determinou. Tem a vida assolada, a paz saqueada pelos inimigos, os bens roubados e o fim mais triste possível. Nessa hora, com muita piedade do seu sobrinho e do seu irmão, pai de Ló, Abrão“(…) armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã. E dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus criados, e os feriu, e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco. E tornou a trazer todos os seus bens, e tornou também a trazer a Ló, seu irmão, e os seus bens, e também as mulheres e o povo” (Gênesis 14:14-16).
Abrão, apesar da péssima escolha do seu sobrinho, não desistiu da vida dele nem de toda a família. Revestiu-se das armas de batalha e conseguiu reverter a situação que era desfavorável. O apóstolo Paulo nos ensina com quais armas devemos guerrear contra os nossos inimigos invisíveis que se levantam contra nós e contra a nossa família: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estais, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomais também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (Efésios 6:11-18) (grifo meu). Muitas vezes nos encontramos em meio a uma grande batalha e desejamos vencê-la com nossos próprios recursos humanos. Isso é um erro. Precisamos estar revestidos, sim, de armas espirituais (fé, oração, jejum, perseverança, Espírito Santo, Palavra de Deus), para nunca desistirmos do outro; orando sem cessar, andando em santidade, para que possamos obter a vitória, a restituição daquilo que nos foi roubado pelo inimigo.
Por ter lutado corretamente, Abrão teve vitória. E o sacerdote, Melquisedeque, do Senhor o abençoou, dizendo: “Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra. E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gênesis 14:19-20). Abrão então é honrado por DEUS, que lhe estabelece uma aliança fiel, e passa a ser chamado de Abraão, que significa Pai de muitas nações. Mas Ló, seu sobrinho, mesmo tendo enfrentado grande guerra, preferiu continuar em Sodoma, no meio de um povo que cometia coisas abomináveis ao SENHOR DEUS. Os pecados, as perversões sexuais, o homossexualismo, o adultério, a fornicação, tudo chegou diante de DEUS, que decidiu destruir toda a cidade. Sabendo disso, Abraão não teve outro recurso, senão orar a DEUS pela vida de Ló e de toda a família. Abraão era um incansável combatente pela vida de um homem que definitivamente não queria agradar a DEUS. Abraão chega a tentar convencer DEUS de que Este deveria salvar a vida dos seus familiares da destruição de Sodoma. E fez isso em oração. Convido o amado leitor a ler a oração intercessória de Abraão a DEUS por toda a sua família, que está transcrita em Gênesis 18:23-33. Não deixe de ler.
Porém, DEUS havia decidido destruir as cidades de Sodoma e Gomorra, porque os seus pecados atingiram a paciência do SENHOR na prática de coisas terríveis. DEUS deu várias oportunidades para toda aquela população se converter, mas ela preferiu não dar ouvidos à voz do SENHOR. Entretanto, uma família apenas haveria de ser salva. Uma família salva porque um justo, com o qual DEUS havia constituído uma aliança de fidelidade, não cessou de orar por ela. A ORAÇÃO DE UM JUSTO É PODEROSA E EFICAZ.
DEUS então envia anjos para preparar a fuga de Ló e de toda a família da destruição das cidades, que seria destruída com muito fogo e enxofre. E eles deram uma ordem a todos os familiares de Ló: “(…) Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares em toda a campina; escapa lá para o monte, para que não pereças” (Gênesis 19:17) (grifo meu). Quando DEUS nos dá uma oportunidade de vivermos, de recomeçarmos, ELE também nos diz: “NÃO OLHEM MAIS PARA TRÁS”. Ou seja, o passado ficou para trás, os pecados foram perdoados. É hora de recomeçarmos uma nova história com a mesma família que DEUS uniu e abençoou. Quantos, infelizmente, depois de terem a família restaurada e salva por DEUS, insistem em ressuscitar as coisas velhas, passadas e desgastadas? Por isso, muitos casamentos se tornam estátuas de sal, como ocorreu com a mulher de Ló, que desobedeceu a ordem do anjo, olhando para trás.
Com exceção dessa mulher, toda a família de Ló foi salva da destruição. E a Bíblia apresenta a razão: “E aconteceu que, destruindo Deus as cidades da campina, lembrou-se Deus de Abraão, e tirou a Ló do meio da destruição, derrubando aquelas cidades em que Ló habitara” (Gênesis 19:29) (grifo meu). DEUS se lembrou da súplica do justo, PORQUE A ORAÇÃO DE UM JUSTO APENAS É PODEROSA E EFICAZ.
Fernando César
ARRANCADAS DAS TREVAS
“Ele nos arrancou do poder das trevas” (Colessenses 1,12).
Esse termo “arrancou” nos mostra a força da salvação de Deus, que nos possuiu por meio de seu Filho Jesus. Existe também uma outra passagem.
Esse termo “arrancou” nos mostra a força da salvação de Deus, que nos possuiu por meio de seu Filho Jesus. Existe também uma outra passagem.
do Evangelho de São Lucas, a qual nos mostra essa misericórdia salvadora de Deus: "Graças ao coração misericordioso de nosso Deus, que envia o sol nascente do alto para nos visitar, para iluminar os que estão nas trevas, na sombra da morte, e dirigir nossos passos no caminho da paz” (Lc 1,78-79).
Eu não sei em que trevas você andou. Pode até ser que, neste momento, você esteja nas sombras da morte. O grande anúncio é que a misericórdia de Deus está envolvendo você há muito tempo, mas você não havia percebido ainda a ação da Misericórdia Divina. O Senhor o está envolvendo com Sua presença, porque você é filho d'Ele, é filho do céu e para o céu é que você foi criado.
Hoje, Deus quer dar um fim às trevas que você está vivendo. Ele está arrancando você do poder das trevas e o transladando para o Reino de Seu Filho muito amado.
Como o Bom Samaritano, Jesus, hoje, está se debruçando sobre você para limpar suas feridas. E apenas uma coisa é necessária: sua vontade e decisão. Cristo pode estar até mesmo com o "frasco de azeite" para derramar sobre suas feridas e, na outra mão, com a vasilha do "vinho" para derramar o Espírito Santo, o Seu Sangue sobre você. Mas Ele não faz isso sem a sua aceitação, porque o ladrão, que é o maligno, faz do jeito que quer. Jesus, ao contrário, é o Pastor. Ele quer que tudo se passe na sua liberdade.
Hoje é o dia de você usar da sua liberdade e se jogar nos braços de Jesus. Se você estiver de tal maneira caído no chão, como aquele homem do caminho, machucado e ferido, levante seus braços. Mas se você não conseguir levantá-los, diga com suas palavras. Se você não conseguir dizer com as palavras, diga com o seu olhar: "Senhor, misericórdia
Padre Jonas Abib
Como o Bom Samaritano, Jesus, hoje, está se debruçando sobre você para limpar suas feridas. E apenas uma coisa é necessária: sua vontade e decisão. Cristo pode estar até mesmo com o "frasco de azeite" para derramar sobre suas feridas e, na outra mão, com a vasilha do "vinho" para derramar o Espírito Santo, o Seu Sangue sobre você. Mas Ele não faz isso sem a sua aceitação, porque o ladrão, que é o maligno, faz do jeito que quer. Jesus, ao contrário, é o Pastor. Ele quer que tudo se passe na sua liberdade.
Hoje é o dia de você usar da sua liberdade e se jogar nos braços de Jesus. Se você estiver de tal maneira caído no chão, como aquele homem do caminho, machucado e ferido, levante seus braços. Mas se você não conseguir levantá-los, diga com suas palavras. Se você não conseguir dizer com as palavras, diga com o seu olhar: "Senhor, misericórdia
Padre Jonas Abib
quinta-feira, 28 de junho de 2012
ABRIR UM SORRISO É COMEÇAR A MUDAR O MUNDO
Sorrir é reconhecer o outro como pessoa. Abrir um sorriso é começar a mudar o mundo, porque significa colocar o amor – e não o egoísmo ou o interesse pessoal – no centro da vida humana.
A Encíclica de Bento XVI – Deus Caritas Est – sobre o amor apanhou de surpresa os meios de comunicação em todo o mundo. Muitos esperavam um documento que denunciasse os graves males que atingem a nossa sociedade. Mas qual não foi a surpresa quando se depararam com um texto ao mesmo tempo muito sugestivo e muito terno. Num dos últimos parágrafos, o Papa diz: “O amor é uma luz – no fundo, a única – que ilumina constantemente o mundo em trevas e nos dá a força para viver e agir. O amor é possível, e nós podemos pô-lo em prática, porque fomos criados à imagem de Deus. Viver o amor é levar a luz de Deus ao mundo. Este é o convite que desejaria fazer com esta Encíclica”. Um pouco antes, havia explicado que “o amor não se reduz a uma atitude genérica e abstrata, mas requer um compromisso prático aqui e agora”. Uma das maneiras de pô-lo em prática é dar-se ao trabalho de sorrir.
Como todos apreciamos o sorriso amável das pessoas! Ao mesmo tempo, como é frequente que nos recusemos a sorrir! É estranho que, gostando tanto de que as pessoas nos atendam com um sorriso, nós sejamos, às vezes, tão renitentes em sorrir para a pessoa que nos pede um pouco de atenção. Os meios de comunicação, habitualmente, mostram-nos rostos violentos, irados ou doloridos, que nos comovem, mas quando nos põem, diante dos olhos, caras sorridentes, tendemos, com frequência, a considerá-las falsas e forçadas, pensando que essa amabilidade seja apenas um disfarce, uma tática para conseguir algum proveito ou interesse próprio. Da mesma forma, achamos difícil que alguém nos possa acolher com um sorriso afetuoso sem nos conhecer, mas, ao mesmo tempo, todos nos lembramos da maravilhosa experiência de um sorriso que nos acolheu logo no início da manhã e que foi capaz mudar o nosso dia.
É uma pena menosprezar o sorriso, pois é um dos mais típicos traços do ser humano. Ludwig Wittgenstein – que muitos consideram o filósofo mais profundo do século XX – anotava numa obscura passagem das suas Investigações Filosóficas: “Uma boca sorridente só sorri num rosto humano”. Com essas palavras, Wittgenstein afirma que, para haver um sorriso, é preciso que haja um rosto humano que dê significado a ele; mas, talvez, sugira também que um rosto só é plenamente humano quando sorri.
Os filósofos da escolástica medieval já haviam percebido que a capacidade de sorrir é uma característica própria dos seres humanos, uma propriedade derivada, necessariamente, de sua essência. Omnis homo risibilis est, diziam: “Todo homem é capaz de rir”. Dar-se ao trabalho de sorrir é um modo aparentemente simples de tornar este nosso mundo um pouco mais humano e, assim, tornar mais humana a nossa própria vida.
Para entender um pouco mais, vale a pena recordar a gênese do sorriso, o modo como ele surge na criança. Segundo dizem os especialistas em desenvolvimento infantil, quando um bebê se sente satisfeito, apresenta no, arco bucal, um reflexo espontâneo que faz a mãe pensar que ele está sorrindo. Emocionada com o aparente sorriso do seu bebê, a mãe o premia com carícias e festinhas afetuosas. Por sua vez, entusiasmada com essa onda de ternura efusiva, a criança corresponde imitando a expressão do rosto materno com um sorriso ainda mais franco e aberto. Esse processo educativo tão peculiar mostra que o sorriso não é um mero reflexo espontâneo de prazer, mas sobretudo uma valiosa conduta comunicativa.
Certa vez, uma aluna do doutorado veio visitar-me junto com a sua filha Carmen, que tem pouco mais de um ano. Demos à menininha um brinquedo simples para entretê-la enquanto conversávamos sobre filosofia. Em um dado momento da conversa, quando rimos abertamente de uma piada filosófica, Carmen uniu-se entusiasmada às nossas risadas, como se tivesse entendido alguma coisa. Com essa risada espontânea, deu-nos uma verdadeira lição de filosofia: rir juntos, sorrir uns para os outros, cria espaços formidáveis para a comunicação.
Sorrir é reconhecer o outro como pessoa: sorrimos para o porteiro ao entrarmos no edifício onde trabalhamos, mas não para a máquina de fotocópias que está no corredor. Existem pessoas nas quais o sorriso parece ser natural. Vem-me à memória o maravilhoso sorriso de João Paulo I, que, nos breves dias do seu Pontificado, encheu o mundo de esperança. No livro que ele escreveu, poucos anos antes, intitulado 'Ilustríssimos Senhores', podemos ler o seguinte: “Infelizmente, só posso viver e distribuir amor no corre-corre da vida cotidiana. Nunca tive de fugir de alguém que estivesse querendo matar-me, mas não faltam aqueles que põem a televisão alta demais, ou fazem barulho, ou simplesmente são mal-educados. Em todos esses casos, será preciso compreendê-los, manter a calma e sorrir. Nisso consistirá o verdadeiro amor sem retórica”.
Tudo leva a crer que um sorriso, aparentemente tão natural, é fruto de um prolongado esforço de muitos anos. Algo parecido contava-me um colega, relatando a sua experiência: “Há épocas – dias – em que sorrir é um ato heroico, pelo menos para mim; dias em que dormimos mal, dias em que não nos sentimos bem, física ou psicologicamente; dias em que temos preocupações ou a cabeça tão ocupada que não conseguimos colocá-la nas pessoas que se encontram ao nosso lado. Mas se você se propuser, conseguirá sorrir e até arrancará comentários do tipo: 'Você, sempre sorrindo! Como deve estar de bem com a vida!'. Mal sabem eles o quanto cada sorriso está me custando!”
O sorriso suscita sempre muita gratidão, tal como no caso da mãe com o seu bebê. Quem sorri colhe, muitas vezes, o sorriso e o afeto dos outros. É muito conhecida aquela afirmação de William James, um dos fundadores da psicologia contemporânea: “não choramos por estarmos tristes, estamos tristes, porque choramos”. Parece-me que algo semelhante se pode dizer do sorriso. De fato, quando encontro pessoas que sofrem por causa do seu isolamento, das suas dificuldades de comunicação com os outros, costumo animá-las a que se empenhem em sorrir para os que estão à sua volta; não sorrimos, porque estamos contentes, mas estamos contentes porque sorrimos. Não importa que, num primeiro momento, o sorriso seja forçado ou pareça artificial, mas depois, com a prática repetida, vai-nos tocando por dentro até que chega a alegrar o coração.
Alguns pensam que a história humana é movida pelas guerras, que o motor do progresso social e científico são os conflitos e os confrontos. Mas Bento XVI nos recorda, com a sua Encíclica, que é precisamente o contrário: o motor da história – se é que a história tem um motor – é o amor, é o diálogo e a comunicação entre as pessoas e entre os povos. O que ele nos ensina é que mudaremos o mundo à base de carinho. Neste sentido, pôr-se a sorrir é começar a mudar o mundo, porque significa colocar o amor – e não o egoísmo ou o interesse pessoal – no centro da vida humana. Por isso, se quisermos começar a mudar o mundo, vale a pena levar a sério o trabalho de sorrir.
Jaime Nubiola
SANTO IRINEU
Celebramos a memória do grande bispo e mártir, Santo Irineu que, pelos seus escritos, tornou-se o mais importante dos escritores cristãos do século II. Nascido na Ásia Menor, foi discípulo de São Policarpo, que por sua vez conviveu diretamente com o Apóstolo São João, o Evangelista.
Ao ser ordenado por São Policarpo, Irineu foi para a França e assumiu várias funções de serviço à Igreja de Cristo (que crescia em número de comunidades e necessidade de pastoreio). Importante contribuição deu à Igreja do Oriente quando foi em missão de paz para um diálogo com o Papa Eleutério sobre a falta de unidade na data da celebração da Páscoa, pois o Oriente corria ao risco de excomunhão, sendo fiel ao significado do seu próprio nome – portador da paz – logrou êxito nessa missão, já que isto nada interferia na unidade da fé.
Ao voltar da missão deparou-se com a morte do bispo Potino, o qual o havia enviado para Roma e, sendo assim, foi ele o escolhido para sucessor do episcopado de Lião. Erudito, simples, orante e zeloso bispo, foi Santo Irineu quem escreveu contra os hereges, sobre a sucessão apostólica e muito dos dados que temos hoje, sobre a história da Igreja do século II. Este grande bispo morreu mártir na perseguição do imperador Severo.
Santo Irineu, rogai por nós!
Ao ser ordenado por São Policarpo, Irineu foi para a França e assumiu várias funções de serviço à Igreja de Cristo (que crescia em número de comunidades e necessidade de pastoreio). Importante contribuição deu à Igreja do Oriente quando foi em missão de paz para um diálogo com o Papa Eleutério sobre a falta de unidade na data da celebração da Páscoa, pois o Oriente corria ao risco de excomunhão, sendo fiel ao significado do seu próprio nome – portador da paz – logrou êxito nessa missão, já que isto nada interferia na unidade da fé.
Ao voltar da missão deparou-se com a morte do bispo Potino, o qual o havia enviado para Roma e, sendo assim, foi ele o escolhido para sucessor do episcopado de Lião. Erudito, simples, orante e zeloso bispo, foi Santo Irineu quem escreveu contra os hereges, sobre a sucessão apostólica e muito dos dados que temos hoje, sobre a história da Igreja do século II. Este grande bispo morreu mártir na perseguição do imperador Severo.
Santo Irineu, rogai por nós!
DEUS MESMO VEM NOS SALVAR
Após recebermos a graça da efusão do Espírito Santo é que começamos a ler, entender a Palavra de Deus e ter gosto por ela. Começamos a ter gosto pela oração, voltamos para a Igreja e passamos a ser efetivos e eficazes nela. Assumimos de forma diferente o nosso casamento, passamos a ter um namoro, um noivado, de acordo com o coração de Deus.
Estamos no tempo da misericórdia. Após este tempo, Deus terá de usar a justiça! Ele precisa limpar a face da terra, pois já suportou demais a sujeira da humanidade. Ele terá de tirar todo o lixo, arrancar todo joio deste mundo, para que a Sua casa esteja limpa e então Ele possa tomar posse do que é Seu. “Ele mesmo vem salvar-nos.” (Is 35,4)
Jesus virá para recolher os Seus escolhidos. Você deseja que nessa hora todos os seus sejam recolhidos; e o Senhor também quer isso. A nossa geração, que viu o derramamento do Espírito Santo, verá também o Filho do Homem vindo das nuvens do céu, com poder e majestade.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
Estamos no tempo da misericórdia. Após este tempo, Deus terá de usar a justiça! Ele precisa limpar a face da terra, pois já suportou demais a sujeira da humanidade. Ele terá de tirar todo o lixo, arrancar todo joio deste mundo, para que a Sua casa esteja limpa e então Ele possa tomar posse do que é Seu. “Ele mesmo vem salvar-nos.” (Is 35,4)
Jesus virá para recolher os Seus escolhidos. Você deseja que nessa hora todos os seus sejam recolhidos; e o Senhor também quer isso. A nossa geração, que viu o derramamento do Espírito Santo, verá também o Filho do Homem vindo das nuvens do céu, com poder e majestade.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
COMO DEVEMOS AGIR DIANTE DA ADVERSIDADE ?
A lógica do Reino de Deus é bem diferente da nossa, pois é exigente. Mas se a seguirmos, seremos felizes nesta vida e, depois, por toda a eternidade.
Acolhamos o ensinamento de Jesus: “Ouvistes o que foi dito: Olho por olho e dente por dente! Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado” (Mt 5,38-42).
Peçamos ao Senhor a graça de sermos conduzidos pelo Espírito Santo em todo o nosso proceder ao longo deste dia.
Obrigada, Jesus! Eu confio em Vós!
Luzia Santiago
quarta-feira, 27 de junho de 2012
NOSSA SENHORA PERPETUO SOCORRO
A devoção à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro começou a ser propagada a partir de 1870 e espalhou-se por todo o mundo. Trata-se de uma pintura do século XIII, de estilo bizantino. Segundo a tradição, foi trazida de Creta, Grécia, por um negociante. E, desde 1499, foi honrada na Igreja de São Mateus in Merulana..
Em 1812, o velho Santuário foi demolido. O quadro foi colocado, então, num oratório dos padres agostinianos. Em 1866, os redentoristas obtiveram de Pio IX o quadro da imagem milagrosa. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi colocada na Igreja de Santo Afonso, em Roma. De semblante grave e melancólico, Nossa Senhora traz no braço esquerdo o Menino Jesus, ao qual o Arcanjo Gabriel apresenta quatro cravos e uma cruz. Ela é a senhora da morte e a rainha da vida, o Auxílio dos cristãos, o socorro seguro e certo dos que a invocam com amor filial.
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, rogai por nós
PRECISAMOS DE UMA FÉ REAVIVADA
Os primeiros cristãos tornaram-se fortes por causa da Eucaristia. Eles se reuniam para celebrá-la, mesmo correndo risco. Enfrentavam o martírio por causa dela, como aconteceu com São Tarcísio.
Precisamos de uma fé reavivada. Devemos crer que na Eucaristia está o Corpo e o Sangue de Jesus Ressuscitado.Está o mesmo Jesus que veio uma primeira vez para realizar a nossa redenção, e que está voltando para consumar a redenção de todos. Estaremos preparados para a segunda vinda do Senhor fortalecendo-nos com Seu Corpo e Sangue.
É essa verdade que proclamamos em cada Santa Missa, logo depois da consagração do pão e do vinho: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
Precisamos de uma fé reavivada. Devemos crer que na Eucaristia está o Corpo e o Sangue de Jesus Ressuscitado.Está o mesmo Jesus que veio uma primeira vez para realizar a nossa redenção, e que está voltando para consumar a redenção de todos. Estaremos preparados para a segunda vinda do Senhor fortalecendo-nos com Seu Corpo e Sangue.
É essa verdade que proclamamos em cada Santa Missa, logo depois da consagração do pão e do vinho: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
VIRTUDE,A ALEGRIA SEM OPRESSÃO
Valorizá-las é o melhor passo para respeitar o próximo
Comparada a educação aplicada às novas gerações, as pessoas que têm mais de 40 anos percebem, facilmente, a grande diferença que há na maneira como elas foram educadas. Talvez, temendo a desonra ou a ofensa à reputação da família, exigia-se dos filhos o pudor, não somente no comportamento ou nas roupas, mas nas brincadeiras e em todas as outras atitudes.
Os ensinamentos de uma educação rígida parecia pesar mais sobre as mulheres. Assim, os decotes eram comportados e as saias compridas à altura dos joelhos. As roupas, de maneira geral, em nada podiam marcar a silhueta do corpo feminino. A mesma preocupação havia para os trajes de banho, pois estes deveriam cobrir, de maneira moderada, algumas partes do corpo.
Transmitindo, ainda hoje, a ideia de que tudo é vergonhoso, imoral ou desrespeitoso, algumas pessoas têm dificuldades para acolher, com naturalidade, as partes mais íntimas do seu próprio corpo. Outras, mal conseguem se despir perto da pessoa com quem se casou.
É claro que os modos de se vestir não formam o caráter de ninguém. Sabemos que os tempos são outros e reconhecemos que, no passado, a maneira de se transmitir valores, quase sempre acontecia de modo opressor. No entanto, hoje, temos a impressão de que se tornou proibido proibir.
Percebemos estar cercados por uma cultura que maximiza o apelo à sensualidade. Isso parece ser a principal via em todas as mídias e está presente nos programas humorísticos, nas novelas, nas propagandas… Em quase tudo, observa-se a presença de uma bela modelo e, muitas vezes, ela chama mais a atenção do público do que o próprio produto apresentado.
Houve um tempo no qual as revistas com conteúdo impróprio para menores eram vendidas em embalagens escuras para ocultar as imagens da capa. Atualmente, em alguns sites na internet, ampliou-se os poderes da imaginação com cenas explícitas de sexo em alta definição. Com tanta informação disponível, pessoas de todas as idades vivem embaladas ao ritmo do prazer vendido nas fotografias ou vídeos, comportando-se como quem sofre de uma verdadeira compulsão por tudo aquilo que diz respeito ao erótico ou ao sensual. A inocência foi ofuscada pela lascividade.
Jovens e adultos, numa concepção frágil sobre aquilo que interpretam como liberdade, rompem escrúpulos, derrubam normas, vivem relacionamentos desordenados, quase tudo por conta do liberalismo massificado. Ainda que eles saibam das consequências de seus atos, vivem como se tudo fosse natural, a ponto de transformar um ato sexual numa experiência sem compromisso. Muitas vezes, com alguém que conheceu há um dia ou com outras pessoas que, normalmente, não se relacionariam.
Não é difícil encontrar pessoas se comportando como se não tivessem domínio sobre si mesmas, revelando uma incapacidade de controlar seus impulsos.
Ensinar nossos filhos sobre a valorização das virtudes é prepará-los para viver o respeito ao próximo. Cabe a nós pais formar neles essa consciência. Assim como foi preciso nosso exemplo para lhes ensinar a balbuciar as primeiras palavras, será necessário ajudá-los a alcançar uma vida dentro da moral e dos bons costumes, a fim de que eles possam discernir sobre tudo aquilo que está maquiado como “normal”.
Tal ensinamento propicia a alegria de quem amamos, sem tolher a felicidade ou oprimir sua liberdade.
Dado Moura
terça-feira, 26 de junho de 2012
AGORA A ORAÇÃO PARA CORTAR OS LAÇOS DO PASSADO
"Em nome de minha família, eu (dizer o nome) rejeito toda influência má que me foi transferida hereditariamente.
Eu quebro todos os pactos, alianças de sangue, todos os acordos com o demônio, em nome de Jesus Cristo.
Coloco o Sangue de Jesus e a cruz de Jesus entre cada geração de minha família. E em nome de Jesus eu amarro todos espíritos de hereditariedade má de nossas gerações e ordeno que saiam, em nome de Jesus Cristo.
Pai, em nome de minha família, eu Vos peço perdão por todos os pecados do espírito, por todos os pecados da mente e por todos os pecados do corpo.
Peço o perdão para todos os meus ancestrais.
Peço o Vosso perdão por todos aqueles que eles magoaram de alguma forma e aceito, em nome de meus ancestrais, o perdão daqueles que os magoaram.
Pai celestial, pelo Sangue de Jesus, hoje peço que leveis à luz do céu todos os meus parentes mortos.
Eu agradeço, Pai celestial, por todos os meus parentes e ancestrais que Vos amaram e Vos adoraram e transmitiram a fé aos seus descendentes.
Obrigado, Pai! Obrigado, Jesus! Obrigado, Espírito Santo! Amém."
Padre Marcelo Rossi
MARIA PEDAGOGA DA SOLIDARIEDADE
A simplicidade dos gestos e palavras nos ensina a ser melhores
A palavra “pedagogia” é de origem grega. Entre os ocidentais ela firmou-se como a ciência do ensino. Nas Sagradas Escrituras encontramos inúmeros pedagogos que nos ensinam o caminho da felicidade em Deus. Dentre estes inúmeros professores naarte da fé encontramos a Virgem Maria.
Na simplicidade dos gestos e palavras, Nossa Senhora ocupa um lugar especial dentro da história da salvação. Escolhida por Deus para ser a Mãe do Salvador, ela nos ensina o caminho que nos conduz a seu Filho Jesus Cristo. A Santíssima Virgem Maria é o caminho do amor para chegarmos a Cristo. Foi por intermédio do "sim" de Maria que Jesus Cristo realizou a Sua primeira visita aos homens.
Na pedagogia da escola de Maria aprendemos o valor do serviço em um mundo extremamente agitado por tantas vozes e sons que nos dizem que, em primeiro lugar, deve ser feita a nossa vontade. Em meio a uma sociedade que passa a ver o outro como alguém distante, corremos o risco de assistir as necessidades e o sofrimento dos nossos irmãos e irmãs como se estivéssemos vendo um Não! A dor do outro não é um programa jornalístico. Ela é real e requer que saiamos de nossas anestesias da indiferença e sintamos verdadeiramente a dor de nossos irmãos e irmãs de maneira caridosa e fraterna. Quem precisa de nossa ajuda não é um estranho, cujo indiferentismo possa nos fazer acreditar que nada temos a ver com a realidade de quem sofre.
A Virgem Maria, quando soube pelo Anjo Gabriel que sua prima Isabel estava grávida, não esperou um convite formal para ir ao encontro das necessidades da prima. Nossa Senhora percebeu, naquele acontecimento, uma oportunidade de colocar-se a serviço daquela que precisava de sua ajuda.
“E eis que Isabel, tua parenta, está também para dar à luz um filho em sua velhice e já está sem eu sexto mês, ela que era chamada estéril. Naquele tempo, Maria partiu às pressas, ruma à região montanhosa, para uma cidade de Judá” (cf. Mc 1,26-45).
Diante da realidade de Isabel, Maria sabia, em seu coração, que sua amiga precisava de sua ajuda. Ela vai às pressas. Nada foi obstáculo para ela. Atravessou uma região montanhosa. Venceu as dificuldades do caminho para estar a serviço. O gesto solidário de Nossa Senhora é um caminho pedagógico-espiritual para todos nós.
A Santíssima Virgem atualiza em sua vida o ensinamento que seu Filho vai nos deixar: “Pois o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate pela multidão” (Cf. Mc 10,45). Diante da necessidade de Isabel, Maria vê, com os olhos do coração, uma oportunidade de fazer o bem. O gesto solidário da Mãe do Salvador é um exemplo para que o frio da indiferença não estacione no tempo de nossa vida.
A pedagogia mariana é uma lição de cuidado e carinho com relação às diversas necessidades daqueles que estão do nosso lado. Na metodologia do cuidado com o outro não é necessário esperar um convite formal para a prática do bem. A solidariedade é sempre um convite não formal para o bem. Pequenos gestos podem fazer grande diferença. Maria é a grande pedagoga do amor generoso e solidário com os necessitados. Ela nos ensina, a cada dia, a arte de sermos conduzidos por um amor de Mãe e Mestra na arte do cuidado com o próximo
Padre Flávio Sobreiro
O INIMIGO DE DEUS QUER ESVAZIAR O VALOR DA SANTA MISSA
A cada Celebração Eucarística, Cristo Jesus é o celebrante: é Ele quem se oferece ao Pai, quem ora e quem intercede. O sacerdote é o representante do Senhor, cabendo a nós a participação como parte do Corpo de Cristo.
A Santa Missa não nos pode servir apenas para pedirmos pelas almas dos nossos falecidos. Apesar do seu grande valor para a purificação das almas dos nossos entes queridos que ainda estão no purgatório, precisamos estar cientes de que isso é o mínimo diante do valor profundo dessa celebração. As necessidades do mundo inteiro estão presentes em cada celebração da Santa Missa. Cristo as assume.
A Missa não pode se transformar num palanque de comício social ou político. Ela tem a capacidade de mudar as estruturas sociais, mas não é fazendo do altar um palanque que isso acontecerá. Esse não é o caminho. A Missa precisa ser Missa para que as estruturas sociais sejam transformadas.
O inimigo de Deus quer denegrir, desmoralizar e esvaziar o valor do sacrifício da Missa
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
A Santa Missa não nos pode servir apenas para pedirmos pelas almas dos nossos falecidos. Apesar do seu grande valor para a purificação das almas dos nossos entes queridos que ainda estão no purgatório, precisamos estar cientes de que isso é o mínimo diante do valor profundo dessa celebração. As necessidades do mundo inteiro estão presentes em cada celebração da Santa Missa. Cristo as assume.
A Missa não pode se transformar num palanque de comício social ou político. Ela tem a capacidade de mudar as estruturas sociais, mas não é fazendo do altar um palanque que isso acontecerá. Esse não é o caminho. A Missa precisa ser Missa para que as estruturas sociais sejam transformadas.
O inimigo de Deus quer denegrir, desmoralizar e esvaziar o valor do sacrifício da Missa
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
MEDALHA SÃO BENTO
A medalha de São Bento não é um "amuleto da sorte". Trata-se de um sacramental, isto é, um sinal visível de nossa fé.
O uso habitual da medalha tem por efeito colocar-nos sob a especial proteção de São Bento, principalmente quando se tem confiança nos méritos de tão grande Santo e nas grandes virtudes da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! São numerosos os fatos maravilhosos atribuídos à esta medalha. Ela nos assegura poderoso socorro contra as ciladas do demônio e também para alcançar graças espirituais, com conversão, vitória contra as tentações, inimizades etc.
Contudo, a medalha não age automaticamente contra as adversidades, como se fosse um talismã ou vara mágica. Todo Cristão, a exemplo de Jesus Cristo, deve carregar a sua cruz. Pois, é necessário que nossas faltas sejam expiadas; nossa fé seja ; provada; e nossa caridade purificada, para que aumentem nossos méritos.
O símbolo da nossa redenção, a cruz, gravada na medalha não tem por fim nos livrar da prova; no entanto, a virtude da cruz de Jesus e a intercessão de São Bento produzirão efeitos salutares em muitas circunstâncias, a medalha concede, também, graças especiais para hora da morte, pois, São Bento com São José são padroeiros da boa morte.
Para se ficar livre das ciladas do demônio é preciso, acima de tudo, estar na graça e amizade com Deus. Portanto, é preciso servi-lo e amá-lo, cumprindo, todos os deveres religiosos:Oração, Missa dominical, recepção dos Sacramentos, cumprimento dos deveres de justiça; em uma palavra, cumprimento de todos os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Nem o demônio, nem alguma criatura, tem o poder de prejudicar verdadeiramente uma alma unida a Deus.
Em resumo, o efeito da medalha de São Bento depende em grande parte das disposições da pessoa para com Deus e da observância dos requisitos acima mencionados.
O uso habitual da medalha tem por efeito colocar-nos sob a especial proteção de São Bento, principalmente quando se tem confiança nos méritos de tão grande Santo e nas grandes virtudes da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! São numerosos os fatos maravilhosos atribuídos à esta medalha. Ela nos assegura poderoso socorro contra as ciladas do demônio e também para alcançar graças espirituais, com conversão, vitória contra as tentações, inimizades etc.
Contudo, a medalha não age automaticamente contra as adversidades, como se fosse um talismã ou vara mágica. Todo Cristão, a exemplo de Jesus Cristo, deve carregar a sua cruz. Pois, é necessário que nossas faltas sejam expiadas; nossa fé seja ; provada; e nossa caridade purificada, para que aumentem nossos méritos.
O símbolo da nossa redenção, a cruz, gravada na medalha não tem por fim nos livrar da prova; no entanto, a virtude da cruz de Jesus e a intercessão de São Bento produzirão efeitos salutares em muitas circunstâncias, a medalha concede, também, graças especiais para hora da morte, pois, São Bento com São José são padroeiros da boa morte.
Para se ficar livre das ciladas do demônio é preciso, acima de tudo, estar na graça e amizade com Deus. Portanto, é preciso servi-lo e amá-lo, cumprindo, todos os deveres religiosos:Oração, Missa dominical, recepção dos Sacramentos, cumprimento dos deveres de justiça; em uma palavra, cumprimento de todos os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Nem o demônio, nem alguma criatura, tem o poder de prejudicar verdadeiramente uma alma unida a Deus.
Em resumo, o efeito da medalha de São Bento depende em grande parte das disposições da pessoa para com Deus e da observância dos requisitos acima mencionados.
Na frente da medalha (veja foto) são apresentados uma cruz e entre seus braços estão gravadas as letras C S P B, cujo significado é, do latim: Cruz Sancti Patris Benedicti - "Cruz do Santo Pai Bento".
Na haste vertical da cruz lêem-se as iniciais C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux - "A cruz sagrada seja minha luz".
Na haste horizontal lêem-se as iniciais N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux - "Não seja o dragão meu guia".
No alto da cruz está gravada a palavra PAX ("Paz"), que é lema da Ordem de São Bento. Às vezes, PAX é substituído pelo monograma de Cristo: I H S.
À partir da direita de PAX estão as iniciais: V R S N S M V: Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana - "Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs!" e S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas - "É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!". Nas costas da medalha está São Bento, segurando na mão esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges e, na outra mão, a cruz. Ao redor do Santo lê-se a seguinte jaculatória ou prece: EIUS - IN - OBITU - NRO - PRAESENTIA - MUNIAMUR - "Sejamos confortados pela presença de São Bento na hora de nossa morte".
É representado também a imagem de um cálice do qual sai uma serpente e um corvo com um pedaço de pão no bico, lembrando as duas tentativas de envenenamento, das quais São Bento saiu, milagrosamente, ileso.
Na haste vertical da cruz lêem-se as iniciais C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux - "A cruz sagrada seja minha luz".
Na haste horizontal lêem-se as iniciais N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux - "Não seja o dragão meu guia".
No alto da cruz está gravada a palavra PAX ("Paz"), que é lema da Ordem de São Bento. Às vezes, PAX é substituído pelo monograma de Cristo: I H S.
À partir da direita de PAX estão as iniciais: V R S N S M V: Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana - "Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs!" e S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas - "É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!". Nas costas da medalha está São Bento, segurando na mão esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges e, na outra mão, a cruz. Ao redor do Santo lê-se a seguinte jaculatória ou prece: EIUS - IN - OBITU - NRO - PRAESENTIA - MUNIAMUR - "Sejamos confortados pela presença de São Bento na hora de nossa morte".
É representado também a imagem de um cálice do qual sai uma serpente e um corvo com um pedaço de pão no bico, lembrando as duas tentativas de envenenamento, das quais São Bento saiu, milagrosamente, ileso.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
DEUS NOS PERDOA E NOS RESTAURA
Mesmo em nossas quedas podemos clamar pelo Senhor
Mesmo tendo Adão desobedecido à ordem d'Aquele que o criara, no caos do jardim causado pelo pecado, Deus vem ao encontro de Adão e chama-o pelo nome. Veja que beleza: Deus chama-o pelo nome! Adão, no entanto, se esconde, por vergonha do Senhor.
É isso que faz o pecado em nós! Ele nos afasta d'Aquele que é nosso maior tesouro, e nos priva de participar da riqueza que o Senhor do jardim pode e quer nos oferecer. E também nos deixa envergonhados e, mesmo sem percebermos, nos “escondemos” de Deus Pai. “A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi”. (Gn 3,12) Quantas vezes também nós, a exemplo de Adão, ficamos procurando justificativas de nossos pecados?
Com isso somos inseridos em um gírio de insensatez e ficamos sempre encontrando justificativas para nossas transgressões e, como se não bastasse, ainda colocamos a culpa, muitas vezes, no outro. É o gírio da insensatez que vai cada vez mais nos envolvendo, deixando-nos desorientados e longe de Deus.
Aquele que criou o ser humano, agora contempla Sua obra “arranhada” por causa do mau uso da liberdade que foi concedida como dom. Mas esse amor, que fez a criação acontecer, que O motivou a dialogar com o homem desobediente, é o mesmo amor que vai selar uma aliança que, em Jesus Cristo, encontrará plenitude. Dando-nos o Seu Espírito e o Seu Filho, Deus estende novamente os braços para nós e nos possibilita participar novamente de Sua graça. Graça essa que nos faz ir além, nos motiva a cantar hinos e louvores e é oferecida a todos.
Mesmo nas profundezas de nossas transgressões, podemos, por graça, clamar pelo Senhor com a certeza de que não seremos envergonhados. N'Ele e por Ele encontramos o perdão de nossas faltas e a restauração de nossa beleza das origens.
Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)
TAU SÃO FRANCISCO
São Francisco participou de um concílio e neste concílio, onde o Papa declarou que o SINAL dos eleitos era um TAU e que todos aqueles que carregassem esse "TAU" estariam como que caminhando na garantia da sua salvação. Quando S. Francisco ouviu aquilo ele imediatamente colocou o TAU no seu pescoço e nunca mais retirou dele e, por isso, o TAU se transformou num sinal Franciscano.
O TAU, O CORDÃO E OS TRÊS NÓS
Em geral o Tau é pendurado no pescoço pôr um cordão com três nós. Este cordão significa o elo que une a forma de nossa vida. O fio condutor do Evangelho. A síntese da Boa Nova são os três conselhos evangélicos = obediência, pobreza, pureza de coração. Obediência significa acolhida para escutar o valor maior. Quem abre os sentidos para perceber o maior e o melhor não tem medo de obedecer e mostra lealdade a um grande projeto. Pobreza não é categoria econômica de quem não tem, mas é valor de quem sabe colocar tudo em comum. Ser pobre, no sentido bíblico-franciscano, é a coragem da partilha. Ser puro de coração é ser transparente, casto, verdadeiro. É revelar o melhor de si. Os três nós significam que o obediente é fiel a seus princípios; o pobre vive na gratuidade da convivência; o casto cuida da beleza do seu coração e de seus afetos. Tudo isto está no Tau da existência!
USAR O TAU É LEMBRAR O SENHOR
Muita gente usa o TAU. Não é um amuleto, mas um sacramental que recorda um caminho de salvação que vai sendo feito ao seguir progressivamente, o Evangelho. Usar o TAU é colocar a vida no dinamismo da conversão: cada dia devo me abandonar na Graça do Senhor, ser um reconciliado com toda a criatura, saudar a todos com a Paz e o Bem. Usar o Tau é configurar-se com aquele que um dia ilumina as trevas do nosso coração para levar-nos à caridade perfeita. Usar o Tau é transformar a vida pela Simplicidade, pela Luz e pelo Amor. É exigência de missão e serviço aos outros, porque o próprio Senhor se fez servo até a morte e morte de Cruz.
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