sábado, 12 de abril de 2014

QUEM SOMOS NÓS PARA CONDENAR ALGUÉM ?

Quem é atingido pela misericórdia de Deus não julga ninguém. Ama, analisa e tenta ajudar, mas não julga ninguém e, acima de tudo, não condena! Quem somos nós para condenar alguém?
”Porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos” (Lucas 6,38).
Quem foi atingido pelo amor misericordioso de Deus é transformado por esse amor misericordioso, pois esse amor de Deus vai até o fundo da nossa alma, atinge todas as nossas membranas, todas as nossas células são tocadas por este amor maravilhoso. Este amor nos cura e nos liberta. Só quem é atingido pela misericórdia de Deus é capaz de se tornar misericórdia para com o seu próximo, para com o seu irmão.
Este é o convite que Deus  faz a nós neste tempo de graça: que nos deixemos ser moldados pela Sua misericórdia. Que nos permitamos ser atingidos até o profundo do nosso ser por Sua infinita misericórdia e esta graça [misericórdia] irá produzir muitos frutos em nossa vida. Primeiro: seremos misericordiosos uns com os outros, saberemos ter paciência com os limites, com as dificuldades e com o passo que cada um tem. E não é assim que Deus age conosco? Não é Deus que tem paciência conosco? Não é Deus que compreende os nossos limites? Não é Deus que compreende sempre as nossas fragilidades? Por que é que nós não podemos compreender, ter paciência e suportar os defeitos, os limites e as condições que cada um tem?
Quem é atingido pela misericórdia de Deus não julga ninguém; ama, analisa, tenta ajudar, mas não julga ninguém e, acima de tudo, não condena! Quem somos nós para condenar alguém?Quem somos nós para emitir sentença a respeito do outro? Para dizer que ninguém vale nada, para dizer que alguém está perdido? Quem somos nós para excluirmos alguém do coração de Deus ou do Reino de Deus?
Por mais que vejamos os erros que as pessoas cometem, o máximo que devemos fazer é pedir ao Senhor: ”Senhor, guarda o meu coração, previna-me da queda! Senhor, ajuda-me a enxergar os meus próprios erros e os meus próprios limites”. Porque, quem enxerga demais os defeitos e os problemas dos outros, não é capaz de enxergar os seus próprios defeitos e limites! Não se esqueça do que nos ensina a Palavra: é da maneira como nós julgamos, medimos ou respeitamos o próximo que nós também seremos julgados, medidos e respeitados!
Nós, às vezes, somos exigentes demais com as pessoas, cobramos demais delas e  esperamos demais delas. E com essa medida dura, muitas vezes, impiedosa, com que nós lidamos com o outro é que nós também seremos medidos!
Que Deus nos ensine a medida da Sua misericórdia, para que, com essa mesma medida, possamos usar nas relações uns com os outros.
Padre Roger Araújo

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